Wilalba F. Souza 16/05/2017
Ontem à noite, vendo um noticiário
televisivo com minha mulher, davam conta que o ”padastro” de uma garota de onze
anos a havia estuprado. De imediato veio da minha acompanhante, sem muita
marola, o seguinte comentário: - também, muitas mulheres, hoje, não têm juízo e
levam qualquer homem pra dentro de casa!!! Respondi, no mesmo tom: - é mesmo! Por vários motivos, isto pode acontecer.
Casos, como este, são registrados todos
os dias e repercutem bastante, tendo em vista a rapidez das comunicações atuais.
Dizer e achar que os mesmos fatos não ocorriam em tempos passados, remotos, é
uma inverdade, exatamente pela falta de mídia, tal qual existe hoje, e até
mesmo pela omissão ou ausência do estado, ainda mais que as vítimas escondiam o
evento odioso para não se exporem, e às filhas, aos comentários maliciosos,
desarticulados e conservadores da vizinhança, quase sempre hipócrita.
Um delegado de polícia, de Brasília, porta
voz da sua instituição, e por causa disto, declarou que as mães deviam ter
cuidado e ficarem atentas nesses casos, porque, quando se unem às pessoas, sem
conhecê-las por inteiro, levando-as para dentro de casa, assumem, também, grave
responsabilidade. E, no fundo, a autoridade tem lá suas razões. Só que aí
aparecem, na imprensa, os difusores/admiradores do “politicamente correto”, provocando,
com agudas críticas, a exoneração da autoridade. O homem da lei teria
exacerbado em seus comentários, estaria todo errado e a mãe da criança, que
aceitou o criminoso dentro de casa, completamente isenta.
Então, mesmo sabendo que pouca gente vai
nos atender, recomendamos, às mulheres deste Brasil, mormente as separadas,
viúvas, divorciadas, ou mães solteiras, que tomem todo s cuidado com seus
filhos e filhas, evitando intromissão séria, em suas vidas, em sua casa e em
suas famílias, de pessoas que vocês não conhecem. O estuprador pode ser evitado.
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