Wilalba F. Souza
05/Jan/18
Falar de economia, em qualquer nível, é
sempre difícil. Nós, que temos automóvel, ou qualquer outro veículo de
transporte, individual, ou não, temos assistido os constantes aumentos dos
preços dos combustíveis, um dos fatores que mais incidem, penso eu, no cálculo
da inflação, que, segundo as fontes governamentais, está “dentro da meta” e é
uma das mais baixas dos últimos anos. E não precisa, qualquer cidadão mais
atento, pensar muito para concluir que metodologias existem e são aplicadas
para minimizar a escalada dos preços, embora saibamos que o desemprego tem
altas taxas e muitos estados estão em débito com salário de servidor. O Rio de
Janeiro estará pagando, por esses dias, o mês de novembro, do ano passado e
nada fala do “décimo terceiro” e do mês de dezembro, que terminou. E, assim, de
modo geral, tem sido administrada a máquina pública deste nosso país, com
ex-governadores, ex-presidente,
ex-ministros e empresários, processados ou presos por desvios os mais absurdos.
Não temem a lei, se consideram blindados contra isto e mais gente corrupta
devia estar trancafiada.
No Estado do Rio Grande do Norte a
Polícia Militar está em
greve. Ouvi hoje, numa emissora de rádio de alcance nacional,
por causa de atraso em seus soldos nos últimos três meses, segundo o presidente
de um sindicado que, ao que parece, representa a classe. A Polícia Civil segue
na mesma toada e, certamente, a grande massa dos servidores públicos daquele
pequeno, mas bonito, estado nordestino, penalizada até de maneira mais
severa. A administração governamental
não sabe o que fazer, enquanto parcas tropas do Exército tentam amenizar o
problema de segurança pública, com aumento de crimes, sem muito sucesso. E o
dito sindicato afirma que, mesmo que quitem os atrasados, os efetivos não
retornarão às ruas, pois os PM estão com viaturas e equipamentos defasados.
Bem, o pessoal está aquartelado, portando fazendo expediente, esperando alguma
providência, dentro do que é solicitado. Militar não pode fazer greve, ou ter
sindicato. Mas fazem paralisações e se sindicalizam. Simplesmente, e neste
caso, os políticos de plantão preferem fechar os olhos. A justiça determina que
voltem ao patrulhamento, e não é obedecida. Ponto final! E mais, operações
padrão não dependem de sindicatos e surgem naturalmente com o aparecimento de
um líder qualquer, de dentro ou fora!
Uns amigos meus estiveram, há pouco, no
balneário de Guarapari, excelente lugar para se curtir um sol, durante as
férias. O pessoal afirmou que nunca viu tanta gente por lá, mesmo no fim de
ano. O movimento extrapolou todas as expectativas. Notícias de Cabo Frio, uma
das praias mais procuradas do Brasil, destacam idêntico fenômeno. E aí fica até
fácil de explicar que, no setor privado, as coisas estão funcionando, a
despeito do vento contrário soprado pelas intervenções, mais que sórdidas, do
poder público. O déficit do orçamento brasileiro, homologado estes dias pelo
presidente, vai a mais de 160 bilhões de reais. É uma pedalada legal, aprovada
mais por achegos politiqueiros e menos por medidas de contenção de despesas,
que impediriam a farta distribuição de cargos e emendas orçamentárias
moralmente reprováveis. Os ministérios – em grande número – estão sendo
“rateados” à margem das práticas de honestidade, pundonor e correção moral. Senão
vide a nomeação da filha deputada do ex (?) deputado Roberto Jefferson,
possuidor de uma vasta ficha pregressa de mal feitos, para ministra do
trabalho, mesmo já existindo processos contra ela, também, em rumorosos casos
de desvio comportamental. Neste ano eleitoral, o “tacho vai ferver”!
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