Wilalba F. Souza 23/06/2020
Não sei originário de quem, ou se é modismo, a
criação dessa "pecha", assimilada por todos, "numa boa". Eu
observo isto com desconfiança! E digo porquê! Será que os eleitores do nosso
presidente têm que ser, todos, bolsonaristas? Penso que a maioria viu nele
apenas o homem correto, honesto, capaz de mudar os rumos do país, depois de uma
derrocada, via antecessores, frente à corrupção, com importante retrocesso
social, cultural e econômico.
Mas, pelo navegar instável desse barco, e ao meu
ver, de maneira ardilenta, foi estabelecida por adversários políticos viciados,
estrategicamente desonestos e maldosos, numa coordenação perfeita. Aliás, nem
sei se foram eles mesmos que, há anos, inventaram o lulismo, concentrando, no
seu líder empático, toda a carga política do PT, do qual seria dono, guru e ultrapoderoso,
recebedor, ladeado por fiéis seguidores, de excessiva carga de reverência e
absoluto poder tutelar sobre o Brasil. Coisa incrível? Não! Lula sempre foi
maior que seu partido. Agora que, condenado, mal falado e andando troncho, meio
de lado, esses mesmos lulo-petistas, do batido "Lula-livre"", se
auto apelidaram "defensores da democracia", na luta contra o
"bolsonarismo facista". Tudo falso e mentiroso, não é, Terta?
Isto, de idolatria política, historicamente nunca
foi bom. Soa totalitarismo, sim, por mais que o líder seja democrático,
descentralizador, humano, honesto e justo. Era, eu, menino, e cansei de ouvir
falar de Getúlio, mais ainda do getulismo.
Acabou suicidando, depois de grave crise político- institucional. Deu
uma de escorpião acuado! Isto pra ficar só no Brasil, pois poderíamos lembrar
do peronismo radical argentino, vivo até hoje!
Os resultados dessas manhas e estratégias
"rasteiras", prejudiciais à governabilidade, estão aflorados. Há
desandado radicalismo, lá e cá! E alimentado por pequenos grupos barulhentos,
sem a conivência da esmagadora parcela do povão! Então essa pecha
(bolsonarismo) é multiplicada, via outros jargões, enquanto o lulismo sumiu.
Saiu de cena - sorrateiramente - na maior cara-de-pau!
A mídia, cooptada por anti-governistas de hoje,
anos após anos, enquanto no governo, a peso de ouro e facilidades, sempre se
refere aos manifestantes da direita como "apoiadores de Bolsonaro",
ou bolsonaristas. Fica mais leve, mais fácil, concentrar fogo num alvo só! E é
o que temos visto. Então, pergunto: não poderia ser "simpatizantes ou
apoiadores do governo", sabidamente composto de ministérios e secretarias,
chefiados por técnicos excelentemente avaliados, salvo raríssimas exceções?
Para o esquema dos contrários isto está, convenientemente, fora de questão!
Tudo foi engendrado, montando-se um "prato
cheio”, motivador desses esquemas pesadíssimos, armados por quem perdeu
dinheiro e, especialmente, poder. Sim... a perda do poder é doída, para quem
quer que seja e esteja imbuído de qualquer sentimento ou ideologia política. As
engrenagens, como as do Brasil, e por isto mesmo, estão travadas. Dizem por aí
que "estão esticadas as cordas". É! O "cabo de guerra"
funciona assim!
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