Pesquisar este blog

sábado, 15 de março de 2014

Coronel Zeder do Patrocínio- Admiração

 A Boina do Veterano

Admiro muito o coronel Zeder do Patrocínio, decano e  vice-presidente da União dos Militares de Minas Gerais, homem evoluído, de conceitos bem atuais, capaz, como poucos, de  subtrair do passado miliciano  seiva poderosa para alimentar nosso espírito de luta, mais ainda quando se trata de defender a instituição e sua família, a família militar das Minas Gerais.

Não poucas vezes, em suas falas, indignado com o direcionamento equivo-cado dado por autoridades a problemas ligados à nossa Corporação, ele conclama, claro que em sentido figurado, a que todos nós mantenhamos nossos” fuzis” lubrificados. Isto deixa os menos avisados sobressaltados, até entenderem que, para nos preservarmos e garantir nosso futuro, temos que estar atentos, bem informados e participativos. Por isto mesmo, além do fuzil, mantenho em condições minha boina. Ela protege contra as intem-péries, identifica e  motiva, principalmente. Tenho observado, em jovens integrantes da PM, um cuidado todo especial na escolha de destacada peça do uniforme.

O próprio Zéder tem nos ensinado que militar não aposenta. É da ativa, da reserva ou reformado e, não poucas vezes, se transforma em nome de rua.
Sou daqueles que aplaudem os veteranos que ajudam a conservar a his-tória relembrando os fatos por eles vivenciados. E quando assisto palpi-teiros inventando soluções para a segurança pública, à vista do caos
instalado no país, fico mais indignado ainda quando “descobrem” que as soluções dos problemas do Brasil passam pela extinção das PM.

Falar mal das Polícias Militares brasileiras está em moda. Principalmente depois das operações perpetradas por ocasião do “Copa das Nações”. Eu vi tudo por outro ângulo. Vi uma PM mineira ( e outras também) equili-brada, firme e intransigente com os baderneiros. Vi governantes e assessores  inseguros, perdidos mesmo, até resolverem colocar aos seus lados os comandantes e seus “milicos”.

 Aliás, e pra falar a verdade, nesses desmandos todos observados por aí, temos que agradecer ao pessoal que foi combater o vandalismo. Demons-trou que, a trancos e barrancos, o que sobrou dos (des?))governos, foram as PM – mesmo desequipadas e desatualizadas nas técnicas e táticas para  controle de distúrbios -  de todos os Estados, herdeiras  de um passado que se confunde com a história do Brasil.

Me faz muito mal ver no noticiário a queda de policiais militares, ou mesmo de outros segmentos do setor, assassinados por traficantes e assal-
tantes sem o menor sentido, de emboscada.  E olha que as famílias desses marginais – a maioria de gente honesta e trabalhadora – depende de segurança para viver. Noite passada um jovem tenente – ou aspirante – foi praticamente executado quando trabalhava na coordenação de uma UPP Unidade de Polícia Pacificadora na cidade do Rio de Janeiro. Tenho cer-teza que amanhã ou depois os noticiários se calarão sobre o evento. Enquanto isso, como cidadão, e desaprovo o não esclarecimento de seu sumiço, o morador de uma comunidade, de nome Amarildo – não me lembro de ter visto seu “currículo” – foi transformado num quase mártir por segmento da população, seu caso ocupa a mídia até hoje...

Um comentário:

  1. Parabéns pelo artigo. Sou suspeito por ser vosso amigo. Mas eu sei do quanto o senhor tem para nos passar. Que o Brasil inteiro possa receber vossas mensagens diárias aqui.

    ResponderExcluir