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quarta-feira, 16 de março de 2016

Pra debaixo da saia! Fazer o quê?



Wilalba F. Souza                                                              15/mar/2016

Há dois meses o governo de Minas está parcelando os salários dos servidores. No seio da Polícia Militar, e também no funcionalismo público, a medida não “caiu” bem. É que, depois de anos a fio, o Partido dos Trabalhadores, depois de assumir o “mando” estadual, promove tal medida, desagradável, indicativa, em princípio, que as finanças não estão bem. O mesmo quadro se observa em outras unidades da federação. Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro, duas potências econômicas brasileiras, se juntam aos mineiros. Em suma, não há dinheiro e os gestores têm que se virar.

Até o quinto dia útil, por aqui, recebem mais de 90% dos funcionários. São os que ganham até os R$3.000,00 e representam uma boa força de mobilização. Será que eles se mexeriam pelo restante? Duvido! Uma ou duas manifestações já ocorreram na capital, engendrada pelos mais “aquinhoados”, se é que podemos dizer assim. E é perfeitamente justo que eles assim procedam, mostrando a sua insatisfação àqueles que, na campanha eleitoral, prometeram o céu pros eleitores. Por questão de princípio, só não concordo com movimentos que interrompam as vias públicas, como o que foi feito pela Avenida Antônio Carlos (BH), em dia útil, até a Cidade Administrativa. Penso que quem tem o dever de manter a segurança do povo e a ordem pública é, naturalmente, impedido de fazer isto, que contraria tudo aquilo que lhes foi ensinado nos bancos acadêmicos policiais e bombeiros militares.

Enfim, para meados de abril está prevista outra concentração e tudo indica que o governo não vai se mexer. Pior, ele nem sabe como vai ficar o calendário de pagamentos a partir daquele mês. O Brasil está em um quadro recessivo mais que preocupante e a arrecadação caiu. Os compromissos financeiros, por todos os lados, estão prejudicados. Sem dinheiro e perspectiva maior, estamos prevendo problemas. Há muitas nuvens carregadas pelo nosso caminho. Fazer o quê?

Dia 13 de março, domingo passado, poucos dias depois de ter sido levado, coercitivamente, para audição por procuradores da “Lava-a-jato”, Lula soltou “os cachorros” contra a Polícia e a Justiça Federais. O povo foi para as ruas pedir providências contra a corrupção, a presidente em exercício e seu mentor, este atingido, violentamente, pelos “coices” da lei. Nas ruas, por todo o País, o povão deu seu grito: é muita desordem constituída (?) e promovida por quem deveria obedecer aos preceitos da ética e da Constituição. O “ring” político está armado para o impeachman X permanência. O caldeirão esta fervendo. Lula, processado e denunciado, é fortíssimo candidato a Ministro da Casa Civil de D. Dilma. Literalmente ela o está levando para debaixo de sua saia, na tentativa de adiar a ação da Justiça, pois ele passará a ter foro privilegiado.

Ainda em relação ao ex-presidente e apesar de seu carisma e história, ele está devendo explicações aos brasileiros sobre sua ligação com empresas suspeitas. Sítio, apartamentos e presentes recebidos irregularmente o estão complicando. Mostra muito nervosismo, sem se articular. Lendo suas respostas, em interrogatório publicado pela mídia, as achei pueris demais para quem, por oito anos, nos presidiu. Lula nunca soube de nada e suas negativas extrapolaram nossa capacidade de entendimento. É preciso que as pessoas leiam, com paciência, todas as “não explicações” do “grande líder”. Nos seus bens-feitos ele é sorridente. Se lhe apertam o santo ele, de repente, veste o manto de presidente, que não é mais. Sofre de devaneios bem estranhos, se ausentando, seu espírito”, da sala onde é interrogado, passando toda suas responsabilidades aos assessores e até para sua mulher, D. Marisa. Incrível, quando deviam dar-lhe uma assistência psicológica, querem entregar-lhe um ministério importante ao lado da presidente, sua subordinada. Fazer o que?


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