Wilalba F. Souza
16dez2.14
As informações em qualquer tipo de mídia
têm me provocado bastante e me obrigam a
refletir sobre diversos temas, embora isto adiante pouco. Aliás, quem se
preocupa em se inteirar dos acontecimentos de hoje sofre bastante. Às vezes me
nego a acreditar que estou
Muita gente condenada continua presa,
principalmente agentes financeiros ligados a bancos privados. Os políticos
líderes do esquema estão por aí cumprindo pena em liberdade vigiada, se é que
podemos dizer assim. E, nos jornais, leio que Lula foi, dia desses, depor na
Polícia Federal sobre esse mesmo assunto. Pra mim isto não passa de provocação.
O que o ex-presidente vai poder dizer sobre essas mazelas? Ele que nunca soube,
e nem deve saber, de nada. Estou convicto que ele sabe de tudo! Aí, minha
indignação leva junto ares de irritação. Exercer o direito da “delação
premiada” é que ele não vai fazer! Aí pergunto: chamar Lula lá...pra quê?
Este tipo de ocorrência vem se
banalizando. Não mexe mais com a atenção da maioria do povo. Uma chatice mesmo,
“resmungam” alguns, embora vários comentaristas políticos e econômicos
acreditem que, com essa derrocada da Petrobras, as coisas caminhem para
mudanças, porque organismos internacionais, ligados a investimentos, além de
desaconselhar colocação de dinheiro no Brasil, ainda tentam, via judicial,
recuperar perdas dos investidores que teriam sido lesados pelos seus diretores
corruptos. Lula e Dilma sempre disseram que a maior companhia brasileira era
limpa, séria e bem administrada. A segunda, como ministra, conselheira e
presidente repetiu o “mantra” e deu no que deu!
Enquanto isto, após ter participado, há
dias, de uma confraternização, oficiais e comandantes da PM ouvi reclamações
sobre o sufoco que é para dar segurança à população. O Estado precisa,
urgentemente, recompor os efetivos. É impossível, com o que temos, atender a
demanda. O “cobertor” está curtíssimo. O povo reclama e não há como dar uma
resposta ao menos razoável. Enquanto isto...
Domingo passado fui ao aeroporto de
Barbacena visitar amigos do aeroclube Barbacenense e do aeromodelismo. O pátio
estava lotado de aviões oficiais, para uma festa, parece que importante, na
Escola Preparatória de Cadetes do Ar que começara às 6.30 da “madrugada”. Um ou
dois jatos fizeram rasantes em cima da escola que se localiza no centro da
cidade. Pra mim é desrespeito com o povo, com velhos, doentes, em hospitais ou
não, e crianças. Pros comandantes e grande gama de bajuladores, inclusive políticos,
uma tradição. Uma falta de educação, sim, abuso de autoridade e... desprezo
pela lei. Uma rotina da qual poucos reclamam. Talvez tenhamos que voltar aos
tempos em que diziam: “os incomodados que se retirem,”. Só pode ser.
A respeito do evento no aeroporto,
comentou um amigo que chegara antes, apontando para uma imponente aeronave: “-
pois é sô, mais cedo chegou aqui aquele “Legacy” (modelo daquele que derrubou,
acidentalmente, um avião de passageiros da TAM há poucos anos) e de dentro
desceram três pessoas: um oficial e duas mulheres”. E concluiu: “- é muito
desperdício de dinheiro público! Deve ser importante comandante recebendo
“agrados” de quem nos governa!!!” Mais tarde aqueles aviões todos alçaram seus
vôos, com seus importantes passageiros e se foram. Às vezes, considerando a exiguidade de meios,
humanos e materiais, que as PM, e outras entidades do meio, têm para fazer policiamento,
fico com inveja, muita, de ver o enorme efetivo da EPCar imobilizado na nossa
quase bucólica Barbacena. Não sei qual o efetivo. Mas é gente “pra danar”!
De repente alguém poderá me perguntar o
que tem a ver os desmandos da Petrobras com as festas imponentes da
aeronáutica. E eu respondo: no caso da Petrobras o desvio é ilegal e criminoso. Representa desperdício, meios jogados fora;
no caso da nossa aeronáutica é tudo legal, mas
oneroso e representa desperdício também: baita desperdício!!! E como
existe esta prática neste nosso país, por todos os poderes!!! É uma provocação
ou não é ???
Escrevi esta humilde crônica ontem. É
coincidência demais, mas li, hoje, no jornal “O Tempo”, de BH, as impressões de
um oficial reformado da nossa Força Aérea, sobre acontecimentos observados e
sentidos por ele, em seu meio de vivência e convivência. Leiam, abaixo, “A
Democracia em Perigo”, de J G Clark, oficial aviador reformado da FAB.
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