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segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

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Wilalba F. Souza                                                                           22/12/15


Antigamente coisas ruins no Brasil costumavam acontecer em agosto. E isto começou a partir do suicídio de Getúlio Vargas, em 1954. Hoje em dia, não! A toda hora acontecem verdadeiras desgraças. Enfiado numa crise político-econômica sem precedentes, assistimos nosso país se atolar na lama da Samarco – em Sabará – e na corrupção investigada pela Polícia Federal. O desastre que matou o Rio Doce é administrado como se tudo fosse uma responsabilidade apenas da empresa que o provocou e, na realidade, o Estado e seu governo, também culpados, estão tirando o peso de seus ombros, eles que mandam e desmandam por todos os lados.

O tal mosquitinho Aedes Egiptis está arrebentando com a população. Se antes ele deixava nas suas vítimas só a dengue, hoje se armou com um vírus hiper-perigoso que vitima fetos em formação, causando-lhe sérias deformações cerebrais. O que tinha de ser feito antes, vai ter que ser feito agora, enquanto doença vitima famílias e famílias. Pra agravar surge a comprovação que o inseto transmite a chicungunha, capaz de causar no homem a síndrome de Guilhen Barré, séria doença que paralisa os músculos da vítima, podendo causar a morte, pois os músculos da caixa toráxica  podem ser afetados incapacitando a respiração. Coisa muito séria num país rico, mas sem dinheiro, jogado fora em aventuras de quem manda e nada sabe sobre economia. Gente incompetente para pilotar barco a remo  que se aventurou a navegar num transatlântico que está indo a pique! E seus capitães insistem em deixá-lo fazer água.

Atônitos, estamos assistindo embates entre executivo e legislativo, situação e oposição, onde seus protagonistas estão enfiados, até o pescoço, em ações de corrupção, ligadas à roubalheira na Petrobras. Enquanto isto medidas importantes para salvar a economia são esquecidas. A presidente, que iludiu os eleitores com falsas notícias alvissareiras, mantém a pose e está mais perdida que “cego em tiroteio”. Não consegue aprovar os tais ajustes fiscais: dizem que é igual dar milho a bode, ela gasta mal e desperdiçou milhões com medidas eleitoreiras e quer continuar faze-lo! As notas das agências internacionais de avaliação de risco, a respeito do desempenho econômico brasileiro, estão abaixo da crítica. O ministro da economia já pediu o boné, o vice Temer quer ser presidente e anda às turras com o presidente do senado, também envolvido em falcatruas. O ex-presidente Lula foi inquirido pela Polícia Federal sobre medidas provisórias “vendidas, ou compradas” em seu governo. Enfim, virou uma bagunça só, enquanto dizem que está tudo bem, pois as instituições democráticas continuam funcionando, mas as coisas não são bem assim.

Dias atrás mais notícia ruim: juiz de cidade do interior paulista suspendeu, por quarenta e oito horas, todas comunicações via Watsapp, um aplicativo que permite troca gratuita de imagens, mensagens escritas e de voz,  ferramenta já assimilada por milhões de brasileiros.  Como pode um juiz de instancia inferior fazer isto com os duzentos milhões de cidadãos com a facilidade de quem toma um copo d`água, sem ao menos imaginar os  desdobramentos desse seu impensado ato? Até entendo: há muito tempo escuto dizer que de urna eleitoral, bunda de nenê e cabeça de juiz ninguém pode prever o que pode sair!!!



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terça-feira, 15 de dezembro de 2015

O jumento selado e o árabe puro sangue



   Wilalba F. Souza                                                         14/12/15


O deputado Rodrigues, alcunhado politicamente sargento, o que ele, definitivamente, não é mais, teria declarado, em um de seus pronunciamentos na Assembleia Mineira, que coronel não manda mais na PM (será que ele se acha?). Aliás, ele tem enorme prazer em requerer explicações de comandantes, na certeza para aparecer bem perante praças, base importante de seu eleitorado. Entende-se: basófias têm caracterizado o procedimento de grande parte dos políticos brasileiros. Coronel nunca mandou em nada. A carreira militar dá acesso a postos e graduações, e o de maior graduação, ou  posto, comanda. Comandar não é ato solitário. É, sim, solidário. Mais que isto, é integrar, coordenar, organizar e realizar. Está assim, na lei! Mas como grosserias na política viraram rotina, desrespeito e descalabro, o melhor é deixar isto pra lá! Entretanto, ainda que de longe, acompanho, meio de soslaio, a carreira política desse deputado que, aproveitando um jumento selado que lhe apareceu, em 1.997, por ocasião da crise institucional dentro da Corporação, por culpa exclusiva dos comandantes e coronéis daquela época, se elegeu, juntamente com seu desafeto, o não cabo, também deputado, Júlio. Realmente os coronéis comandantes naquele ano se deram mal em assuntos ligados à reivindicação de reajustes de vencimentos, ao aceitarem, numa atitude egoísta, impensada, insensível e anti-profissional,  aumento diferenciado para oficiais, em detrimento das praças e deu no que deu! Deixaram, os incidentes e desencontros no governo Azeredo, uma das maiores manchas na nossa história recente, com a morte de um companheiro e outros desdobramentos.

Passados dezoito anos, já é total a renovação dos nossos quadros, tanto de oficiais como praças. E no mesmo período, sob influência, também, do deputado Rodrigues, assistimos modificações impensáveis no nosso ordenamento institucional, incluídos o Estatuto do Pessoal e o Regulamento Disciplinar, hoje também código de ética. No afã de manter seu eleitorado, esses políticos citados, oriundos dos quadros da PM e que se auto-intitulam representantes da classe, prepararam armadilhas para os mais incautos, como, por exemplo, o tal bônus de produtividade, em 2.008, para o pessoal da ativa, já extinto, quebrando a paridade de vencimentos entre ativos e reservistas, uma conquista suada de mais de meio século atrás, embora os mais ajuizados tenham implorado para que não isto fosse feito. Era a chaga aberta para entrada de outras doenças.

Esse mesmo deputado, ex-sargento, dizem, ajudado por um coronel de alta função, mas de miolo mole, conseguiu convencer seus colegas, e o governador Anastasia, que seria muito bom para a Polícia Militar diluir a carreira militar, somando a ela, para todos os efeitos, em benefício de seu integrante, tempo de trabalho, de qualquer espécie, contado na previdência geral. Ora, sabe-se perfeitamente que a carreira de trinta anos, para a PM e Bombeiros era uma forma de premiar seus integrantes tendo em vista, inclusive, a possibilidade de convocá-los, mormente em situações emergenciais, por comprometimento efetivo com o tempo integral de dedicação. Pois é, acabaram com isto e liberaram geral. Pode-se contar qualquer tempo fora da PM para transferência para a reserva, com todos os direitos. Uma excrescência, em tempos de hoje, um absurdo autorizado pela lei complementar eleitoreira 109, agravado pela mudança no sistema de concessão de férias anuais. De trinta dias corridos passaram para vinte e cinco dias úteis, isto pra não citar outros desdobramentos, como banalização das reconvocações “arremendantes” e desníveis salariais entre militares de mesmo nível, ou de subordinado para superior! Resultado? Evasão galopante de gente nova para a reserva e aumento de indisponibilidade. Recompensados, no caso, foram os candidatos a parlamentares, recebedores dos votos, o governador, re-eleito e os policiais militares beneficiados desproporcionalmente às nossas realidades.  A prestação de serviços ao “povão” caiu vertiginosamente, bastando ver  as reclamações e as estatísticas criminais!

É importante que sempre lembremos a todos dessa história, porque o tempo passa e esses políticos continuam a preparar as suas, sem se preocupar com o que virá pela frente. Assim, modestamente, mas com firmeza, rogamos aos companheiros, principalmente os da ativa, que fiquem atentos a essas armadilhas. O Estado, financeiramente, pode muito, mas não pode tudo! Assim penso! Mais importante que penduricalhos ilusórios e melosos, são as condições de manutenção das qualidades da Corporação. E essas suas características seculares estão sendo desmontadas. A nova discussão é o que fazer para reverter o quadro de penúria das nossas possibilidades operacionais. Ainda bem que pesquisadores do assunto se debruçam sobre o tema, entendendo que a reversão deste estado de coisas só será possível, a médio/longo prazo, reformulando-se a questão do tempo de serviço na Polícia Militar, talvez readotando a norma anterior de trinta anos de serviço ativo puro, em condições parecidas com as das forças Armadas, permanecendo, após a trintenária, quem quiser. É uma das formas de se acabar com “essa festa”, instalada no seio da instituição militar e que poderá resultar, também, anotem, em sério prejuízo para o pessoal que, um dia, irá para a reserva. Virá daí o desagradável pesadelo, pela incapacidade dos cofres públicos garantirem as despesas com inativos e pensionistas, que andam a galope. Não de jumento selado, mas de cavalo árabe puro sangue!!!



segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Wilalba F. Souza

                                                             04/12/15


O colega pergunta:- tem crônica esta semana, não? E respondo: - vou ver o cardápio! E não é que nos sentimos igual ao companheiro feminto que chega ao restaurante “self service” e acaba enchendo prato tentando usufruir todas as ofertas do bufet! Como, acima de mililiano de Tiradentes, sou cidadão, começo pelas conversas de que, na Assembléia Legislativa de Minas, se discutia um novo direcionamento de condução dos trabalhos do Estado em relação à fiscalização e outras “pendências” sobre ações no meio ambiente. Enfim, estavam tramando retirar a Polícia Militar da fiscalização, lá na ponta da linha. Motivo: confesso que  não sei e, também, que isto não é necessário pra se iniciar uma discussão, ainda mais pra mimque vi nascer a “Polícia Florestal”, em meados do século passado.

Não importando, em um primeiro momento, de quem foi a iniciativa de se criar, dentro da PM, um segmento com autoridade pra fiscalizar e multar, obedecendo as regras do jogo, os infratores que “arrebentam” com a natureza, me vejo diante de uma situação também dúbia. O Estado que dê condições de sua PM executar seu trabalho, e não, com fins politiqueiros, crie uma outra polícia improvisada para assumir o pequeno efetivo da nossa milícia mineira que faz o que pode com os minguados recursos, ou, de maneira responsável, aproveita uma estrutura estadual já existente e experiente para investir em quem conhece do assunto, há décadas. Não se pode destruir algo que vem, mesmo a trancos e barrancos, cumprindo seu papel, com parcos meios, para engendrar uma situação política favorável a aventureiros que buscam espaços na estrutura estadual.

Aliás, os próprios administradores, políticos e comandantes deviam se agarrar às possibilidades e necessidades da PMMG expandir, não só o policiamento florestal, mas também o rodoviário, como grande objetivo contemporâneo, crucial ao controle de  mazelas que nos afligem, como o contrabando, o livre trânsito de traficantes e ladrões de veículos, assaltantes de estradas, hoje muito em voga, e outras pragas mais, muito comuns. É imprescindível que, até por uma questão de economia e controle, os municípios cuidem de sua parte na segurança pública. Aliás, há um crescimento visível de guardas municipais pelo Brasil. São lacunas naturais a serem ocupadas, tendo em vista a nossa organização federativa. Não somos um Estado Unitário, a exemplo de Chile, França e outras nações de menor território físico, onde a centralização ainda prevalece e funciona.

Esses temas, em dias atuais, não têm a visibilidade necessária! O momento político e a situação econômica nacional estão decadentes, ladeira abaixo e com os freios defeituosos. Impeachmen é o tema da hora. Lideranças de “aloprados” discutem quem vai governar o país, já que D. Dilma deve ser levada a julgamento pelo congresso. O PMDB, arqui-aliado do PT, é quem ditará se a presidente continua, ou não. Logo, amigos, preparem-se porque
Michel Temer está mais escorregadio que peixe ensaboado. Vislumbrando a presidência caindo em seu imaculado (?) colo, parece ter orquestrado ministros importantes de seu partido a pedirem o boné. Acho que os apelos de Lula para que o vice -presidente os apóie vai dar em nada. O cavalo de Temer e do PMDB está passando arriado. O PSDB quer carona e já articula participar do novo governo, ele que representa, hoje, a mais forte oposição a Dilma e ao PT.

Assim, amigos, por mais que outros temas, como a segurança, a saúde e a mobilidade urbana, por exemplo, sejam cruciais, os assuntos da hora são a destruição irresponsável do Rio Doce e os movimentos políticos, com a paralização, por mais um ano, na nossa Pátria Amada. Três anos de imobilização!!! Fazer o quê?