Wilalba F. Souza
01set2.014
São coisas da cultura do brasileiro os vários tipos de
reação descabida em eventos públicos, principalmente em campos de futebol. Mas
já está passando do razoável e das medidas a forma como insistem em explorar a
cena de uma moça que, no Rio Grande do Sul, durante um jogo entre Santos e
Grêmio, embalada por uma “turba” emocional futebolística, acompanhou o coro
chamando o goleiro do Santos de macaco. - Ah! Isto é racismo! Todo gremista é
racista! Coitado do goleiro e outras
coisas mais, muitos gritaram...e daí pra frente! Todo mundo “revoltado”, doido
para condenar a torcedora até à morte,
embora a ação tenha partido de um grupo
em atitude orquestrada pelo inconsciente. Aliás, alguns famosos deste país que
se disseram vítimas de racismo logo ganharam mais manchetes e destilaram suas
indignações. Para os não famosos isto faz parte das exceções. Recentemente outra
moça, aliás muito bonita, e negra, reclamou das redes sociais quando, depois de
colocar sua foto com o namorado branco, teria sido discriminada em alguns
comentários. E, como um relâmpago, fizeram um escarcéu entre a discriminação e a
injúria discriminatória, etc, etc. Logo,
logo, toda produzida, maquiada e preparada foi pro ar, a linda morena (será que
posso falar isto ?) e teve seu minuto de
(fama?)aparição na TV, muito feliz (triste, não estava!) e sorridente
com o resultado da imprudência de um ou outro imbecil.
Como num estalo, a mídia e um sem número de hipócritas
condenou a torcedora a perder o emprego, sair de casa, junto com sua família,
para fugir aos apedrejamentos públicos, tal qual assistimos de atos fundamentalistas
que, vez por outra, divulgam em notícias
oriundas de países lá do outro lado do mundo. O gigante ébano (goleiro)
conseguiu massacrar, definitivamente, Davi ( a moça loura), que está
respondendo, sozinho(a), por todos os pecados do mundo. Estas ações,
alimentadas pelo poder midiático, está deturpando fatos e suscitando problemas como se fossem resquícios de ordem
racial, o maior dos dramas brasileiros! Tenho
minhas dúvidas. Aqui misturam todos os alhos com todos os bugalhos. Temos que
lutar contra toda e qualquer forma de discriminação, sim! O racismo é uma delas.
Há outros desequilíbrios sociais por aí que passam ao largo. O maior ídolo
esportivo brasileiro em todos os tempos, um tal de Edson, mais conhecido por
Pelé, anda por todos os lados aplaudido e de peito erguido. Nunca o vi
choramingando pelos cantos alegando ter recebido ofensas por conta de sua cor,
de sua negritude, ainda mais em estádio de futebol. Ninguém se indigna com as
ofensas aos árbitros e suas mães!
É lógico que eu e uma grande massa dos brasileiros não
coadunamos com as atitudes da torcida do Grêmio. Mas há de haver equilíbrio
entre as ações e as reações. Os limites da lei se adequariam à situação. A
contraventora, que tem recebido de muita gente boa, esclarecida (?) a pecha de
criminosa, já foi punida à exaustão. Infelizmente vai continuar a sê-lo, junto
com sua família e descendentes, pro
resto da vida, A polícia está em alerta, procuradores públicos atentos em busca
de...justiça! Tudo de maneira muito desproporcional, injusta, descabida e
carregada de hipocrisia, sob os aplausos de inocentes úteis que acreditam poder
uma discriminação corrigir outra!
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