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segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Wilalba F. Souza

                                                             04/12/15


O colega pergunta:- tem crônica esta semana, não? E respondo: - vou ver o cardápio! E não é que nos sentimos igual ao companheiro feminto que chega ao restaurante “self service” e acaba enchendo prato tentando usufruir todas as ofertas do bufet! Como, acima de mililiano de Tiradentes, sou cidadão, começo pelas conversas de que, na Assembléia Legislativa de Minas, se discutia um novo direcionamento de condução dos trabalhos do Estado em relação à fiscalização e outras “pendências” sobre ações no meio ambiente. Enfim, estavam tramando retirar a Polícia Militar da fiscalização, lá na ponta da linha. Motivo: confesso que  não sei e, também, que isto não é necessário pra se iniciar uma discussão, ainda mais pra mimque vi nascer a “Polícia Florestal”, em meados do século passado.

Não importando, em um primeiro momento, de quem foi a iniciativa de se criar, dentro da PM, um segmento com autoridade pra fiscalizar e multar, obedecendo as regras do jogo, os infratores que “arrebentam” com a natureza, me vejo diante de uma situação também dúbia. O Estado que dê condições de sua PM executar seu trabalho, e não, com fins politiqueiros, crie uma outra polícia improvisada para assumir o pequeno efetivo da nossa milícia mineira que faz o que pode com os minguados recursos, ou, de maneira responsável, aproveita uma estrutura estadual já existente e experiente para investir em quem conhece do assunto, há décadas. Não se pode destruir algo que vem, mesmo a trancos e barrancos, cumprindo seu papel, com parcos meios, para engendrar uma situação política favorável a aventureiros que buscam espaços na estrutura estadual.

Aliás, os próprios administradores, políticos e comandantes deviam se agarrar às possibilidades e necessidades da PMMG expandir, não só o policiamento florestal, mas também o rodoviário, como grande objetivo contemporâneo, crucial ao controle de  mazelas que nos afligem, como o contrabando, o livre trânsito de traficantes e ladrões de veículos, assaltantes de estradas, hoje muito em voga, e outras pragas mais, muito comuns. É imprescindível que, até por uma questão de economia e controle, os municípios cuidem de sua parte na segurança pública. Aliás, há um crescimento visível de guardas municipais pelo Brasil. São lacunas naturais a serem ocupadas, tendo em vista a nossa organização federativa. Não somos um Estado Unitário, a exemplo de Chile, França e outras nações de menor território físico, onde a centralização ainda prevalece e funciona.

Esses temas, em dias atuais, não têm a visibilidade necessária! O momento político e a situação econômica nacional estão decadentes, ladeira abaixo e com os freios defeituosos. Impeachmen é o tema da hora. Lideranças de “aloprados” discutem quem vai governar o país, já que D. Dilma deve ser levada a julgamento pelo congresso. O PMDB, arqui-aliado do PT, é quem ditará se a presidente continua, ou não. Logo, amigos, preparem-se porque
Michel Temer está mais escorregadio que peixe ensaboado. Vislumbrando a presidência caindo em seu imaculado (?) colo, parece ter orquestrado ministros importantes de seu partido a pedirem o boné. Acho que os apelos de Lula para que o vice -presidente os apóie vai dar em nada. O cavalo de Temer e do PMDB está passando arriado. O PSDB quer carona e já articula participar do novo governo, ele que representa, hoje, a mais forte oposição a Dilma e ao PT.

Assim, amigos, por mais que outros temas, como a segurança, a saúde e a mobilidade urbana, por exemplo, sejam cruciais, os assuntos da hora são a destruição irresponsável do Rio Doce e os movimentos políticos, com a paralização, por mais um ano, na nossa Pátria Amada. Três anos de imobilização!!! Fazer o quê?





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