04/12/15
O colega pergunta:- tem crônica esta
semana, não? E respondo: - vou ver o cardápio! E não é que nos sentimos igual
ao companheiro feminto que chega ao restaurante “self service” e acaba enchendo
prato tentando usufruir todas as ofertas do bufet! Como, acima de mililiano de
Tiradentes, sou cidadão, começo pelas conversas de que, na Assembléia
Legislativa de Minas, se discutia um novo direcionamento de condução dos
trabalhos do Estado em relação à fiscalização e outras “pendências” sobre ações
no meio ambiente. Enfim, estavam tramando retirar a Polícia Militar da
fiscalização, lá na ponta da linha. Motivo: confesso que não sei e, também, que isto não é necessário
pra se iniciar uma discussão, ainda mais pra mimque vi nascer a “Polícia
Florestal”, em meados do século passado.
Não importando, em um primeiro momento,
de quem foi a iniciativa de se criar, dentro da PM, um segmento com autoridade
pra fiscalizar e multar, obedecendo as regras do jogo, os infratores que
“arrebentam” com a natureza, me vejo diante de uma situação também dúbia. O
Estado que dê condições de sua PM executar seu trabalho, e não, com fins politiqueiros,
crie uma outra polícia improvisada para assumir o pequeno efetivo da nossa
milícia mineira que faz o que pode com os minguados recursos, ou, de maneira
responsável, aproveita uma estrutura estadual já existente e experiente para
investir em quem conhece do assunto, há décadas. Não se pode destruir algo que
vem, mesmo a trancos e barrancos, cumprindo seu papel, com parcos meios, para
engendrar uma situação política favorável a aventureiros que buscam espaços na
estrutura estadual.
Aliás, os próprios administradores,
políticos e comandantes deviam se agarrar às possibilidades e necessidades da
PMMG expandir, não só o policiamento florestal, mas também o rodoviário, como
grande objetivo contemporâneo, crucial ao controle de mazelas que nos afligem, como o contrabando, o
livre trânsito de traficantes e ladrões de veículos, assaltantes de estradas,
hoje muito em voga, e outras pragas mais, muito comuns. É imprescindível que,
até por uma questão de economia e controle, os municípios cuidem de sua parte
na segurança pública. Aliás, há um crescimento visível de guardas municipais
pelo Brasil. São lacunas naturais a serem ocupadas, tendo em vista a nossa
organização federativa. Não somos um Estado Unitário, a exemplo de Chile,
França e outras nações de menor território físico, onde a centralização ainda
prevalece e funciona.
Esses temas, em dias atuais, não têm a
visibilidade necessária! O momento político e a situação econômica nacional
estão decadentes, ladeira abaixo e com os freios defeituosos. Impeachmen é o
tema da hora. Lideranças de “aloprados” discutem quem vai governar o país, já
que D. Dilma deve ser levada a julgamento pelo congresso. O PMDB, arqui-aliado
do PT, é quem ditará se a presidente continua, ou não. Logo, amigos,
preparem-se porque
Michel Temer está mais escorregadio que
peixe ensaboado. Vislumbrando a presidência caindo em seu imaculado (?) colo,
parece ter orquestrado ministros importantes de seu partido a pedirem o boné.
Acho que os apelos de Lula para que o vice -presidente os apóie vai dar em nada. O cavalo de Temer e
do PMDB está passando arriado. O PSDB quer carona e já articula participar do
novo governo, ele que representa, hoje, a mais forte oposição a Dilma e ao PT.
Assim, amigos, por mais que outros
temas, como a segurança, a saúde e a mobilidade urbana, por exemplo, sejam
cruciais, os assuntos da hora são a destruição irresponsável do Rio Doce e os movimentos
políticos, com a paralização, por mais um ano, na nossa Pátria Amada. Três anos
de imobilização!!! Fazer o quê?
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