Wilalba F. Souza 17/Nov/2018
Há pouco mais de dois anos Dilma Rousseff foi
destituída, pelo Congresso Nacional, de seu posto como presidente do país. País
que ela e seu antecessor conseguiram desorganizar, nos quatorze anos que
“fizeram e aconteceram”, ajudados, claro que não graciosamente, por colegas
políticos, empresários e assessores próximos, competentes para ditar rumos,
certos ou errados, a depender dos desejos de seus chefes.
O vice-presidente, Michel Temer, apenas mais um
naquela “emboleira” toda, saiu do quase anonimato para encarar aquele leme,
aquele volante. Feliz e empinado, renovou o uniforme, digo, os ternos. No
início, ainda que desconfiado, pus certa fé nele, ele que dera a entender que
tentaria, pelo menos, manter o barco no rumo, mesmo sabedor que nossa economia
estava, como ainda está, mais desorganizada que fila na entrada de boate da
periferia. Mas, sem outra opção, passamos a torcer, porque, num primeiro
momento, conseguiu, até, conter as despesas.
Num belo dia, como um tsunami imprevisto, aparece o
tal Wesley. Aliás, surgem dois irmãos! O outro de nome Joesley, dupla
riquíssima, dona de uma cadeia de frigoríficos. Wesley, segundo o noticiário,
foi recebido pelo Temer na casa oficial… na calada da noite. E gravou toda a
conversa com um aparelhinho comprado, certamente, em alguma feira de
eletrônicos. E esse papo dos dois “rolou”, pra baixo e pra cima, via mídia em
geral. Um diálogo estranho, ininteligivel, mas que deu pra deduzir: conversa de
dois corruptos.
Por fim, os dois irmãos ganharam perdão, por causa da
famosa delação, dita premiada e, como todo mundo sabe, foram pros “States” em
baitas aviões! Não deixaram o chiquérrimo iate pra trás: levaram também. Mais
tarde tiveram que voltar, reconduzidos pelo mesmo processo, mas andam por aí,
soltinhos. Fizeram uma festa com muito dinheiro do BNDES, “comprando”
representantes dos três poderes, logo… juntando-se a isto à tal de Lava-jato,
percebe-se envolvida e abraçada, uma corriola poderosa.
Na condição de presidente Michel não pode ser
processado, a não ser com autorização do Congresso, ou do Senado, logo “nadica”
aconteceu. Mas, sem função, cai seu “foro privilegiado” e ele vai ter que
responder a processo na Justiça nossa, dos mortais, a dita comum. Daí o nosso
sentimento de que a quadrilha é poderosa e se ampara, pois…
Recentemente o STF (Supremo Tribunal Federal) decretou
um aumento pra ele mesmo, com a ajuda de um Congresso moribundo, cheio de
deputados e senadores enterrados até o pescoço na corrupção, que carimbou, na
maior cara-dura, 16% de aumento para aquela “patota”, o que gerará, anualmente,
despesa de 6 bilhões, numa reação em cadeia, num país que se acha em
dificuldade. E a mesma turma pedindo paciência para o povo, porque a reforma
previdenciária vem aí, rachando. Se ela não ocorrer, gritam esses indivíduos
que nos dirigem, não vai ter dinheiro para pagar pensões e aposentadorias.
E aí, quem deveria vetar esse desastre seria Michel
Temer. Muitos de nós tínhamos fé que ele, ao apagar das luzes de seu curto
mandato, evitasse a despesa. Não fosse ele tão enrolado e necessitado dos
tribunais, de todos os juízes, de qualquer instância, ou sua grande maioria,
agradecida (assim ele espera) pela sua assinatura santa que liberou geral,
irresponsável, insensível e perdulariamente. Mancha maior, pro Temer, que os
“achegos” perpetrados junto aos irmãos metralhas, digo, os açougueiros de sobre
nome Batista e outros menos votados.
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