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sexta-feira, 21 de março de 2014

PITACOS

Pitacos...

 - Deu no jornal “Super”, de ontem, e compensa ler, noticiário sobre avaliação do desempenho do Sistema Estadual de Segurança Pública: “ESTADO NÃO CUMPRIU METAS”.  Doze  RISPs  regionais integradas de Segurança Pública) foram reprovadas  e  tiraram nota zero. Seis tiveram  meta  parcialmente cumprida, dentre elas a  de Barbacena.

Comentário: cobram redução da criminalidade dos órgãos de   segurança pública. Justo. Muito justo. Entretanto esse mesmo governo de Minas, por razões eleitorais, facilitou, com modificações na lei de transferência para reserva, no caso dos militares, e de aposentadoria, no caso de policiais civis, uma enorme evasão de homens e mulheres jovens e em perfeitas condições e trabalho. E, nessas atividades, efetivo é fundamental. Que o digam comandantes e delegados de polícia.

- Muito noticiada, por toda a mídia, a liberação, por uma juíza militar, dos policiais  militares  envolvidos no caso daquela senhora que, socorrida pela guarnição, e em razão da porta do cofre da viatura ter aberto, sido arrastada – possivelmente já falecida, por uma das ruas do Rio de Janeiro.

Comentário: para governantes também vale a receita antiga de nossos sábios avós: prudência e canja de galinha não fazem mal a ninguém.

- O destaque de hoje, por todos os jornais televisivos, vem, ainda,do Rio de Janeiro,  do mesmo governador que “expulsou”, publicamente, em rede nacional, os três PM do caso acima: Marginais atacam violentamente sede de três UPPs. Um dos oficiais comandantes foi ferido e submetido a cirurgia, pelo fato do projétil ter atingido uma artéria importante. Parte do transporte ferroviário teve suas atividades suspensas tendo em vista o intenso tiroteio.

Comentário: Se os próprios dirigentes do país promovem a desmoralização pública de seus policiais, o que não dizer da população e,pior ainda, dos marginais que, pelas comunidades, têm cobertura e não discuto os motivos – de seus moradores. E mais, Brizola quando governou o Rio de Janeiro, e é isto que se propala, proibiu a “sua”
polícia de subir os morros. De lá para cá  assistiu-se  a  escalada  dos poderes paralelos pelas...favelas.

quarta-feira, 19 de março de 2014

POPULISTAS E IRRESPONSÁVEIS

Populistas e irresponsáveis.

Toda a imprensa está noticiando a morte de uma senhora ferida durante troca de tiros entre uma, ou mais, não se esclareceu, guarnições do Rio de Janeiro com marginais perto de uma localidade de nome Morro da Congonha dia 16 de março passado. Os PM colocaram a mulher, ferida, ou já morta, no cofre da viatura, prestando-lhe socorro. No trajeto, e não se sabe por que, a porta do “camburão” abriu e o corpo da infeliz vítima foi arrastado pela via por uns duzentos metros.

De plano qualquer filho de Deus conclui que a ação policial foi um desastre. As cenas filmadas e divulgadas pela televisão chocantes, As pesadas críticas encetadas pela imprensa perfeitamente aceitáveis e justas. Os fatos têm que ser apurados e resultar em apenação, SE FOR O CASO, aos militares que deram causa a ela. Tudo isto é lamen-tável, Entretanto, senhores, utilização do ocorrido para promoção pessoal em época de eleições, por uma presidente e por um governador chega a ser ridículo. São duas autoridades que nos devem postura, compostura e equilíbrio. “Garimpar” simpatia e votos em cima da desgraça alheia tentando encobrir seus próprios erros é de dar vergonha. Mais ainda quando o governador, mostrando irritação, condena e pede, intempestivamente, a expulsão dos policiais militares envolvidos. Eles gostam de jogar para a torcida e, premeditadamente, em defesa de suas pífias gestões, lançam a mesma torcida contra as instituições que eles mesmo dirigem.

Aliás, eu nunca vi as duas autoridades dando entrevistas irritadas com o péssimo estado de nossos hospitais que eles administram e onde morrem sem número de  brasileiros todos os dias. Ou demonstrando um mínimo de consideração com o dinheiro público gasto em helicópteros, hotéis de luxo e viagens nababescas, recursos que deveriam estar sendo melhor utilizados em  recrutamento, formação, equipamento e salários dignos para os policiais. Aliás, me desculpem o termo, mas PM e Bombeiro do Rio de outros Estados do nosso Brasil, ganham uma verdadeira “merreca”.

terça-feira, 18 de março de 2014

"A BOINA DO VETERANO"

                   Em “A Boina do Veterano”, o blogger procura ocupar um espaço , hoje muito utilizado por todos os segmentos sociais, para divulgar crônicas e comentários de eventos ligados à PMMG e à segurança pública, em espe-cial, e sobre assuntos do cotidiano em geral, de interesse da família militar e de todos que exercem sua cidadania.

                 Um dos seus mentores, o coronel Wilalba Ferreira de Souza, serviu em diversas unidades operacionais e administrativas da PMMG no Estado, inclusive na área da saúde e previdência dos militares estaduais. E sabe que, diante da velocidade com que surgem  determinadas ocorrências por ações políticas de objetivos muitas vezes estranhos e desfocados, temos que, à medida do possível, nos resguardar.

                  Já disseram que, até que se consiga um sistema de governo melhor, a democracia é o menos ruim. E que, após serem eleitos, todos os políticos já começam a trabalhar sua reeleição, nem sempre com ações que melhorem a vida da maioria do povo. Comenta-se muito sobre trocas de benesses e outras práticas não tão éticas, desonestas até, que os mantenham no topo.

                Tais práticas, pelos mandatários, tendem a alastrar-se pelo serviço público e mesmo no seio da população, pois os poderosos dificilmente são apena-dos pela justiça. Daí o exemplo: se eles fazem, “podemos”  tentar ou fazer também. Na realidade os três poderes no Brasil não têm guardado sua independência. Presidentes nomeiam juízes das altas cortes, que  politizam suas sentenças, negociam votos com o congresso, dando cargos e pagando por emendas introduzidas nos orçamentos, deturpando as ações e investimenstos públicos dessas autoridade em todos os sentidos.

                Nada disso é novo, e a mídia nacional noticia, com grande ênfase, todas essas mazelas que, por incrível que pareça, parece não sensibilizar a população: nos meios políticos as caras são as mesmas e as falcatruas também.Essas caras são selecionadas por nós mesmos durantes as eleições. É um  fenômeno de difícil explicação sociológica, mesmo tendo em vista as recorrentes manifestações. Mais um desabafo ao qual se juntam bader-neiros, marginais oportunistas e, curiosos e até mesmo cidadãos que delas participam na certeza de que haverá mudanças. Será?



domingo, 16 de março de 2014

NOSSAS PALAVRAS NÃO SÃO NOSSAS - Cel Paulo Paúl

NOSSASPALAVRAS NÃO SÃO NOSSAS - CEL PAULO PAÚL

MORTE DO TENENTE NÃO DÁ IBOPE...DO AMARILDO TRANSFORMOU-SE EM BANDEIRA

MORTE DE TENENTE NÃO DÁ IBOPE...DO AMARILDO TRANSFORMOU-SE EM BANDEIRA

Desde os tempos do Tostão

                                 Desde os tempos do tostão
 
Wilalba F. Souza

          Lá pelos idos de 1.952, ainda bem moleque, eu morava em Governador Valadares, onde meu pai, sargento, comandava o “Contingente”. Naquele mesmo ano, o 6º bata-lhão se instalaria na Princesa do Vale”, emergente centro regional, vindo de Belo Horizonte, num trem da “Vitória-Minas”, com cerca de trezentas praças e dezesseis oficiais. Esse pessoal ocupou uns barracões de madeira deixados pelo DNER.  (Departamento Nacional de Estradas e Rodagens) que construíra a “Rio-Bahia” – Br 116, no outro lado do Rio Doce, logo após a ponte,  batizada pelo povo de São Raimundo, por causa do bairro de mesmo nome que ali se formava. Aliás, lá, curioso, fui apresentado a um grampeador na “sargenteação”. Grampeei meu dedo. Com dores atravessei a ponte e corri para casa.

       Minha família residia mais para o centro, na rua Quintino Bocaiúva, de terra batida e poeirenta, em uma morada simples, construída, com muito sacrifício,  pelos meus pais. O calor intenso obrigava-me, também aos meus irmãos e colegas vizinhos, a andar sempre descalço e de calção apenas, sem camisas, pra cima e pra baixo, a qualquer hora do dia, pois não havia muitos veículos, a não ser um trator da prefeitura que, rebocando uma espécie de carroça, recolhia o lixo das casas pela manhã, embora ainda não existisse rede de esgoto, sendo comuns as fossas negras residenciais.

           Na esquina dessa rua com a Afonso Pena havia uma “venda” – assim eram denomi-nados os armazéns que tinham de tudo a granel - onde se amontoavam os homens e seus surrados chapéus, nos finais das tardes, para tomar alguns aperitivos, pegar outros mantimentos, geralmente com anotações em cadernetas e pagamento posterior. Só depois iam para suas casas. Quem foi criança naqueles anos deve, ainda, se lembrar, do cheiro todo característico das vendas. Algo indescritível, mas identificável pelo nosso olfato. Aquelas que se prezavam tinham fumo de rolo, querosene, cachaça, lingüiça defumada e um ou dois cavalos “amarrados” nas imediações.

          A moeda era o cruzeiro, com suas frações. Como hoje, o menor valor era de um centavo. Seu apelido era tostão que, me parece, fora herdado culturalmente de tempos passados. Assim, consideravam tal tostão, pela sua capacidade de compra, se é que podemos assim dizer, algo menor, de pouca valia. Aliás nosso centavo hoje recebe o mesmo tratamento, embora o Real esteja em alta. Ainda é comum se ouvir por aí: “Fulano não vale um tostão” ou, “aquele carro não vale um tostão furado”. Quer dizer, conseguiram desvalorizar ainda mais o tal de tostão. Apesar disto o centavo do Cruzeiro era  cunhado com o rosto ( com a esfinge? ) de Getúlio Vargas, velho ditador que, por coincidência, ocupava a presidência, eleito que fora pelo voto direto, mas que viria cometer suicídio pouco depois.
      
         Eu descobrira, e rapidamente, que aqueles freqüentadores da venda sempre perdiam, lá pelas tantas horas, alguns  tostões em suas saídas, devido a alguns goles a mais e principalmente  à precária iluminação, gerada por motores a óleo diesel. Assim, embora muito menino, eu pulava da cama bem cedo e ia “garimpar” os tostões pelos cantos empoeira-dos próximos daquele comércio. Dificilmente perdia a viagem, aproveitando as moedi-nhas  para comprar balas, lá mesmo na venda. Assim, o tempo foi  passando, os costumes mudaram, mas o tostão continuou em uso, até hoje, geralmente para identificar pequena quantidade, tamanho diminuto, e até pancada em disputas futebolísticas.

       No início da década de sessenta apareceu, jogando futebol de salão no Conjunto IAPI, em Belo Horizonte, perto da Lagoinha, onde eu já estava morando, um garoto baixinho de nome Eduardo Gonçalves de Andrade que, no meu humilde entendimento, tem dado outro enfoque ao defasado tostão. Certamente devido à sua baixa estatura física, Eduardo recebeu o apelido Tostão, que hoje se escreve com letra maiúscula quando se refere a ele. Aliás, passado tanto tempo, nossa gente tem assimilado o vocábulo quase que especificamente para se referir ao cronista, famoso em todo Brasil, cidadão dotado de alto nível de conscientização.

      Campeão do Mundo pelo Brasil em 1.970, Tostão encerrou sua brilhante carreira de atleta prematuramente em razão do descolamento da retina de um dos olhos. Formado, posteriormente, em medicina, clinicou por pouco tempo, passando a escrever crônicas esportivas, sendo admirado e respeitado por colegas de peso em todo Brasil. Jogando pelo Cruzeiro e em seus melhores momentos, me fez penar muitas vezes, eu na condição de atleticano, mesmo tendo no time o Dario Peito de Aço. Eu o perdoo porque grandes craques, independentes de seus times, têm, sim, fãs e admiradores.

       Do Tostão maiúsculo, transcrevo parte de sua crônica publicada em “O Tempo”, há uns dois anos.

      “Na semana passada, o brilhante jornalista André Trigueiro mostrou, em uma reportagem para o programa Cidades e Soluções do Globo News, o grave problema da poluição, de todos os tipos, nas grandes cidades brasileiras.
     
      Além disso crescem a violência, o barulho e o desrespeito aos cidadãos e às leis, Cometer infrações tão comuns como jogar papel  nas rua, estacionar em fila dupla são início para problemas muito mais graves, como a corrupção.
      
       O Brasil tem a sexta economia do mundo e está em 84º lugar no Indice de Desenvolvimento Humano (IDH), que é mais importante. Melhoram a economia e agravam-se os problemas sociais.”

        Diria pra nós a maioria: - E daí? O que o Tostão fala é o óbvio!É que nós não nos indignamos mais sobre estas constatações. Mais de 40/50 % dos municípios de hoje estão, como a Valadares de 1.952, sem esgoto; não há mais jeito ou disposição do poder público em combater quem suja o passeio e quem comete “pequenas” infrações de trânsito, o excesso de barulho, etc. E como a população joga sacos de plástico nos esgotos e nos cursos d`água, proíbem o comércio de fornecer embalagens. Ah, e se a estrada não cabe mais veículos e está esburacada, instalam radares,quebramolas e outras armadilhas similares.

      Recentemente descobriram que as estatísticas criminais mineiras não estavam corretas. Segundo a imprensa os órgãos integrantes da Secretaria de Defesa Social maquiavam os números, de forma a reduzir os índices de violência no Estado. O governador achou logo o culpado (não sei se pela maquiagem ou pelos altos índices da criminalidade...) Ah, pelos dois fatos?  Assim, do dia pra noite, exonerou seu secretário que deve ter ido maquiar dados na condição de  líder do governo na Assembleia Legislativa!!! Quer dizer... parece que uma solução foi dada às nossas necessidades de segurança. Assim, se referindo ao assunto, diria o “Nerso da Capitinga”: “PRA NOSSO DE-LEI-TE, POBREMA RE-SOR-VI-DO !”

sábado, 15 de março de 2014

CAUSOS RESGATAM HISTÓRIA DAS FERROVIAS

HISTÓRIA DAS FERROVIAS

PRESOS AO TENTAREM ROUBAR BANCO

PRESOS AO TENTAREM ROUBAR BANCOS

Coronel Zeder do Patrocínio- Admiração

 A Boina do Veterano

Admiro muito o coronel Zeder do Patrocínio, decano e  vice-presidente da União dos Militares de Minas Gerais, homem evoluído, de conceitos bem atuais, capaz, como poucos, de  subtrair do passado miliciano  seiva poderosa para alimentar nosso espírito de luta, mais ainda quando se trata de defender a instituição e sua família, a família militar das Minas Gerais.

Não poucas vezes, em suas falas, indignado com o direcionamento equivo-cado dado por autoridades a problemas ligados à nossa Corporação, ele conclama, claro que em sentido figurado, a que todos nós mantenhamos nossos” fuzis” lubrificados. Isto deixa os menos avisados sobressaltados, até entenderem que, para nos preservarmos e garantir nosso futuro, temos que estar atentos, bem informados e participativos. Por isto mesmo, além do fuzil, mantenho em condições minha boina. Ela protege contra as intem-péries, identifica e  motiva, principalmente. Tenho observado, em jovens integrantes da PM, um cuidado todo especial na escolha de destacada peça do uniforme.

O próprio Zéder tem nos ensinado que militar não aposenta. É da ativa, da reserva ou reformado e, não poucas vezes, se transforma em nome de rua.
Sou daqueles que aplaudem os veteranos que ajudam a conservar a his-tória relembrando os fatos por eles vivenciados. E quando assisto palpi-teiros inventando soluções para a segurança pública, à vista do caos
instalado no país, fico mais indignado ainda quando “descobrem” que as soluções dos problemas do Brasil passam pela extinção das PM.

Falar mal das Polícias Militares brasileiras está em moda. Principalmente depois das operações perpetradas por ocasião do “Copa das Nações”. Eu vi tudo por outro ângulo. Vi uma PM mineira ( e outras também) equili-brada, firme e intransigente com os baderneiros. Vi governantes e assessores  inseguros, perdidos mesmo, até resolverem colocar aos seus lados os comandantes e seus “milicos”.

 Aliás, e pra falar a verdade, nesses desmandos todos observados por aí, temos que agradecer ao pessoal que foi combater o vandalismo. Demons-trou que, a trancos e barrancos, o que sobrou dos (des?))governos, foram as PM – mesmo desequipadas e desatualizadas nas técnicas e táticas para  controle de distúrbios -  de todos os Estados, herdeiras  de um passado que se confunde com a história do Brasil.

Me faz muito mal ver no noticiário a queda de policiais militares, ou mesmo de outros segmentos do setor, assassinados por traficantes e assal-
tantes sem o menor sentido, de emboscada.  E olha que as famílias desses marginais – a maioria de gente honesta e trabalhadora – depende de segurança para viver. Noite passada um jovem tenente – ou aspirante – foi praticamente executado quando trabalhava na coordenação de uma UPP Unidade de Polícia Pacificadora na cidade do Rio de Janeiro. Tenho cer-teza que amanhã ou depois os noticiários se calarão sobre o evento. Enquanto isso, como cidadão, e desaprovo o não esclarecimento de seu sumiço, o morador de uma comunidade, de nome Amarildo – não me lembro de ter visto seu “currículo” – foi transformado num quase mártir por segmento da população, seu caso ocupa a mídia até hoje...

sexta-feira, 7 de março de 2014

RUIPM COM FOTOS

RUIPM COM FOTOS

SALÁRIO DA PMMG COM AUMENTO

SALÁRIO DA PMMG COM O AUMENTO

A BOINA DO VETERANO

Criei este Blog para atender ao pedido de meu grande Amigo Cel Wilalba que deve estar chateado comigo, uma vez que o Blog não entrou no ar ainda. Faz mais de 15 dias que criei. Meu amigo gosta de escrever. Escreve todos os dias e sobre tudo. Tem sempre uma história e estória para contar. Muitas mensagens, as quais eu sugeri que ele compartilhasse. A internet está aí com suas ferramentas grátis para que sejam utilizada em prol de uma coletividade e não podemos prescindir de tanto conhecimento que ele vai deixar aqui.
Meu Coronel. Um abraço!
Ferreira