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sexta-feira, 20 de agosto de 2021

Confissão

 Wilalba F. Souza                           20/08/2021 

Nas eleições de 2018, confesso, tinha optado por votar em candidatos mais tranquilos, ou mais ponderados, se é que assim podemos dizer. Pra governador, Antônio Anastasia, que já o fora em Minas, pensei, seria o nome ideal para reorganizar o Estado, depois de deletéria administração do petista Pimentel. E o presidente, quem poderia ser, no Brasil da "Lava-jato"? Quem sabe um homem também mais conservador e técnico, capaz de diálogo com todos, de pragmatismo reconhecido, como Henrique Meirelles, respeitado por muitos políticos e com bons serviços prestados na área econômica, ao Brasil.

Contra Anastasia, afirmei convicto, que não apareceriam nomes de peso, até porque a geração de políticos mineiros, com liderança expressiva, desaparecera com o passar dos anos, nada surgindo, de destaque. Aliás, depois de Tancredo nos legar Aécio Neves - uma decepção - tirando Anastasia, sobraram poucos, e "progressistas", com velhos discursos e práticas no mínimo suspeitas. Pimentel foi a comprovação disto: deixou nosso Estado à mingua.

Entretanto algo inusitado aconteceu. Em nível nacional "bombou" o nome do Capitão Jair Bolsonaro, antigo deputado federal do "baixo clero”, desconhecido, alavancado por suas propostas pelas redes sociais. Prometia acabar com a roubalheira oficial. Afinal os governos Lula-Dilma deram com os burros n`água. Um estava processado, a outra cassada! No afã de se perpetuarem no comando, deixaram a corrupção rolar. "Torraram" bilhões de dinheiros, fecharam os olhos à corrupção e se refastelaram. "Quem nunca comeu mel, quando come se lambuza", já diziam! E deu no que deu.

Bolsonaro convenceu os eleitores. Prometeu enterrar a corrupção e o desperdício de recursos, como praticaram os governos anteriores, conforme notícias amplamente divulgadas pela imprensa. Foi eleito por destacada maioria e tem lutado, permanentemente, contra um esquema de ocupação estruturada, por anos a fio. Como? Os brasileiros de todas camadas sociais e idades sabem!

Mas, surpresa mesmo, foi a vitória de Romeu Zema, em Minas Gerais, embora Anastasia tenha demonstrado, visivelmente, desinteresse pela campanha. Afinal, tinha mais quatro anos de mandato no Senado. O moço do Sul de Minas, mesmo sem "pegada" política, resolveu sair candidato e "bamburrou" os votos. Cansei de dizer, e estava redondamente enganado, que aquele "anônimo-neófito", inexperiente, não tinha currículo pra encarar um dos maiores estados do Brasil. Mas ele venceu!

Enfim, passados dois anos e meio, Bolsonaro e Zema "apanharam", mas aprenderam muito. O primeiro, ainda perseguido, entendeu que ninguém governa sozinho, sendo necessário, imperativo mesmo, conseguir alianças no Congresso. E esse foi um processo lento. Mais de dois anos pra "se mexer".  Depois, se levantou da cadeira e saiu pelo país. E tem se dado muito bem, ao lado do povo. Há controle total sobre as estatais, e elas dão lucro. Sem corrupção! Agora é segurar o timão (não é time de futebol, gente!), bem firme, até as eleições do ano que vem, pois o gigantesco esquema opositor a ele fará de tudo para apeá-lo da presidência. Antes das eleições de 22.

Zema também evoluiu.  E muito. No início, meio perdido, andou se escorando em assessorias progressistas de hábitos e antecedentes estranhos. Mas acertou-se com a máquina pública, trazendo para seu lado pessoas honestas, competentes e leais, conseguindo, com muita sensibilidade, ir saneando as finanças, colocando as coisas nos seus "porta-coisas"! Enfim, há muito se diz: -A simplicidade é o último degrau da sabedoria.

Conclusão... bem objetiva: em qualquer cenário, de normalidade, Zema (adversário: Kalil) e Bolsonaro (adversário: Lula) estarão reeleitos... se as urnas eletrônicas forem honestas. Depois disto, só Deus sabe!