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sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Reeleição e ...desperdício

                                

Wilalba F. Souza                                                                       25out2014

Pois é! Considero este ano o ano do desperdício. Época de eleições, que os políticos e jornalistas batizaram de “festa da democracia”. Índices econômicos em queda, produção industrial pífia, dólar em sobe e desce, seca na região considerada a mais desenvolvida do Brasil e inflação ascendente que preocupa a população. E quando isto acontece os reflexos são percebidos na capacidade decadente de consumo e, pior ainda, afetando diretamente a arrecadação do ICMS, importante fonte de renda dos municípios. Os mesmos cujos prefeitos vivem de pires nas mãos junto aos governos estadual e federal em busca de dinheiro. O governo centraliza a arrecadação e “arrebenta” conosco que vivemos nas cidades. Coisa antiga, própria da cultura de domínio dos poderosos, de cima para baixo.

Mas, porquê do ano desperdiçado, perdido? Exatamente em razão das eleições. Com pouquíssimas exceções, por causa delas, para-se tudo. As campanhas para reeleição em estados e na federação “obrigam” seus chefes de executivo a abandonar a administração. O “barco” está à deriva e, sejam os resultados do pleito quais forem, seus “pilotos” somente tentarão dominá-lo em meio à tormenta. E se o “piloto” em comando perder a contenda? Sim, porque isto que vemos aí não é disputa eleitoral, é briga mesmo! Estes são exemplo das indagações que fazemos a nós mesmos.

Mas, voltando ao abandono, pelos governantes, de suas obrigações para correrem atrás dos votos, e os resultados negativos proporcionados por esta prática, poderão retrucar: -Ah, a administração substitui, temporariamente, um presidente ou governador! E eu digo, se tudo funciona bem nessas condições, pra quê essas autoridades, culturalmente formadas com um instinto centralizador? Concluo que realmente o instituto da reeleição precisa ser repensado. No caso da escassez – na realidade, falta mesmo – de água na região leste, fico abismado de ver o pífio tratamento desses candidatos à grave ocorrência. Fato seríssimo, inusitado mesmo, no Brasil, tem sido tratado como problema do outro, quando deviam se juntar para encontrar saídas, pois não estamos nos referindo apenas a recursos hídricos para a população, mas os reflexos de sua falta no sistema produtivo da região mais desenvolvida do país!

Infelizmente temos que conviver com esses verdadeiros desmandos, repletos de insensibilidade e irresponsabilidade: o “pau quebrando” com cheias no sul e falta d`água por aqui e esse pessoal omitindo providências de sua competência. Somando-se a isto as outras demandas com “fuga” dos chefes do executivo, o “caldo” fica mais grosso ainda: problema nos transportes dos grandes centros, queima de ônibus pelas capitais, com maior incidência em Santa Catarina, falência dos presídios, falta de vagas e médicos em hospitais, ameaça de greve na Polícia Federal, índices criminais estratosféricos, sem número de obras paradas, caudaloso registro de notícias sobre corrupção e... vamos esperar as eleições pra ver o que ainda poderá ser feito! Não estranhamente, as invasões por sem terras, sem teto e outros movimentos estão suspensas!!!  E assim, para a maioria da população brasileira, e para o Brasil, ano já está perdido mesmo!!!



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