Pesquisar este blog

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

 Rabo correndo atrás do cachorro

Wilalba F. Souza                                                                                24/ago/2.015

Na edição de hoje, do jornal “O Tempo”, saiu reportagem sobre os números dos efetivos das Polícias Civil e Militar mineiras. Mais que preocupante, os dados nos remetem, como cidadãos, a uma certa insegurança criada pela falta do Estado no ir ir vir das pessoas. O universo das ações públicas é por demais diversificado e o tal “cobertor” sempre é insuficiente para “aquecer” todo mundo. Alguém fica no frio. E o ambiente fica muito carregado com as manchetes a fazerem chamamento para os atos de grave corrupção e os absurdos advindos da criminalidade violenta. 

Ontem fiquei a assistir a sabatina do procurador Janot pelo Senado da República. Ele que tem indiciado altas autoridades políticas, inclusive, no caso dos desvios de dinheiro da Petrobras. Dentre os senadores, muitos deles investigados pela PGU, deveriam ter sido impugnados, mas não foram, assim, fizeram parte da comissão. O ex-presidente Collor se destacou na missão de “desancar” o candidato a recondução à Procuradoria Geral da União, ele (Collor) envolvido diretamente na questão da sangria da empresa estatal. Insistindo em chamá-lo de Janó, o senador tentou, mas não conseguiu seu intento de barrar a tal recondução. O homem fica e rege a “orquestra” contra a corrupção!

Assim, a discussão sobre segurança pública fica prejudicada. E, com ela, outras de importância fundamental, como a educação, sempre relegada a um plano bem abaixo daquele que deveria estar. Aliás, tal espectro, isto mesmo,  espectro, mete tanto medo que há estados onde estão entregando a gestão de algumas escolas à Polícia Militar. Debaixo de pesadas críticas, os secretários de educação que recomendaram isto sempre superam seus “contrários” com algo bem simples e  muito importante: resultados. O desempenho dos alunos desempenho nos “torneios” culturais é animador. Triste mesmo é assistir, com autoridades inertes, ocorrências  de agressões mútuas entre alunos e professores nas nossas escolas. 

O que mais aflora, dentre nossas necessidades de cidadãos, por exigir ação imediata, são ações de policiamento, cujos tentáculos não têm conseguido alcançar a marginalidade latente pelos centros urbanos. Ninguém está a salvo de menores agressivos em busca de celulares, tênis e dinheiro;|ou de outros oportunistas que se aglomeram perto das agências bancárias em dia de movimento. Enfim, não existe efetivo suficiente para fazer prevenção e a tendência, pela impotência estatal de executar as ações públicas, é o agravamento da situação. Na Polícia Militar há um claro de uns 9.000 homens. Na Polícia Civil, que tem delegados em apenas 60% dos municípios, a coisa vai muito mal. Mal mesmo!

Enquanto isto, vai se fazendo o que é possível. Por falta de dinheiro não vão promover recrutamento necessário de gente nova. Tecnologia e outros meios bem atuais, nem ver, pelo mesmo motivo! No caso da PM de Minas, hoje encurralada por medidas que ela aceitou fazer, há dois, três anos, facilitando a transferência de gente jovem para a reserva, de quando em vez aparecem químicos, mais parecidos com feiticeiros ou pajés, tentando minimizar erros do passados com reconvocações remuneradas, daqueles mesmos militares que eles incentivaram sair. Dizem que a medida é mais econômica, pois pessoal novo fica muito cara. Entretanto  os reservisstas “reconvocados” não se prestam mais ao “serviço de rua” – têm mais de vinte anos de serviço – e são todos – vejam bem, todos – sargentos ou subtenentes, salvo raríssimas exceções. E mais, esquecem que desníveis salariais entre mesmos postos, graduações e funções suscitam insatisfação. Pode um subtenente ganhar mais que um tenente? Um tenente coronel mais que um  coronel? Na PM pode!!! Há pouco mais de um ano contrataram civis para atividades interna, planejando levar o efetivo interno para a atividade fim. Houve algum resultado? Nada se fala sobre isto!!!

Assim, com essas dificuldades todas empanando as suas missões, resta à Polícia Militar, e também à Polícia Civil, ir tocando o barco meio adernado! E, não tem jeito: Alguém vai cair n` água e se afogar. Um assalto aqui, um chacina ali, um caixa explodido acolá, alguma comoção causada pelo noticiário no dia seguinte e… “bola pra frente”. É ou não é o rabo correndo atrás do cachorro?



Nenhum comentário:

Postar um comentário