Wilalba
F. Souza
27out2014
Ontem tivemos o segundo turno das
eleições. Em alguns estados, para escolha do governador, e no Brasil para
definição do presidente, ou presidenta, como gostam de dizer os petistas e seus
aliados. A contagem de votos, com diferença relativamente pequena, reelegeu a
dona Dilma, em cujo discurso de vencedora anunciou a necessidade de mudanças de
rumo na condução da política econômica, busca de diálogo com todos os setores
políticos e vigoroso combate à corrupção. Sendo declaradamente contra
permanência “ad eternum” de governantes à frente do país, vejo tudo isto com
muita desconfiança. Quem nunca gostou de conversa agora “desanda” a “papear”!
Aécio, que teve expressiva votação,
recebeu aceno positivo de mais de 50 milhões de brasileiros. Sua maioria
insatisfeita com o andamento dessa nossa carruagem cujos cocheiros são do PT.
É, assim, o líder da renovada oposição. Pena que, em seu estado, ele tenha sido
derrotado. Há vários setores que lhe negam votos tendo em vista os baixos
salários do funcionalismo. Professores, por exemplo, formadores de opinião, não
têm porque lhe fazer afagos. Isto lhe custou caro, ainda mais que Anastasia
manteve o torniquete apertado, seguindo a mesma linha de conduta, aliás
articulada pelo fiel auxiliar, depois vice governador e governador. Mas,
considerando que o PSDB ficou no Palácio da Liberdade por doze anos, já era de
trocar esses cocheiros, também.
A sinalização de Aécio é convergente à
de Dilma. Reunir esforços em torno dos projetos nacionais. Só que, a esta
altura, discursos não revelam as entranhas dos projetos eleitorais de ambas as
partes. O alvo já são as eleições de 2.018. Não se iludam, a campanha já
começou e os marqueteiros já trocaram suas pranchetas. Lula está muito feliz.
E, mesmo em caso de derrota de sua eleita, nada mudaria em sua cabeça. Se sua
saúde permitir ele deve ser candidato, para contrapor a Aécio, o mais forte
político da oposição na atualidade. Então, amigos, a coisa funciona mais ou
menos como fazem aqueles jogadores de futebol antes da partida. Afagos e troca
de flâmulas na frente do árbitro e, depois, a “butina” come solta. Como dizem
os comentaristas em campo: “pra cada enxadada, uma minhoca! As coisas não vão
ser fáceis para a situação, mesmo considerando que ela mantém maioria no
congresso.
Há quem diga que nosso país é uma
“república de ladrões”, exatamente em razão dos fatos amplamente divulgados
pela imprensa, envolvendo desvio de dinheiro público e políticos ligados ao
governo. Esse mesmo governo que sempre diz não saber de nada e que tem um
punhado de “companheiros” condenados por crimes financeiros, mas que já estão
cumprindo suas punições em casa, omitindo, entretanto, o ressarcimento do dinheiro aos cofres
fazendários, pelo menos é que sabemos, sem nenhum questionamento do judiciário.
Mas estes são aspectos da lei aos quais o povo não tem acesso. Também não sei
se esses assuntos entrarão nas pautas midiáticas futuramente. Ver pra crer. Mas
bem que poderiam, esses escroques dos cofres públicos, pagar pelos seus
gravíssimos delitos, bem fechados, em uma penitenciária que estampasse à sua
entrada, com letras garrafais, em “néon”, ou “led”: República dos Ladrões.
Nosso Brasil, por mais que suas mazelas nos ofendam, não merece essa
pecha!
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