Contrariando, ou pelo menos diminuindo a credibilidade das tais pesquisas, mesmo as de boca de urna, Aécio Neves, do PSDB, ultrapassou
a votação recebida por Marina da Silva
no primeiro turno das eleições deste ano para presidente da república. Ele
ficou uns oito pontos atrás da D.Dilma e uns doze à frente de Marina. Em São Paulo Aécio
teve mais votos que Dilma. Em Minas, Dilma mais que Aécio, Estado que, em tese,
o senador candidato teria amplas chances de “bamburrar”, mesmo com o candidato
petista a governador desbancando o PSDB. Não foi o que aconteceu.
E, olhem só, os eleitores que votaram no
Fernando Pimentel (PT), dando a entender insatisfação com o governo anterior,
cujo titular era Antônio Anastasia, o elegeu, com ampla margem de votos sobre
Josué Alencar, apoiado pelo PT, filho de José Alencar, falecido ex-presidente
de Lula. Não dá, mesmo, pra entender! É preciso que os especialistas façam um
trabalho de pesquisa científica muito grande e, mesmo assim, sei lá se eles
chegarão a alguma conclusão plausível.
Curiosos, como eu, preferem acreditar
que o brasileiro vota pela simpatia pessoal que nutre pelo candidato,
independente de seu atributo cultural. É o caso do humorista, do ex-jogador de
futebol e mesmo daquele cantor sertanejo. Confesso, e não venham me dizer que
discrimino pessoas pela aparência. Mas, nessa cultura tupiniquim pela beleza e
até mesmo pelo exótico, as imagem de Dilma e de Marina não são um primor e isto
faz diferença. E quando me refiro a imagem não me refiro apenas ao rosto, ao
tipo físico, etc, mas também aos movimentos, aos deslocamentos, as posturas e ao
tom de conversa. Nesses itens Aécio leva vantagem, inclusive pela experiência
adquirida nas tribunas como deputado, presidente da Câmara Federal e senador. É
um forte fator, não obrigatoriamente o fundamental!
Somando a isto as notícias sobre a
administração petista, as mazelas da Petrobras, ao mensalão, aos rombo via
administração do sistema elétrico e dos correios, bem como o mau desempenho de
Dilma nos debates da TV, os mais esclarecidos teriam que reagir, como reagiram.
No caso de Marina, o próprio espaço de tempo entre a morte de Eduardo e as
eleições se encarregaram de encolher o número de seus simpatizantes. Por mais
que a gente se esforce, Marina não entusiasma. Meio enigmática, embora passe a
imagem de uma mulher forte e honesta, seu brilho é muito pequeno para iluminar
o Brasil. É pouco! Dilma ainda tem ao seu lado uma fonte de luz que anda meio
apagada, de pilha meio fraca: o Lula, que deve estar maquinando “os diabos”
para reverter este quadro de crescimento de Aécio e a queda de sua protegida.
E brasileiro vota também pelo “bolsa
família”, pelos empregos em recrutamento amplo”, pelos postos em estatais,
pelas emendas legislativas,
em troca de favores e outros achegos
políticos. Nos estados em tese mais desenvolvidos, mais para o sul, o PT andou
derrapando. Em compensação no nordeste, o mesmo partido deu de “lavada”. Lá
onde os políticos ainda dominam via aporte financeiro, principalmente. Onde a
população é mais conservadora e, ainda, mais carente. Olhem só,“nas Alagoas”:
Collor venceu disparado pra senador e o filho de Renan Calheiros se elegeu, no
primeiro turno, para governador. Como as exceções existem, no Maranhão o
candidato dos Sarney – o senador está se aposentando – perdeu. Lá mesmo, onde o
tal presídio de Pedrinhas chama mais atenção que todo o resto daquele pedacinho
do Brasil.
Então vamos ver: na apuração dos votos
Dilma teve uns 8 pontos a mais que Aécio, que se distanciou incríveis 12 pontos
de Marina. No segundo turno esses votos vão ser disputados no “tapa”. Boa parte
deve ir para Aécio, pois o candidato vencedor em Pernambuco, Paulo Cândido, está
alinhado com o peessedebista e o candidato a vice de Marina já declarou apoio
ao senador candidato. Vão ocorrer
baixarias e acusações de ambas as partes. É o que dizem os especialistas no
assunto, com base no que aconteceu no primeiro turno. Entretanto, duvido que
alguém se atreva a fazer um prognóstico sobre o vencedor: ninguém estende o
eleitor brasileiro! Perguntem aos institutos de pesquisa!

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