Wilalba
F. Souza
13/Fev/2017
O tal de politicamente correto continua
cegando as pessoas. De todas as classes, credos, atividades, ateus e atôas. A
Polícia Militar do Espírito Santo entrou de greve. Há quem concorde com essas
paralisações, independentemente dos resultados advindos. Uma irresponsabilidade
gigante, que não perdoa nem a família de quem parou, congelou e se negou a fazer
seu trabalho, mesmo tendo prestado, formal e publicamente, juramento de
mantê-lo, em quaisquer circunstâncias, até com o sacrifício da própria vida!
Todas as classes fazem greves. Já
assistimos a “imaculada” Polícia Federal em operações padrão em aeroportos e
nas fronteiras. Ela que já tem salários bem convidativos. Aliás, a procura
dessa importante força por jovens é impressionante. Em relação a professores,
federais, estaduais e municipais, as histórias recentes gritam por si só! Em
tempos mais remotos mulheres de militares federais já foram para as ruas bater
panelas.
Mas, vamos ao 1997, quando houve séria
divisão entre graduados e oficiais na Polícia Militar de Minas Gerais, depois
do alto comando ter acenado com a possibilidade de haver aumento diferencias
entre os postos e graduações. Uma insensibilidade e irresponsabilidade tamanhas
que mexeram com as entranhas e a credibilidade de uma Corporação modelo.
Assistimos morte de companheiro, muita revolta, quebra de disciplina, separação
do Corpo de Bombeiros, enfim, uma desmoralização sem precedentes.
Desse sisma, apareceram “heróis” que se
elegeram deputados. Que, no momento da confusão, surgiram como líderes e
salvadores da pátria, mesmo porque, no afã de superar aqueles “impropérios”,
Itamar Franco, Governador, concedeu aumentos isonômicos para toda a tropa. Foi
uma motivação para que esses neo-políticos, surgidos do seio da tropa, se
arvorassem em vencedores e “glamourosos” títeres de uma gente subjugada por normas e regulamentos retrógrados.
Não há como se negar que, a partir
desses fatos, os vencimentos dos PMs mineiros melhoraram. Se bem que acabaram
com os “ranchos”, as praças de esportes, a manutenção física dos quartéis, hoje
jogados às baratas. Depois, atualizando os regulamentos antiquados, inadequados,
exageram na “dose”, fragilizando a disciplina, com um Regulamento de Ética e
Disciplinar inviável. Os comandantes perderam poder, em uma instituição militar
com responsabilidade de prestar segurança a centenas de cidades, distritos e
povoados.
Para agravar o quadro, nestas nossas
Minas Gerais, Aécio e Anastasia, dois dos mais aclamados políticos mineiros,
liberaram geral, em suas administrações, possibilitando aposentadorias
remuneradas que esvaziaram o efetivo policial militar. Atualmente a demanda
aumenta e os meios humanos não têm como acompanhar as necessidades públicas. O
povo paga a conta, com assaltos, tiroteios, explosões em bancos e precária
assistência policial ao meio ambiente e rodovias. Estamos funcionando “a meia
boca”! É o que se percebe.
Bem, a PM do Espírito Santos parou
porque está ganhando pouco. Seus integrantes, embora recebam em dia, não têm o
necessário para a manutenção da família. E pior, as condições de trabalho são
péssimas. Sem querer julgar os PM que pararam, posso dizer que vão pagar caro
pelo que fizeram. Ficaram sem apoio popular e político. Escafederam-se
todos!!! Vitória e cidades próximas
viraram uma terra sem lei. Com crimes escancaradamente liberados, pela
impotência do Estado em garantir a vida dos cidadãos, só aparece uma culpada: a
PMES!
Os nossos irmãos do Rio de Janeiro estão
com seus soldos atrasados, inclusive o Abono de Natal (13º salário) e o mês de
janeiro. Embora pareça que não, lá uma greve assombra o povão. Tudo pode
acontecer. E quero ver as forças armadas substituírem a “força pública”. As
autoridades federais tripudiam em cima de coisa mais séria do que eles
imaginam. O arrocho fiscal que eles propagam não atinge seus órgãos. Não
atinge o legislativo, o judiciário e, muito menos, as Forças Armadas, que, se
fizerem greve, farão muita falta ao transporte aéreo dos engravatados e suas
famílias e aumentarão as despesas dentro dos quartéis. Mais nada!!!