Wilalba F. Souza
19/09/2.014
Uma pessoa de minha família passou mal
nesta madrugada e fui socorrê-la. Enquanto minha mulher se vestia para sairmos,
telefonei para o plantão do Corpo de Bombeiros que, imediatamente, deslocou sua
ambulância para atender nossa solicitação. Os atendentes, muito profissionais, atenderam
a pessoa doente e a levaram para o “Pronto Atendimento da Santa Casa em
Barbacena”. Lá mesmo me informaram, com sua experiência, sobre o que poderia
ter ocorrido. Adentrei ao estabelecimento e me assuntei como estado de coisas
lá existente. Pessoas misturadas, mal acomodadas em enfermarias e em poltronas,
numa sala contígua, em situação de sofrimento Inclusive meu familiar que,
reclamando dores, aguardava por um médico. Os esforçados funcionários, nem
sempre compreendidos por pacientes e seus acompanhantes, faziam o que podiam.
Daí a algum tempo, mais ou menos uma
hora após ter dado entrada, uma médica chegou, deu um diagnóstico preliminar e
aplicou medicamento junto ao soro ali mesmo, mantendo sua paciente em
observação sentada naquela cadeira pouco confortável. Mais tarde nós a
removemos para outro hospital que dispunha de melhores acomodações,
principalmente para quem tem plano se saúde. É sofrimento demais depois de uma
convulsão às 4 h da manhã, conseguir internamento só às 9, 9.30 h. Temos que
convir que as coisas, nessa área, estão indo muito mal. E, infelizmente, o povo
nunca admite que, de uma hora para outra, pode precisar de assistência médica,
senão exigiria mais de seus políticos.
Muitos poderão dizer que assim ainda está
muito bom, pois em determinadas localidades, pessoas morrem a toda hora, na porta
dos hospitais. Logo nossa assistência médica, de modo geral, é uma lástima,
pelo Brasil,uma vergonha sem tamanho, exceção feita a alguns bolsões de
excelência de freqüência restrita. O nosso governo afirma que está tudo bem
com a saúde, inclusive alardeando a
contratação de profissionais cubanos. Considero a nossa medicina uma atividade
elitista.Médico tem que ser rico, senão não presta. Às vezes só quem pode pagar
se salva. Os demais se estrepam, de modo geral, na rede pública insuficiente e
incipiente. Em Barbacena existe um prédio construído pela administração pública
anterior desabitado. Um elefante branco que precisa de equipamentos e gente
para atendimento. Não me admirarei se de uma hora para outra colocarem lá um
serviço qualquer da prefeitura. O povão tem memória curta e nem vai perceber.
Assim, por esse parâmetro solitário, não
teria eu, simples eleitor, motivação para votar pela continuidade de Dilma. A
senhora Marina nunca exerceu atividade executiva de porte. Foi ministra de Lula
e, me parece, só. Como dizem por aí, votar nela é dar um “tiro” no escuro.
Escrutiná-la seria correr um risco? Afirmam que ela necessitará de muito apoio
para conseguir “governabilidade”. Quem
sabe com sustentação do PMDB mediante entrega de alguns ministérios, vagas em
estatais e outros “empregos” menos votadas. Pode ser! Então vamos de Aécio
Neves, diriam alguns! Esse está mal das pernas até em Minas, onde deveria ser
quase unanimidade. Foi governador há muito tempo e, pra falar a verdade, seu
discípulo político, ex-governador Anastasia,
é quem está “por cima da carne seca”. Vai ser eleito senador. Conclusão: Está
muito difícil escolher em que votar para presidente. Vamos esperar mais um
pouco...continuo, como muitos, indeciso.
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