04/10/14
Amanhã vamos votar, outra vez, obrigados.
Mais por imposição da lei que por convicção. Política partidária neste país,
pra quem tem sentimento de ética e de honestidade, é algo difícil de
acompanhar. É só dar umas lidas no noticiário, e, vez por outra, em temas de cronistas
do porte de Tony Bellotto, Alexandre Garcia, Ferreira Gullar e Lia Luft. Seus comentários fazem arrepiar até
os calvos. Mas, infelizmente, o brasileiro não tem a cultura da informação.
Sabe mais sobre novelas televisivas, futebol e amenidades do que sobre aquilo
que move uma nação. O senador Cristovam Buarque, coitado, é um verdadeiro
maratonista em busca da melhoria educacional e cultural no Brasil. A maioria do
povo deve trocar de canal ao vê-lo, insistentemente, rogar por investimento em
educação, invejando países como Coréia do Sul e Japão e outros menos votados,
cujo principal foco, depois de destroçados pela guerra, foi nessa área.
Nessa disputa pelos cargos públicos os
golpes baixos são predominantes.
Pior que os do MMA! Os cabos eleitorais
surgem de todos os cantos. Profissionalmente, ou não! Começa pelo Juiz
Presidente do TSE – Tribunal Superior Eleitoral – jovem advogado petista nomeado
pelo governo (a presidente é a chefe). Li que o PSDB está entrando com uma ação
de impugnação da candidatura Dilma tendo em vista que os “correios”, órgão da
administração federal, estão distribuindo “santinhos”, graciosamente, da
candidata chapa branca. A pena, confirmada a prática, anula a candidatura. Dias
Tóffoli, do TSE, será suficientemente independente para julgar a pendenga?
Outras queixas da oposição – adversária nas eleições – têm surgido, como o uso
dos palácios para encontros políticos da situação. – É a minha casa! Uso como
quero , diz a candidata, confundindo (?) o público com o privado.
O presidente dos “correios”, Wagner
Pinheiro de Oliveira, usando sempre da mesma “tática” dos petistas – ele que
também está lá nomeado pelos nossos mandatários – ameniza o que foi constatado
por um popular e postado nas redes sociais, como que transformando um
acontecimento grave em simples decisão de cada carteiro de fazer isto, nas
horas de folga (!), por vontade própria, sendo que seu pessoal aparece
uniformizado. Coisa de menor importância, segundo se depreende de suas
declarações. Óleo de peroba na cara dele e me engana que eu gosto! A bem da
verdade, e isto também é cultural, o uso da máquina pública por quem está
mandando virou mania. A justiça não tem como combater essas práticas, a não ser
em casos isolados, até o nível de prefeituras. Mesmo assim é um processo
doloroso e nem sempre chega ao fim dentro de um mandato.
Assim, a militância oficial, que quer
manter seus empregos conseguidos via
recrutamento amplo - e é gente “pra bedéu”- é bem administrada por seus chefes e
praticamente obrigada a ir à luta. Coisa própria de paisinhos de terceiros
mundo, dos quais fazemos parte e de onde não conseguimos sair por causa dessas
mazelas e da falta de vontade própria do povo. Exemplo do que se passa na outra
Coréia, a do Norte, dominada por um baixinho estranho, cujo exército enorme,
somado à sua máquina administrativa oficial, propicia o domínio do povo: pelo
atraso e ...pela força!
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