Wilalba F. Souza 16/Ago/19
A nossa conversa
anterior foi sobre segurança pública. É claro que, num ambiente político e
socialmente conturbado, dificilmente vivenciaremos avanços que beneficiem a
nação brasileira. Os extremos, em seu radicalismo latente, promovem o
esgarçamento e a destruição moral e física do tecido social. Os “antolhos” são
seus equipamentos preferenciais da classe política. Interessante é que
deputados, no presente caso, propalam os resultados de sua cruel decisão, sem
comemorar a vitória. Mas aí, vem a manchete, ou manchetes: “Governo (ou Bolsonaro)
é derrotado na votação da Lei de Abuso de Autoridade! Ah! O executivo é o pai
da criança ???!!!
Muitos, por aí,
proclamam: - Ah! As instituições estão funcionando! Quais? O Congresso, cujos
integrantes se encastelam, se refastelam no orçamento, sem restrições, sem
limites, auto blindando suas ações – até as imorais e ilegais -, criando
barreiras às investigações de suas falcatruas?
O Governo que, isolado, “atira” às cegas, pra todo lado, vendo
obstruídos seus projetos pelas casas legislativas, ou por ações politiqueiras,
junto à Justiça desmoralizada, notadamente o STF? Ou o Supremo Tribunal
Federal, que se apossa das atribuições dos dois outros poderes, mandando e
desmandando, e pior, saltando, não por cima de cadáveres, mas sobre a
Constituição de 1.988, dita cidadã, aliás razão de sua existência?
Criando,
irresponsavelmente, essa balbúrdia, estão fragilizando, mais ainda, eles
próprios e as autoridade que têm a missão e o dever de combater, nas ruas, na
ponta da linha, o crime e os criminosos, objetivando, de maneira inescrupulosa,
dizimar com a “Operação Lava-jato”, incapacitando-a de chegar até àqueles
políticos que devem explicações, por cometimento de irregularidades e crimes no
exercício de suas funções. Bem, o resto é resto, mesmo que estilhaços atinjam,
gravemente, a estrutura operacional do sistema de proteção popular,
imobilizando promotores, procuradores e juízes.
Junto, colocam na
berlinda o policiamento geral, a cargo das Polícias Militares, outras entidades
municipais similares e as Guardas Penitenciárias. Para delegados, federais e
estaduais, os obstáculos não serão menores. Estão, definitivamente, integrados
ao problemão criado, de maneira açodada, pelos congressistas, certamente
ignorantes, alienados e nada preocupados com seus eleitores, pois estão
emaranhados, em torno de seus umbigos.
As instituições afetadas por essas medidas, em todos
os níveis, ainda não descobriram a força que têm. Se esses absurdos
prosperarem, tenho certeza, a criminalidade altíssima, no Brasil, tenderá, e
subirá, a níveis impensáveis. Não valerá a pena arriscar, sem devida proteção
legal. E o “povão”, como sempre, pagará a conta. Sentirá, na pele, os efeitos
de uma lei esdruxula, votada a toque de caixa, sem marcação no painel, de
maneira simbólica, disseram! Sinceramente, não sei se o presidente tem “garrafa
para vender”, nesse caso!
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