Wilalba
F. Souza
25out2014
Pois é! Considero este ano o ano do
desperdício. Época de eleições, que os políticos e jornalistas batizaram de
“festa da democracia”. Índices econômicos em queda, produção industrial pífia,
dólar em sobe e desce, seca na região considerada a mais desenvolvida do Brasil
e inflação ascendente que preocupa a população. E quando isto acontece os
reflexos são percebidos na capacidade decadente de consumo e, pior ainda,
afetando diretamente a arrecadação do ICMS, importante fonte de renda dos
municípios. Os mesmos cujos prefeitos vivem de pires nas mãos junto aos
governos estadual e federal em busca de dinheiro. O governo centraliza a
arrecadação e “arrebenta” conosco que vivemos nas cidades. Coisa antiga, própria
da cultura de domínio dos poderosos, de cima para baixo.
Mas, porquê do ano desperdiçado, perdido?
Exatamente em razão das eleições. Com pouquíssimas exceções, por causa delas,
para-se tudo. As campanhas para reeleição em estados e na federação “obrigam”
seus chefes de executivo a abandonar a administração. O “barco” está à deriva
e, sejam os resultados do pleito quais forem, seus “pilotos” somente tentarão dominá-lo
em meio à tormenta. E se o “piloto” em comando perder a contenda? Sim, porque
isto que vemos aí não é disputa eleitoral, é briga mesmo! Estes são exemplo das
indagações que fazemos a nós mesmos.
Mas, voltando ao abandono, pelos governantes,
de suas obrigações para correrem atrás dos votos, e os resultados negativos
proporcionados por esta prática, poderão retrucar: -Ah, a administração
substitui, temporariamente, um presidente ou governador! E eu digo, se tudo
funciona bem nessas condições, pra quê essas autoridades, culturalmente
formadas com um instinto centralizador? Concluo que realmente o instituto da
reeleição precisa ser repensado. No caso da escassez – na realidade, falta
mesmo – de água na região leste, fico abismado de ver o pífio tratamento desses
candidatos à grave ocorrência. Fato seríssimo, inusitado mesmo, no Brasil, tem
sido tratado como problema do outro, quando deviam se juntar para encontrar
saídas, pois não estamos nos referindo apenas a recursos hídricos para a população,
mas os reflexos de sua falta no sistema produtivo da região mais desenvolvida
do país!
Infelizmente temos que conviver com esses
verdadeiros desmandos, repletos de insensibilidade e irresponsabilidade: o “pau
quebrando” com cheias no sul e falta d`água por aqui e esse pessoal omitindo
providências de sua competência. Somando-se a isto as outras demandas com
“fuga” dos chefes do executivo, o “caldo” fica mais grosso ainda: problema nos
transportes dos grandes centros, queima de ônibus pelas capitais, com maior
incidência em Santa
Catarina , falência dos presídios, falta de vagas e médicos em
hospitais, ameaça de greve na Polícia Federal, índices criminais
estratosféricos, sem número de obras paradas, caudaloso registro de notícias
sobre corrupção e... vamos esperar as eleições pra ver o que ainda poderá ser
feito! Não estranhamente, as invasões por sem terras, sem teto e outros
movimentos estão suspensas!!! E assim,
para a maioria da população brasileira, e para o Brasil, ano já está perdido
mesmo!!!
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