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segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Ah! Entenda-se o Eleitor Brasileiro!

  Por Wilalba F.
Contrariando, ou pelo menos diminuindo a credibilidade das tais pesquisas, mesmo as de boca de urna, Aécio Neves, do PSDB, ultrapassou
a votação recebida por Marina da Silva no primeiro turno das eleições deste ano para presidente da república. Ele ficou uns oito pontos atrás da D.Dilma e uns doze à frente de Marina. Em São Paulo Aécio teve mais votos que Dilma. Em Minas, Dilma mais que Aécio, Estado que, em tese, o senador candidato teria amplas chances de “bamburrar”, mesmo com o candidato petista a governador desbancando o PSDB. Não foi o que aconteceu.

E, olhem só, os eleitores que votaram no Fernando Pimentel (PT), dando a entender insatisfação com o governo anterior, cujo titular era Antônio Anastasia, o elegeu, com ampla margem de votos sobre Josué Alencar, apoiado pelo PT, filho de José Alencar, falecido ex-presidente de Lula. Não dá, mesmo, pra entender! É preciso que os especialistas façam um trabalho de pesquisa científica muito grande e, mesmo assim, sei lá se eles chegarão a alguma conclusão plausível.

Curiosos, como eu, preferem acreditar que o brasileiro vota pela simpatia pessoal que nutre pelo candidato, independente de seu atributo cultural. É o caso do humorista, do ex-jogador de futebol e mesmo daquele cantor sertanejo. Confesso, e não venham me dizer que discrimino pessoas pela aparência. Mas, nessa cultura tupiniquim pela beleza e até mesmo pelo exótico, as imagem de Dilma e de Marina não são um primor e isto faz diferença. E quando me refiro a imagem não me refiro apenas ao rosto, ao tipo físico, etc, mas também aos movimentos, aos deslocamentos, as posturas e ao tom de conversa. Nesses itens Aécio leva vantagem, inclusive pela experiência adquirida nas tribunas como deputado, presidente da Câmara Federal e senador. É um forte fator, não obrigatoriamente o fundamental!

Somando a isto as notícias sobre a administração petista, as mazelas da Petrobras, ao mensalão, aos rombo via administração do sistema elétrico e dos correios, bem como o mau desempenho de Dilma nos debates da TV, os mais esclarecidos teriam que reagir, como reagiram. No caso de Marina, o próprio espaço de tempo entre a morte de Eduardo e as eleições se encarregaram de encolher o número de seus simpatizantes. Por mais que a gente se esforce, Marina não entusiasma. Meio enigmática, embora passe a imagem de uma mulher forte e honesta, seu brilho é muito pequeno para iluminar o Brasil. É pouco! Dilma ainda tem ao seu lado uma fonte de luz que anda meio apagada, de pilha meio fraca: o Lula, que deve estar maquinando “os diabos” para reverter este quadro de crescimento de Aécio e  a queda de sua protegida.

E brasileiro vota também pelo “bolsa família”, pelos empregos em recrutamento amplo”, pelos postos em estatais, pelas emendas legislativas,
em troca de favores e outros achegos políticos. Nos estados em tese mais desenvolvidos, mais para o sul, o PT andou derrapando. Em compensação no nordeste, o mesmo partido deu de “lavada”. Lá onde os políticos ainda dominam via aporte financeiro, principalmente. Onde a população é mais conservadora e, ainda, mais carente. Olhem só,“nas Alagoas”: Collor venceu disparado pra senador e o filho de Renan Calheiros se elegeu, no primeiro turno, para governador. Como as exceções existem, no Maranhão o candidato dos Sarney – o senador está se aposentando – perdeu. Lá mesmo, onde o tal presídio de Pedrinhas chama mais atenção que todo o resto daquele pedacinho do Brasil.

Então vamos ver: na apuração dos votos Dilma teve uns 8 pontos a mais que Aécio, que se distanciou incríveis 12 pontos de Marina. No segundo turno esses votos vão ser disputados no “tapa”. Boa parte deve ir para Aécio, pois o candidato vencedor em Pernambuco, Paulo Cândido, está alinhado com o peessedebista e o candidato a vice de Marina já declarou apoio ao senador candidato.  Vão ocorrer baixarias e acusações de ambas as partes. É o que dizem os especialistas no assunto, com base no que aconteceu no primeiro turno. Entretanto, duvido que alguém se atreva a fazer um prognóstico sobre o vencedor: ninguém estende o eleitor brasileiro! Perguntem aos institutos de pesquisa!



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