Paulino Ferreira Leite
09/12/19
No dia 27/11/2005 vi meu
time, pela primeira vez na sua centenária história, cair para segunda divisão.
Foi uma tarde triste. Triste não. Muito triste. Lembro da animação no início,
do Galo tentar como um louco o gol que poderia manter as esperanças mas nada.
Caiu. Foram 5 minutos de profunda dor, sufocados por um aplauso ensurdecedor
logo depois.
De repente, como se fosse
algo combinado previamente, o estádio todo começa a cantar o hino mais lindo do
mundo e o que deveria ser um momento de dor vai aos poucos se transformando num
momento de amor.
Aquele dia descobri que o
Galo era realmente gigante. Olhei para o lado e vi crianças, jovens e adultos
em lágrimas cantando com toda força de seu pulmão: lutar, lutar, lutar com toda
nossa raça para vencer...
Percebi muito rapidamente
que o Galo iria para série B mas que sua gente não o abandonaria por nem um
segundo. Dali, para bater recordes e recordes de público no ano seguinte, foi
um passo curto.
Esta é a verdadeira
grandeza de um clube.
Entendi bem naquele dia o que
quer dizer o ORGULHO contido no nosso hino. Passados 14 anos, hoje foi a queda
memorável de nosso maior rival. Queda não. Ele despencou, e com ele toda
soberba e arrogância de sua gente, a empáfia de seu torcedor. Estádio todo
quebrado, jogo interrompido antes do seu término por falta de segurança. Vi
pela TV no rosto de crianças de 9 anos o pavor e o medo escancarados. Vi
pessoas machucadas e o caos instalados.
Não vi e não li até agora
uma única mensagem de apoio ao clube que deveriam amar.
As únicas mensagens que vi
do lado de lá falam com a arrogância de sempre de títulos que foram
conquistados no passado. Entendi hoje muito claramente o que quer dizer a
VAIDADE no hino deles.
É Cruzeiro, legítimo
representante mineiro, ao lado do América, nós somos muito diferentes.
Nem melhores nem piores
mas torcedores completamente diferentes.
E só posso agradecer muito
a Deus pelo lado que escolhi para torcer.
AQUI É GALOOOOO!!
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