Wilalba F. Souza 12/fev/2016
Estamos iniciando, no Brasil, o ano de 2016. Claro que isto não representa novidade para nós. Tivemos uma paralisação total nos anos de 2014 e, mais acentuada ainda em 2015. Reflexos das políticas e das “cantilenas” governamentais. Sinceramente tenho que relembrar o “Tiririca” cujo mote de sua candidatura vencedora a deputado afirmava que, com sua presença na Câmara, pior não ia ficar. Em relação aos péssimos acontecimentos que nos perseguem, sei lá! Pode piorar sim, por obra e graça de políticos descompromissados.
Começamos o ano passado com os embates políticos, discutindo o que adversários do governo chamaram de estelionato eleitoral, pelas deslavadas mentiras e promessas feitas aos eleitores. Sobre isso, nada a declarar. Todo político usa dessa estratégia. Entretanto, em relação ao dinheiro da Petrobras que entrou na campanha do PT/PMDB e aliados, há robusta comprovação de que houve sujeira na disputa, rolando milhões, bilhões de reais desviados entre políticos e partidos vitoriosos (?). Mas a Justiça fecha os olhos e nada vê. Uma cultura antiga da promiscuidade muito antiga entre os poderes da república.
Um processo de impedimento da presidente foi interrompido com o recesso parlamentar em final de ano e mediante outras manobras necessárias à preservação de portentosos envolvidos em corrupção, como o presidente Ronan, do Senado e de Cunha na Câmara. É muita lama que, somada à do Rio Doce, destruído pela Samarco, nos deixa atônitos, mais ainda pelas declarações de honestidade de um ex-presidente que se auto-declarou o homem mais honesto do mundo e que foi flagrado com a mão na massa, usufruindo um belo apartamento praiano e um admirável sítio em Atibaia, na região interiorana paulista, cheios de obras caras bancadas por empresas envolvidas no processo “lava-jato”. E o “cara” nunca sabe, nadica de nadica! Um fenômeno!
Para agravar a situação, o mosquito Aedes Aegypti aproveitou o carnaval para se refastelar. O Brasil, atolado numa pindaíba de dar dó, virou centro das atenções, não só pela tal zika. mas também pela dengue e pela chicungunha. Esse mosquito vai dar muito trabalho. Mais ainda porque tem muita gente que não acredita e, muito menos, ajuda a combater focos de larvas. O governo alquebrado tem feito o que pode. Colocou os efetivos das Forças Armadas para ajudar. E é assim mesmo: tratam mal nossos militares e, nas emergências, se lembram deles, mesmo fragilizadas pela falta de investimentos.
Na querida Barbacena, toda esburacada pois faltam recursos para recuperação de suas vias, logo perto das comemorações momescas, dois problemas ficaram em evidência: no primeiro o SAS (Serviço de Agua e Saneamento), via cochilo de funcionários, deixou que bombas de recalque ficassem submersas na estação de captação. Resultado: correria e falta dágua para 60 por cento da população por mais de uma semana. Ao mesmo tempo moradores do bairro Santo Antônio protestaram contra o padre da igreja local e contra o prefeito que insistiram em transferir o carnaval para a praça em frente.
O padre esbravejou e manteve, com o chefe do executivo, os festejos, contrariando o povão. Disse, em alto tom, que seria julgado por Santo Antônio e não pelo povo que reagia à festa. E o Santo foi forte: o carnaval paroquiano foi um vexame. Quem quis brincar foi para o centro da cidade e se divertiu em clima ordeiro e com muita alegria. Espalharam por aí que lá na praça da igreja só compareceu o Bloco da... farda, referindo-se ao policiais de serviço. É! Não é que o padre tinha razão! Santo Antônio o julgou e suas folias... enterrou! Os mandatários têm que entender que o povo é quem escolhe onde e a hora que quer se divertir!!!
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