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sábado, 25 de julho de 2020

Resenha


Wilalba F. Souza                  25/07/2020


Há algum tempo deixei de ver, com a mesma frequência, noticiários da grande mídia, depois de, certa feita, ter ouvido do ex-ministro da saúde, Luís Mandetta, que todo ele estava, em relação à pandemia, muito ácido. É que, além de visível conteúdo político/ideológico/sensacionalista, as grandes redes de televisão se apresentavam em constante sintonia. Era tudo igual. Nas bancadas, cansei de assistir, até enjoar, suas discussões, no decorrer de um dia inteiro, sobre o fato do Presidente da República ter aparecido em público sem a tal máscara. Ou porque não apresentou o exame laboratorial sobre estar, ou não, contaminado por covid-19. Ninguém aguenta! Assim, prefiro as redes sociais, de todas as cores. Mesmo aquelas cujo conteúdo têm propósitos pouco republicanos e torcem pela morte de alguém!
Com justa razão, desde o início do ano, o futebol, paixão nacional, ao lado de uma boa cachaça com torresmo, ficou parado.
De um mês pra cá, se tanto, os dirigentes tentam treinar as equipes e fazer seus campeonatos, afinal clube é empresa, tem empregados e atletas remunerados. Precisa arrecadar. Mas, está difícil. Depende dos governadores e prefeitos. E mais, com a quebra, mediante decreto de Bolsonaro, da exclusividade Globo para transmissão de jogos no Rio de Janeiro, a emissora começou a criticar clubes e condenar a atividade. - Olhem a pandemia aí, gritam! É que eu assisti Cleber Machado, simpático e competente comentarista esportivo, discordar de todos colegas de um canal do Sport TV, posicionando-se contrário  ao Grêmio de Porto Alegre ir treinar em Florianópolis, em instalações privativas, seguras, isoladas e especiais. Uma das alegações: - será que o povo catarinense quer correr esse risco, disse, completando, de ser contaminado pelos gaúchos? Pior fez seu colega, Casagrande, ao tecer, em um programa, críticas ao início do campeonato carioca, por causa da pandemia, ao seu ver mortal. Entretanto, na mesma época, enalteceu a abertura do paulista, em cujo estado o Covid-19 teve recordes de vítimas fatais. Dessa forma, em vista a essas inconveniências, melhor esperar pelo bretão puro. Conclusão: esporte/futebol, também, fora!
Enquanto isto, os campeões do noticiário, em todas suas formas, são a cloroquina, ou hidroxicloroquina, a azitromicina e similares...  "receitadas" pelo presidente Bolsonaro, destemido enfrentador da pandemia e apoiado pelo veteraníssimo Alexandre Garcia, tiozão engajado na luta pró conservadorismo, recém-contratado pela CNN/Brasil, vejam só! Aliás, dentre esses enfrentadores dos ditos progressistas se destacam o Ernesto Lacombe, ex-Bandeirantes e o jovem Caio Coppola, da CNN.
Mas o que mete medo, de fato, é o conluio entre Supremo Tribunal Federal e o Congresso. E isto vai fundo... e longe. Pra quê? Quem sabe?   O primeiro prende e censura seus contrários ideológicos, sejam jornalistas, blogueiros ou políticos, mesmo os congressistas. O segundo faz uma seleção daqueles seus pares que podem, ou não, ser "molestados” pelo todo poderoso tribunal. Como diz, frequente e afrontosamente, o corajoso e embasado Roberto Jefferson, os dois poderes, aliados, literal e sabidamente interdependentes, têm rabinhos de uns guardados nas gavetas. Logo, se entendem, ou se destroem. No gabinete do investigado, senador José Serra, a Polícia Federal foi impedida de fazer buscas. Como disse o comentarista político Armando Nunes, da Jovem Pan, dessa forma os gabinetes do Congresso se tornam um lugar seguro para se esconder dinheiro e outros produtos de ações delituosas! Pura verdade!