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sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Cabos eleitorais, militância e juízes - Wilalba F. Souza


  


                                                                   04/10/14

Amanhã vamos votar, outra vez, obrigados. Mais por imposição da lei que por convicção. Política partidária neste país, pra quem tem sentimento de ética e de honestidade, é algo difícil de acompanhar. É só dar umas lidas no noticiário, e, vez por outra, em temas de cronistas do porte de Tony Bellotto, Alexandre Garcia, Ferreira Gullar e  Lia Luft. Seus comentários fazem arrepiar até os calvos. Mas, infelizmente, o brasileiro não tem a cultura da informação. Sabe mais sobre novelas televisivas, futebol e amenidades do que sobre aquilo que move uma nação. O senador Cristovam Buarque, coitado, é um verdadeiro maratonista em busca da melhoria educacional e cultural no Brasil. A maioria do povo deve trocar de canal ao vê-lo, insistentemente, rogar por investimento em educação, invejando países como Coréia do Sul e Japão e outros menos votados, cujo principal foco, depois de destroçados pela guerra, foi nessa área.

Nessa disputa pelos cargos públicos os golpes baixos são predominantes.
Pior que os do MMA! Os cabos eleitorais surgem de todos os cantos. Profissionalmente, ou não! Começa pelo Juiz Presidente do TSE – Tribunal Superior Eleitoral – jovem advogado petista nomeado pelo governo (a presidente é a chefe). Li que o PSDB está entrando com uma ação de impugnação da candidatura Dilma tendo em vista que os “correios”, órgão da administração federal, estão distribuindo “santinhos”, graciosamente, da candidata chapa branca. A pena, confirmada a prática, anula a candidatura. Dias Tóffoli, do TSE, será suficientemente independente para julgar a pendenga? Outras queixas da oposição – adversária nas eleições – têm surgido, como o uso dos palácios para encontros políticos da situação. – É a minha casa! Uso como quero , diz a candidata, confundindo (?) o público com o privado.

O presidente dos “correios”, Wagner Pinheiro de Oliveira, usando sempre da mesma “tática” dos petistas – ele que também está lá nomeado pelos nossos mandatários – ameniza o que foi constatado por um popular e postado nas redes sociais, como que transformando um acontecimento grave em simples decisão de cada carteiro de fazer isto, nas horas de folga (!), por vontade própria, sendo que seu pessoal aparece uniformizado. Coisa de menor importância, segundo se depreende de suas declarações. Óleo de peroba na cara dele e me engana que eu gosto! A bem da verdade, e isto também é cultural, o uso da máquina pública por quem está mandando virou mania. A justiça não tem como combater essas práticas, a não ser em casos isolados, até o nível de prefeituras. Mesmo assim é um processo doloroso e nem sempre chega ao fim dentro de um mandato.

Assim, a militância oficial, que quer manter seus empregos conseguidos  via recrutamento amplo - e é gente “pra bedéu”-  é bem administrada por seus chefes e praticamente obrigada a ir à luta. Coisa própria de paisinhos de terceiros mundo, dos quais fazemos parte e de onde não conseguimos sair por causa dessas mazelas e da falta de vontade própria do povo. Exemplo do que se passa na outra Coréia, a do Norte, dominada por um baixinho estranho, cujo exército enorme, somado à sua máquina administrativa oficial, propicia o domínio do povo: pelo atraso e ...pela força!





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