Wilalba F. Souza
22/12/15
Antigamente coisas ruins no Brasil
costumavam acontecer em
agosto. E isto começou a partir do suicídio de Getúlio Vargas,
em 1954. Hoje em dia, não! A toda hora acontecem verdadeiras desgraças. Enfiado
numa crise político-econômica sem precedentes, assistimos nosso país se atolar
na lama da Samarco – em Sabará – e na corrupção investigada pela Polícia Federal.
O desastre que matou o Rio Doce é administrado como se tudo fosse uma
responsabilidade apenas da empresa que o provocou e, na realidade, o Estado e
seu governo, também culpados, estão tirando o peso de seus ombros, eles que
mandam e desmandam por todos os lados.
O tal mosquitinho Aedes Egiptis está
arrebentando com a população. Se antes ele deixava nas suas vítimas só a dengue,
hoje se armou com um vírus hiper-perigoso que vitima fetos em formação,
causando-lhe sérias deformações cerebrais. O que tinha de ser feito antes, vai
ter que ser feito agora, enquanto doença vitima famílias e famílias. Pra
agravar surge a comprovação que o inseto transmite a chicungunha, capaz de
causar no homem a síndrome de Guilhen Barré, séria doença que paralisa os
músculos da vítima, podendo causar a morte, pois os músculos da caixa toráxica podem ser afetados incapacitando a respiração.
Coisa muito séria num país rico, mas sem dinheiro, jogado fora em aventuras de
quem manda e nada sabe sobre economia. Gente incompetente para pilotar barco a
remo que se aventurou a navegar num
transatlântico que está indo a pique! E seus capitães insistem em deixá-lo
fazer água.
Atônitos, estamos assistindo embates
entre executivo e legislativo, situação e oposição, onde seus protagonistas
estão enfiados, até o pescoço, em ações de corrupção, ligadas à roubalheira na
Petrobras. Enquanto isto medidas importantes para salvar a economia são
esquecidas. A presidente, que iludiu os eleitores com falsas notícias
alvissareiras, mantém a pose e está mais perdida que “cego em tiroteio”. Não
consegue aprovar os tais ajustes fiscais: dizem que é igual dar milho a bode,
ela gasta mal e desperdiçou milhões com medidas eleitoreiras e quer continuar
faze-lo! As notas das agências internacionais de avaliação de risco, a respeito
do desempenho econômico brasileiro, estão abaixo da crítica. O ministro da
economia já pediu o boné, o vice Temer quer ser presidente e anda às turras com
o presidente do senado, também envolvido em falcatruas. O
ex-presidente Lula foi inquirido pela Polícia Federal sobre medidas provisórias
“vendidas, ou compradas” em seu governo. Enfim, virou uma bagunça só, enquanto
dizem que está tudo bem, pois as instituições democráticas continuam
funcionando, mas as coisas não são bem assim.
Dias atrás mais notícia ruim: juiz de
cidade do interior paulista suspendeu, por quarenta e oito horas, todas
comunicações via Watsapp, um aplicativo que permite troca gratuita de imagens, mensagens
escritas e de voz, ferramenta já
assimilada por milhões de brasileiros. Como pode um juiz de instancia inferior fazer
isto com os duzentos milhões de cidadãos com a facilidade de quem toma um copo
d`água, sem ao menos imaginar os desdobramentos
desse seu impensado ato? Até entendo: há muito tempo escuto dizer que de urna
eleitoral, bunda de nenê e cabeça de juiz ninguém pode prever o que pode
sair!!!