Toda a imprensa está noticiando a morte de uma senhora
ferida durante troca de tiros entre uma, ou mais, não se esclareceu, guarnições
do Rio de Janeiro com marginais perto de uma localidade de nome Morro da
Congonha dia 16 de março passado. Os PM colocaram a mulher, ferida, ou já
morta, no cofre da viatura, prestando-lhe socorro. No trajeto, e não se sabe
por que, a porta do “camburão” abriu e o corpo da infeliz vítima foi arrastado
pela via por uns duzentos metros.
De plano qualquer filho de Deus conclui que a ação policial
foi um desastre. As cenas filmadas e divulgadas pela televisão chocantes, As pesadas
críticas encetadas pela imprensa perfeitamente aceitáveis e justas. Os fatos têm que
ser apurados e resultar em apenação, SE FOR O CASO, aos militares que deram causa a
ela. Tudo isto é lamen-tável, Entretanto, senhores, utilização do ocorrido para promoção
pessoal em época de eleições, por uma presidente e por um governador chega a
ser ridículo. São duas autoridades que nos devem postura, compostura e
equilíbrio. “Garimpar” simpatia e votos em cima da desgraça alheia tentando
encobrir seus próprios erros é de dar vergonha. Mais ainda quando o governador,
mostrando irritação, condena e pede, intempestivamente, a expulsão dos
policiais militares envolvidos. Eles gostam de jogar para a torcida e, premeditadamente,
em defesa de suas pífias gestões, lançam a mesma torcida contra as instituições
que eles mesmo dirigem.
Aliás, eu nunca vi as duas autoridades dando entrevistas irritadas
com o péssimo estado de nossos hospitais que eles administram e onde morrem sem
número de brasileiros todos os dias. Ou
demonstrando um mínimo de consideração com o dinheiro público gasto em
helicópteros, hotéis de luxo e viagens nababescas, recursos que deveriam estar
sendo melhor utilizados em recrutamento,
formação, equipamento e salários dignos para os policiais. Aliás, me desculpem
o termo, mas PM e Bombeiro do Rio de outros Estados do nosso Brasil, ganham uma verdadeira “merreca”.
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