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quarta-feira, 21 de abril de 2021

21 de abril - Brasil de Tiradentes

Wilalba F. Souza             21/04/21 

Poucos, em suas vidas, foram agraciados, como eu, em oportunidades de vivenciar fatos muitíssimos importantes numa fase crucial de sua educação e formação. E me ocorre isto nesta data antes sempre reverenciada. Na nossa meninice costumámos tratá-la como "Dia de Tiradentes". Infelizmente, hoje, sem me importar com as motivações que nos levaram a esse silêncio inculto de todos, relembro essas ocorrências.

Era princípio da década de sessenta, do século passado, quando nós, alunos do Colégio Tiradentes da Polícia Militar de Minas Gerais, em nossos uniformes de gala, solenemente participamos da inauguração da Praça Tiradentes, no Centro de Belo Horizonte, na subida da Avenida Afonso Pena. A estátua do Mártir da Inconfidência está lá, até hoje.  É claro que todos nós, estudantes adolescentes, sabíamos de cor a sua história, sua luta pela nossa independência. Da morte, por enforcamento, do Alferes Joaquim José da Silva Xavier, aliás patrono da PMMG.

Por coincidência, em mil novecentos e sessenta e seis, eu, cadete do primeiro ano do Curso de Formação de Oficiais da Milícia de Tiradentes, fui selecionado para compor um grupamento de atletas designado para conduzir o "Fogo Simbólico" da citada praça até Ouro Preto. Fomos revezando, num percurso de 130 quilômetros. Um ônibus deu-nos apoio, até lá.

Depois de algumas horas adentramos a histórica Ouro Preto, tendo à frente um cadete, portando a tocha, escoltado por nossa equipe, através do qual seria acesa uma pira, instalada em destaque, e que permaneceria assim naquela semana. A Praça Tiradentes, em frente ao Museu da Inconfidência, nos recebeu aos aplausos, ela que estava apinhada de gente, participando daquele evento mais que tradicional. Também postada a Guarda de Honra e os Dragões da Independência do Regimento de Cavalaria de Minas. Cerimônia linda, significativa, respeitosa e, acima de tudo, de repercussão nacional.

Apenas para complementar, importante se dizer que o presidente do Brasil era o General Humberto de Alencar Castelo Branco, eleito pelo Congresso Nacional em 64, após o Movimento Revolucionário. Israel Pinheiro Filho, o nosso Governador, vitorioso nas eleições diretas, em 1965. Jovens, tínhamos muitas esperanças no Brasil de Tiradentes!


Cadete Paulino com a tocha no dia 21/04/1966.

sexta-feira, 9 de abril de 2021

Conversa pra amigo...

Wilalba F. Souza            09/04/2021 

Fazer análise objetiva sobre os rumos que podem tomar nosso país e seu sistema político é um exercício difícil. Por isto mesmo, nesse espectro tão amplo, com fontes de informações contaminadas, de um lado e de outro, há o perigo da gente pisar em terreno "pantanoso", inconsistente.

O Presidente da República, após eleito, também seus aliados e assessores, acharam que um trabalho pragmático e, principalmente honesto, seria suficiente para conseguir "simpatia” e apoio dos outros poderes. Infelizmente isto não aconteceu. O porquê, qualquer um sabe. Chamam isto de interesses difusos!

O poderio territorial conseguido, durante anos a fio, pela nossa imprensa, tornou-se quase insuperável, indestrutível. Já se integrou à formação, à cultura e à rotina popular. E os empregados dessa denominada "grande imprensa", se não alinhados, ideologicamente, estão fora...

Desde há muito tempo governantes sempre lhes "compraram" apoio, com polpudos "incentivos", nos estados e na federação. Nos municípios, jornais e emissoras de rádio já eram - e são - de políticos regionais. Então, cessadas as verbas a esses viciados, em represália, uniram-se num discurso uno-virulento e, sistematicamente apontaram e apontam seus canhões para seu inimigo número um: Bolsonaro.  Eis a mosca saliente!  É o que vemos, no café, no almoço e na janta.

No programa matinal, de entrevista, noticiário e, pasmem, esportivo. Então, orquestrada, a imprensa sem dinheiro, a oposição derrotada nas urnas e a justiça, estruturadas, com viés à esquerda, aliaram-se, nessa "blitzen".

Os funcionários públicos, em geral e até aqui, não foram prejudicados. Seus ganhos estão garantidos. Trabalhem, ou não! Lamentavelmente só levam sérios revezes a grande massa de micro empreendedores, ambulantes, empresários e trabalhadores da atividade privada, obrigados a parar, pela ação poderosa, de uma nota só, dos governadores e prefeitos empoderados, apoiados pela lei e pelo arbítrio de interpretação facciosa.

A não ser saúde e segurança, e pontualmente uma e outra atividade pública, o restante está enclausurado, congelado, fazendo o tal “home office", ou atoa, como professores, a maioria dos militares das FFAA e funcionários públicos, ativos e aposentados.  Da justiça, em todos os níveis, então, nem se fala. Todo mundo recebendo salários, com tratamento diferenciado, tranquilo e seguro. Quem tem ações na justiça sabe do que estou falando! Medo? Só do Covid-19. Então, entrar nessa "briga", protestar, pra quê?

O governo, penso eu, e também por isto, está numa sinuca, meio que de bico. Tem que ir navegando o barco com muito cuidado. A palavra mais pronunciada, hoje, pelos contrários, é "impeachment".

Ao governo, construir o que for possível, manter a economia funcionando e combater a pandemia, com vacinas, principalmente, é que resta, e que não é pouco. Autogolpe, ou ação similar, é impraticável, arriscando forte reação, principalmente econômica, da comunidade internacional. E não estou sozinho nessa forma de enxergar esse "imbróglio".

Há observadores e analistas sérios, atentos.  Não há saída. Depois que Biden se elegeu presidente americano houve visível incremento dos ataques rancorosos e antiéticos oponentes! É vencer ou vencer, navegando esse barco desconfigurado até um porto seguro.

Controlando essa pandemia assoladora Bolsonaro se reelegerá presidente, ano que vem! Ainda não existem nomes para contrapô-lo. Não se inventa candidato de um ano pro outro. E essa turma do contra sabe disso. É agressiva e não desiste. Mesmo compondo um sistema fortíssimo, tem uma única certeza: Só ultrapassam o capitão provocando o caos ou depondo-o do cargo.