Wilalba F. Souza 09/04/2021
Fazer
análise objetiva sobre os rumos que podem tomar nosso país e seu sistema
político é um exercício difícil. Por isto mesmo, nesse espectro tão amplo, com
fontes de informações contaminadas, de um lado e de outro, há o perigo da gente
pisar em terreno "pantanoso", inconsistente.
O
Presidente da República, após eleito, também seus aliados e assessores, acharam
que um trabalho pragmático e, principalmente honesto, seria suficiente para
conseguir "simpatia” e apoio dos outros poderes. Infelizmente isto não
aconteceu. O porquê, qualquer um sabe. Chamam isto de interesses difusos!
O
poderio territorial conseguido, durante anos a fio, pela nossa imprensa,
tornou-se quase insuperável, indestrutível. Já se integrou à formação, à
cultura e à rotina popular. E os empregados dessa denominada "grande
imprensa", se não alinhados, ideologicamente, estão fora...
Desde
há muito tempo governantes sempre lhes "compraram" apoio, com
polpudos "incentivos", nos estados e na federação. Nos municípios,
jornais e emissoras de rádio já eram - e são - de políticos regionais. Então,
cessadas as verbas a esses viciados, em represália, uniram-se num discurso
uno-virulento e, sistematicamente apontaram e apontam seus canhões para seu
inimigo número um: Bolsonaro. Eis a
mosca saliente! É o que vemos, no café,
no almoço e na janta.
No
programa matinal, de entrevista, noticiário e, pasmem, esportivo. Então,
orquestrada, a imprensa sem dinheiro, a oposição derrotada nas urnas e a
justiça, estruturadas, com viés à esquerda, aliaram-se, nessa
"blitzen".
Os
funcionários públicos, em geral e até aqui, não foram prejudicados. Seus ganhos
estão garantidos. Trabalhem, ou não! Lamentavelmente só levam sérios revezes a
grande massa de micro empreendedores, ambulantes, empresários e trabalhadores
da atividade privada, obrigados a parar, pela ação poderosa, de uma nota só,
dos governadores e prefeitos empoderados, apoiados pela lei e pelo arbítrio de
interpretação facciosa.
A
não ser saúde e segurança, e pontualmente uma e outra atividade pública, o
restante está enclausurado, congelado, fazendo o tal “home office", ou atoa,
como professores, a maioria dos militares das FFAA e funcionários públicos,
ativos e aposentados. Da justiça, em
todos os níveis, então, nem se fala. Todo mundo recebendo salários, com
tratamento diferenciado, tranquilo e seguro. Quem tem ações na justiça sabe do
que estou falando! Medo? Só do Covid-19. Então, entrar nessa "briga",
protestar, pra quê?
O
governo, penso eu, e também por isto, está numa sinuca, meio que de bico. Tem
que ir navegando o barco com muito cuidado. A palavra mais pronunciada, hoje,
pelos contrários, é "impeachment".
Ao
governo, construir o que for possível, manter a economia funcionando e combater
a pandemia, com vacinas, principalmente, é que resta, e que não é pouco. Autogolpe,
ou ação similar, é impraticável, arriscando forte reação, principalmente
econômica, da comunidade internacional. E não estou sozinho nessa forma de
enxergar esse "imbróglio".
Há
observadores e analistas sérios, atentos.
Não há saída. Depois que Biden se elegeu presidente americano houve
visível incremento dos ataques rancorosos e antiéticos oponentes! É vencer ou
vencer, navegando esse barco desconfigurado até um porto seguro.
Controlando
essa pandemia assoladora Bolsonaro se reelegerá presidente, ano que vem! Ainda
não existem nomes para contrapô-lo. Não se inventa candidato de um ano pro
outro. E essa turma do contra sabe disso. É agressiva e não desiste. Mesmo
compondo um sistema fortíssimo, tem uma única certeza: Só ultrapassam o capitão
provocando o caos ou depondo-o do cargo.
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