04nov2.014
Sempre dou uma folheada num jornal
qualquer, antes de sair pra rua. Numa das chamadas, esta semana, li afirmativa
de alguém que o homem não conseguiria
viver sem a mentira. Se for verdade acho que a tal hipocrisia anda pertinho
dela, razão pela qual sua prática é uma constante. E, nestes dias de pós
eleição, se desnudam os subterfúgios usados pelos políticos vencedores, ou não,
mas principalmente por eles que – não tenho certeza se o conseguirão – têm que
enfrentar os sérios problemas brasileiros agravados, segundo penso, pelo pífio
desempenho do PT e aliados nestes últimos anos. Quando Aécio Neves adiantou que
Armínio Fraga seria seu ministro a dirigir a economia, “tacaram-lhe pau”. O PT
fez um escarcéu e, agora, d. Dilma vai trocar seu “gerente” econômico, aumentar
juros, cortar despesas, para tentar debelar a inflação, ou seja, vai fazer tudo
que poderia constar do projeto do futuro “ministro” tucano.
A economia que, pela “propaganda”
governista, andava sobre controle e apenas passava por turbulências decorrentes
da crise mundial, padece muito mais do que isto. O que seria um resfriado,
antes das eleições, hoje sabemos ser uma pneumonia. O tratamento será dolorido.
A dívida pública está altíssima, também decorrente da gastança de Dilma e
equipe. Quem vai pagar a maior parte da conta, não se sabe como, é a metade do
povo que votou no tucano. Em programa econômico do Canal Rural analistas
trocavam impressões sobre a crise brasileira, muito dependente das comodities,
reguladoras dos preços de produtos primários mundiais – agrícolas e minérais -
. Sobre estes, informaram que suas cotações caíram 40 por cento no mercado
externo e que a China reduziu as importações. Um baque e tanto. Some-se a isto
a crise da Petrobras, surrupiada nesses anos todos para financiar políticos da
situação e outros menos votados. Os americanos, caso a estatal brasileira não
esclareça e desnude essa bandalheira toda, já avisaram: não aceitarão a
comercialização de seus papéis na bolsa de Nova Iorque. Logo, não se sabe quem
investirá na “cornucópia” esgotada, ainda mais que o preço do petróleo mundial
está em queda e o petrossal passa a ser anti-econômico.
Como as falácias costumam agradar os
mais desinformados e os oportunistas sugadores do que é público, vale a pena
lembrar que Lula falou – aliás, como é próprio de sua personalidade – nunca ter pedido votos, durante as eleições, ao
mercado financeiro. Então é hora dele, como mentor disso que assistimos por aí,
procurar os caminhos que nos devolvam o rumos da honestidade e da prosperidade
porque a coisa está ficando, ou já se apresenta, muito feia. E a tal de
hipocrisia está tão em alta que floresce por todos os cantos. Quando Fernando
Henrique era reeleito presidente, no segundo mandato, o PT colocou sua “tropa”
na rua com suas faixas e os dizeres “Fora Fernando Henrique”, etc, etc. Na
época evento considerado uma manifestação democrática! No final de semana um
contingente de inconformados com os resultados eleitorais saiu às ruas para se
manifestar contra Dilma e foi um horror. Era gente pedindo cassação e a volta
dos militares, coisa impensável, e foi considerada coisa de golpistas. Nisto
eles têm razão: o Brasil está cheio de golpistas travestidos de democratas. E
usam a democracia somente quando lhes interessa, caso contrário não teríamos
por aqui o tal “Foro de São Paulo”, recheado de dirigentes pseudo-democráticos
da América Latina, liderados por Venezuela, Argentina, Bolívia, Paraguai, Cuba,
e outras republiquetas, às quais se junta o Brasil, sem anuência dos
brasileiros.
Neste clima, começam a aparece,r e com
destaque, extremistas por todos os lados. O deputado reeleito, Bolsonaro, oficial
do Exército, carioca de expressiva votação, virou candidato à presidência em 2.018.
Certamente não votarei nele, mas respeito sua propositura. Dia desses me
perguntaram, pelo watzzapp: - porquê os
militares não prendem a Dilma? Levei na brincadeira e respondi: - é porque eles
não receberam esta ordem, como em 64! Mas, sinceramente, acho que esse tipo de
coisa não cabe mais no Brasil, assim como também não se admite escárnio em cima
de uma democracia que está se remontando! E lembrei-me de Brizola, o gaúcho que
governou o Rio de Janeiro, que disse ser todo militar adestrado para cumprir
ordens! E não é que ele tinha razão!
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