Wilalba F. Souza 17/01/2021
O
primeiro automóvel que tive, no início da década de setenta, comprei de um
cunhado, que se livrou de uma bomba... A gente morava em Governador Valadares.
Carro, naquele tempo, era pra poucos mortais. E o meu, um Volks ano 1962, motor
1200, bateria de 6 volts, estava bem "caidinho". Andava, mas dava um
trabalho danado pros mecânicos.
Em
setenta e dois, vindo morar em Barbacena, acabei por trocar o Fusquinha por um
Ford Corcel, ano 1969, de pegada completamente diferente. Refrigerado a água,
motor mais avançado, dava prazer de dirigir. Era mais solto, veloz e
silencioso. As cruzetinhas da tração dianteira (uma nova tecnologia, à época)
se desgastavam depressa, mas o carrinho, um cupê duas portas, além de estilo,
tinha o desenho bem bonito.
Os
anos se passaram e troquei de veículo outras vezes, lembrando ter usado marcas,
diversas, como o excepcional Passat, da Volkswagen e, mais tarde, um Chevrolet
Monza, resultados da evolução da nossa indústria automobilística. Com este
fiquei uns dez anos. Nunca fui de mudar de carro com frequência.
Em
2009, passei pela agência Ford, de Barbacena, e acabei saindo com um
"Focus Guia" cor prata, ano 2002. Com 13.000 km rodados, seu
proprietário nem tirara o plástico do banco traseiro. Excepcional veículo, com
motor 2.0, de alto rendimento. Que diferença... dele pro
"Corcelzinho" lá de 69. Eram trinta e três anos e muitos cavalos de
força, pra melhorar a sensação de dirigir. Resultado disso: tive uma recaída e
no ano seguinte, na mesma agência, entreguei-o, retirando um Focus Guia zero
km, automático, de última geração. Excelente carro, que utilizava a plataforma
do Volvo europeu. Um produto de ponta, da Ford, que nos satisfez plenamente.
Tempos depois chegamos até a planejar a aquisição de um Focus mais atualizado.
Só que a agência Ford Barbacena estava "ruim das pernas". Realmente
suas vendas tinham caído. Um tal de câmbio PowerSwift dava muitos problemas e
havia comentários ruins sobre ele. Acabei por adquirir um Chevrolet Tracker...
bom carro.
Há
uns dois anos, ou mais, a Ford anunciou que não mais produziria sedãs nos
Estados Unidos. O que seria dos brasileiros, se isto acontecesse aqui? Eu,
sério, nem me liguei no assunto, pois abandonara a linha. Simplesmente
aconteceu que a concorrência aumentou demais. Há muitas montadoras. De tudo
enquanto é região do planeta! E a China tem feito a diferença. Os novos
projetos da própria Chevrolet vêm de lá. Vide a nova Tracker... Então, será que
a Ford saiu do Brasil? Claro que não!!! O mundo gira. A indústria de autopeças,
multimarcas, trabalha a todo vapor, inclusive pra ela, que tem montagem no
Uruguai e na Argentina, países membros do Mercosul, com isenção fiscal. Logo,
nossos "Fordinhos" continuarão por aí!