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segunda-feira, 19 de junho de 2017

Que orgulho!!!



Wilalba F. Souza                                       19/Jun/2017
 
Previsto em lei estadual, o Dia do Pessoal da Reserva e  Reformado da PMMG é comemorado todo mês de junho. Em 7 junho, a festa foi realizada na Academia de Polícia Militar de Minas Gerais, em Belo Horizonte.  Muitos dos nossos companheiros, da ativa e da reserva, foram agraciados com as Medalhas Coronel Fulgêncio de Souza Santos (herói da Revolução de 32) e Dever Cumprido. A primeira, reconhece méritos incomuns a autoridades e policiais militares, premiando-os pelo seu destacado mérito; a segunda, para comemorar uma vida inteira de integração à sua Corporação, tanto no serviço ativo, quanto na reserva/reforma. Na realidade é de um valor incomensurável, eis que o companheiro se vê homenageado por seus 60 anos na Polícia Militar, contado, claro, o período inativo.

Há dias fui procurado pelo Cabo Ref Francisco de Paula Ferreira Filho: – Já está na hora de eu receber minha Medalha Dever Cumprido, pois completei o tempo necessário, disse, ansioso em resolver esse problema. Só que ele tinha computado, ao ir para a reserva, um tempo que fora contratado como pedreiro na construção da atual sede do 9º BPM, Barbacena, na longínqua década de 50... século passado.  
– Pois é, senhor, fiquei quatro ou cinco anos “nas obras”. Foi meu primeiro emprego. Depois disto, fui incluído nos quadros da unidade, encerrou!
Claro que providenciamos um requerimento para o companheiro, ainda mais que seu tempo de “pedreiro” certamente tinha sido computado como de efetivo serviço, condição prevista nos estatutos, à época, para promoção, prêmio da reserva.

Que coisa mais piegas, companheiro, poderiam dizer alguns. E, realmente, num primeiro impulso, tendenciamos pensar assim, principalmente quando mais novos, e até desinteressados sobre o que nos ocorrerá na velhice. Os cabelos brancos e a decadência física são realidades a se enfrentar, e alguns o fazem com coragem ímpar, valorizando cada oportunidade de viver alguma emoção mais nova, no caso do Cabo Francisco, a comemoração de muitos anos de vida, ainda com saúde e na expectativa de se encontrar com a Corporação à qual serviu por anos a fio. E mais, ser homenageado em um “pódio” que muitos não conseguiram freqüentar.

E, num país que passa por séria crise – atrevo-me chamá-la de moral/existencial – estão, ou estamos,  abandonando princípios mais que importantes ao balizamento de sua formação cidadã  e desenvolvimentista, para cada um salvar sua cabeça. E o resto?... bem, o resto que se agarre, também, às poucas bóias existentes nessa embarcação a pique, afinal há coisas mais importantes por aí, como lamentações pelo corte de verbas públicas para o carnaval carioca, ou o desempenho monumental de três milhões de denodados brasileiros que festejaram, com toda pompa, na Avenida Paulista, o “Dia do Orgulho Gay”.

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