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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

É nóis, mano...

                                             

Wilalba F. Souza                                                                           20fev2.015

O futebol, principalmente, e muitas outras atividades, incorporam, à nossa cultura, certos trejeitos que acabam por “se agarrar” às pessoas em geral, como chiclete em cabelos. Coisa difícil de sair. Passa-se gelo, pra endurecer, mas a tesoura tem de agir. Sai a “borracha” e parte da cabeleira. De São Paulo vemos a grande torcida corintiana, recheada, assim como outras similares, de maus elementos, verdadeiros marginais, que agem com violência se aparece alguém com outras cores que não as de seu time. Os incautos se protejam quando escutarem o grito, ou o mantra “ é nóis, mano”!  Tudo pode acontecer, desde um simples aceno, a uma pancada no “desafeto”, digo, no torcedor adversário. Certos brutamontes, encorajados pelo grupo, se  enchem de coragem e atacam suas vítimas impiedosamente. Depois da selvageria vão para casa como se nada tivesse acontecido. Às vezes, quando levados às delegacias, após identificação não consistente, são liberados, pois teriam cometido delitos de pequeno, ou baixo potencial ofensivo! E mais, isto acontece com pessoas consideradas pacatas, casadas e até pais de família, a exemplo do que ocorreu, no caso da morte daquele jovem torcedor paraguaio atingido por um rojão.

Com o tal “mantra”, se é que assim podemos denominar aquele vício do vernáculo, surge a gana de “conquista” não sabemos de quê, iniciada com embates campais nas imediações, ou mais longe até, das tais “arenas’, antes dos jogos, com prorrogação após o evento esportivo, seja qual for o resultado. E isso se irradia pra tudo enquanto é lado, sendo mais visível no setor público, numa demonstração de poder e superioridade em relação a ao povão sofredor, em nome de quem os políticos se constroem. Como exemplo somos levados a relatar a situação de Eduardo Suplicy, veterano político com semblante de padre professor, homem honestíssimo, que se aposentou, pelo teto, como senador deste nosso Brasil varonil, embolsando a módica quantia de uns trinta mil reais, mais tudo quanto mais lhe era de direito, proporcionado pelo sistema previdenciário do legislativo, deficitário e mantida pelo erário. Não bastasse isto, arrumou uma nomeação na prefeitura de São Paulo que lhe renderá mais uns vinte “quilos de caviar”, todo mês. É, ou não é, “nóis”? Isto é pra gente ver como as coisas nesta nossa terra andam de mal a pior. Nossos nobres parlamentares mineiros não fogem à regra e ficarão, neste fevereiro de carnaval, 11 dias “flanando”, enquanto a cornucópia continua enchendo suas algibeiras com parte do dinheiro que deveria ser mais bem empregado. E estão dizendo que o ex-governador Eduardo Azeredo vai se aposentar. Seu “filme” está queimado! Foi governador, deputado e senador, tendo renunciado ao último mandato por indiciamento no “mensalão mineiro”: isto vai render mais um “é nóis, mano”, ou, “é nóis, uai”!

O velho coronel Klinger, em seus escritos e palestras, sempre se referia às mudanças estruturais do tecido social, nos casos dos desvios comportamentais, enfocando delas as mazelas que comprometiam a segurança pública e a paz social. Tudo a ver com nosso dia a dia atual. Ainda mais quando um artista famoso, no caso o “Neguinho da Beija-Flor”, vai a público e declara, em alto e bom tom, que “o carnaval do Rio deveria agradecer à contravenção”. Ele que sempre foi protegido dos barões do jogo do bicho e de outras falcatruas, fica nem um pouco vermelho. Nem seus amigos, admiradores e fãs. Sinal de que estamos perdendo de vez, nosso restinho de pudor! Infelizmente, naquela bela cidade, contraventores sempre “deram as cartas”, inclusive em disputas políticas. E, é claro, são tantos os malfeitos que se expandem pela terra de Cabral (não só no Rio do ex-governador, mas no Brasil todo, de seu descobridor), que ficamos perdidos entre notícias ruins, muito ruins e péssimas, a ponto de todo mundo, até eu, comemorar o aumento do nível do reservatório do Cantareira, em São Paulo, em uns dois, três míseros centímetros.

No mais é assistirmos o Ministro da Justiça justificando sua tentativa de interferência no judiciário, o Lula, ex-presidente,  assumindo a coordenação política do governo (?) Dilma, mais essa enrolação para trazer o Pizzolato de volta (tem gente que não quer), a demora da divulgação da relação dos políticos enrolados com a Petrobras, a inflação se aproximando e o Corinthians, com seus torcedores, acharem que já são campeões da “Libertadores”, aos gritos de “è nóis, mano”. Se isto der errado, mano, eles botam pra quebrar!!! Pena que só aconteça com o futebol, pôxa!






sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

A Divina Comédia

                                    
Wilalba F. Souza                                                                  13/fev/2.015

Dante, atleta que joga na Alemanha e que, na Copa do Mundo, fez parte daquele time que, representando o Brasil, foi goleado por 7 X 1 pela seleção daquele mesmo país, tem reclamado que já não é respeitado, futebolisticamente, após aquela derrocada. Se, antes, atletas das equipes que enfrentavam a sua, viam nele um difícil obstáculo às avançadas dos atacantes, hoje “partem pra cima” com mais segurança, dificultando a atuação do brasileiro que se vê obrigado a trabalhar mais. E os críticos também não o “refrescam” em seus comentários.

Desde 1.958 o futebol brasileiro sempre se impôs pela qualidade de seus jogadores e pela simplicidade. Pelé reinou por anos a fio, mesmo considerando que os europeus, na condição de continente evoluído em todos os sentidos, não conseguia  acompanhar nosso “ritmo”! De tempos para cá começaram as “revoadas” de nossos craques pelo mundo afora. Fomos perdendo nossa identidade. Mal copiadas e adaptadas, as táticas estrangeiras, nos descaracterizaram. Assim fomos nos perdendo num amontoado de aventuras, inclusive econômico-desportivas, que resultaram na involução no esporte, dito bretão. Hoje somos apenas mais um na multidão. À frente, Inglaterra, Alemanha, França, Espanha, Argentina e muitos outros menos votados.

Oito anos antes da realização da “nossa” Copa, Lula e outras autoridades comemoraram “nossa” escolha para sede do grande evento, transformando-a em demanda mais política que esportiva. Vangloriava-se, o corintiano e presidente, que o Brasil emprestava dinheiro para o Fundo Monetário Internacional, promovendo, ao mesmo tempo, gastanças e expanção dos programas sociais eleitoreiros, usando e abusando da Petrobras que descobrira o pré-sal, futura fonte econômica em prol do sistema de ensino. Sobrava energia elétrica, financiava-se obras para os países vizinhos, um maná só! O ex-torneiro mecânico esbanjou e, a despeito das mazelas assistidas em tempos de mensalão, que financiou suas vitórias no Congresso, enfiou-nos goela abaixo sua candidata, D. Dilma, a reboque das benesses sociais e políticas, além de fazer média com bancos e outros setores da economia. Tudo muito bem engendrado, antes das feridas supurarem e causarem dor.

Obras e construções de estádios superfaturados e, diariamente denunciadas pela imprensa, seguiram em frente. Se ficar o bicho pega, se correr o bicho come, ouvíamos por aí, e ainda que o legado daquilo tudo seria enorme para os brasileiros. No fim, com tudo pelas metades e improvisações, veio o torneio mundial. Muita festa e uma seleção humilhada em todos os sentidos, com choradeira que dava pra encher os volumes ditos mortos dos reservatórios de hoje. Imediatamente explodiu a campanha eleitoral. Do futebol sobraram dívidas impagáveis, em cima de desperdícios e desvios. O que deveria servir de alavanca promocional  para a situação, foi abandonado, ainda mais que começaram a ser expostos os desvios da Petrobras. Muita mentira convenceu a maioria de que a continuidade dos gestores seria o melhor para todos, mais ainda para os dependentes dos programas sociais.

E deu no que deu! Nossos dirigentes do futebol, que sempre enfiaram os pés pelas mãos, sonharam e perderam o hexa-campeonato. E todo mundo sabe que títulos encobrem mazelas de administrações esportivas e mesmo as grosserias de governos incompetentes e pífios A CBF sempre soube disto. É uma casa fechada a produzir dinheiros e fazer a alegria de seus dirigentes. É uma fortaleza inexpugnável onde nem a tal de “longa manus” alcança!!! Nosso governo é assim também! Mesmo perdendo, não as eleições, mas a estabilidade econômica, a Petrobras, a Eletrobrás, os Correios, as reservas financeiras, a governabilidade, a credibilidade no exterior e mais uma gama de possibilidades de melhorar a vida do povo. Entretanto, a exemplo da CBF, os dirigentes brasileiros, de modo geral, em todos os sentidos, estão “bem na fita”, e de nada podem reclamar! Basta aumentar os impostos, mexer nas conquistas sociais, manter a alíquota do imposto de renda, alimentar a inflação e apertar os cintos do povo, para se manterem como nababos em seus Palácios, no Congresso e nas Câmara, que “tá tudo certo”.


Aí alguém poderia perguntar, e a Divina Comédia? É um poema, escrito por Dante Alighieri, lá pelos anos 1.300, em três partes: o inferno, o purgatório e o paraíso. Cada uma dividida em trinta e quatro cantos. Assunto próprio para dissecação por eruditos. Não é o meu caso O craquíssimo brasileiro Dante, cujo nome deve ter sido inspirado naquele que teria sido um dos precursores da língua italiana moderna, me levou a tratar de uma tragédia não tão divina assim, que nos persegue e nos incomoda.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Atacaram São Tomás de Aquino!



Wilalba F. Souza                                                                             09fev2015

Pois é, esses bandidos não perdoaram São Tomás de Aquino, uma pequena e pacífica cidade do sul, ou sudoeste mineiro, perto da divisa de São Paulo. Segundo a imprensa (O Tempo, de ontem), na madrugada anterior, uns vinte marginais, super-armados, esperaram que dois policiais militares adentrassem ao seu quartel e, após estacionarem sua viatura, dispararam suas armas contra o prédio e veículos em frente, num atrevimento que vem se tornando rotina por aquelas bandas. O que mais se sabe é que a poderosa quadrilha, ao mesmo tempo, estourou caixas eletrônicos de dois bancos e fugiu em quatro ou cindo carros, tomando rumo ignorado.

Informações dão conta que a cidade é sede de um pelotão, sem efetivo e preparo suficientes para reprimir ações desse porte. Com toda certeza, e a altas horas da noite, o melhor que os PM puderam fazer foi se proteger  das balas, informar aos superiores e...esperar. Nada mais! Tais registros, que não são novidade, reforçam nossa convicção de que estamos inferiorizados ante a criminalidade violenta. Assim, as pequenas localidades se transformaram em alvo fácil para assaltantes. Literalmente, botam a polícia para correr, isto quando não conseguem acuá-la em seus quartéis, até que seus saques sejam perpetrados.

Interessante é que, há uns dois meses, coincidentemente, depois de ouvir forte explosão, o pessoal de serviço lá mesmo em São Tomás, desconfiado de que poderia ser ataque a banco, e conhecedor do perigo que isto representa para ele, se protegeu e pediu reforço da sede da companhia, que fica em São Sebastião do Paraíso. Tarde da noite, como sempre, o comandante do policiamento reuniu duas ou três viaturas e foi em socorro dos companheiros, correndo o risco de lá chegar e deparar com grande número de marginais dispostos a tudo, com seu armamento pesado. Felizmente, para o reforço, o tal “estouro” deve ter partido de algum rojão mais forte, sem maior conseqüência que não o incômodo do deslocamento relatado.

Essa prática criminosa está se disseminado com uma velocidade muito grande pelo país inteiro. Vez por outra conseguem prender algumas quadrilhas. Só que, pelas facilidades criadas pela própria fragilidade dos estados e suas políticas de segurança pública, esses criminosos crescem como “tiriricas” e conseguem aterrorizar as pequenas populações. Diminutos efetivos mal dão conta das demandas locais e, nem de longe, poderiam contrapor esse nível de ação marginal. Não são um, ou dois “Guardas Belo” quaisquer, iguais àquele das revistas em quadrinhos, que vão “encarar” esse tipo de criminalidade! Ao mesmo tempo, me ocorre comentário feito por um cidadão, sobre o assunto, em que ele afirma que, nesses ataques, as perdas dos bancos são relativamente pequenas e cobertas por seguro, sendo desinteressante, economicamente, investir em novas tecnologias.

Enquanto as dinamites explodem rotineiramente, pessoas inocentes, ou não, vão morrendo nos fogos cruzados. Hoje mesmo noticiaram o falecimento de uma garota exatamente numa ação similar em São Paulo. No início do ano, os governadores Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais se reuniram para discutir sobre os problemas de segurança pública. Concluíram que há necessidade de suas forças policiais se unirem para combater a criminalidade em seu “trança, trança” pelas divisas, em périplo criminoso incessante e lucrativo. Só que, até agora, a despeito da grande projeção que conseguiram tais autoridades pelas mídias, tudo ficou por aí mesmo. E segue mais uma ação criminosa violenta no caminho da banalização. Enquanto isto as forças policiais, insuficientes e isoladas, vão perdendo a confiança da população que fica perdida no “mato sem cachorro”. Isto, do ponto de vista do usuário público é gravíssimo, impensável até!


quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Uma festa só! Aí eu choro...




                     Uma festa só! Aí eu choro...

Wilalba F.Souza                                                                        04fev2;015

Acompanhamos, de perto, as posses da presidente, de  governadores e de deputados. Não fosse a péssima da administração feita pela grande maioria deles, a começar pela d. Dilma, eu até que entenderia as festanças, em eventos muito concorridos e comemorativos de  vitórias eleitorais. Por esses palanques afora parecia até que, neste país de Deus, tudo corre às mil maravilhas. Infelizmente é exatamente o contrário. E, neste momento, não posso deixar de lembrar da figura de Lula e seus descaminhos. Ele que, após comemorar a vitória do PT nessas eleições cheias de irregularidades, escafedeu-se, pois a situação do país é vergonhosa, querendo transferir todas as culpas de tudo para sua sucessora, escolhida por ele mesmo. Só Deus sabe porque, e ele também!

E nós, velhos policiais militares, que acompanhamos essas crises já anunciadas e que nos assolam, a cada dia ficamos mais decepcionados com essa classe dirigente brasileira. Apaniguados, dinheiro e dificuldades não existem para eles. Apertos financeiros e orçamentários, nem ver! Um luxo só num país caminhando para o caos. Para comemorar, esta semana, as eleições de Renan Calheiros, vejam só, pela quarta vez para a presidência do Senado e de Eduardo Cunha para a Câmara, o Whisky rolou solto. Enquanto isto a nossa “presidenta” oferece cargos e cargos a essas autoridades em troca de apoio nas votações nas casas parlamentares. E o que é pior: essa dirigente, que sempre usou de tal metodologia em seu governo, quer continuar a fazê-lo, apesar dos resultados que indicam completo descontrole administrativo e financeiro deste país emergente. Ela quer apoio para continuar seus malfeitos, de difícil correção, senão vejamos a enxurrada de aumentos de taxas e impostos que, diz ela,  proporcionarão (?) o equilíbrio da contas. Déficit que ela, mesmo avisada, mas  visando chegar às eleições com a imagem de administradora eficaz, assumiu os riscos e provocou!!! Meu Deus!!! Tapeou muitos crédulos e os mais humildes e agora manda a conta.

E, integrada nessas confusões, a Policia militar de Minas, cujo novo comando tem um sério desafio que é recompor as nossas condições operacionais, em tempo de índice criminal avassalador. A começar pelo moral da tropa, evitando-se mal estar em relação às suas demandas de vencimentos e assistência à saúde. As contas dos nossos prestadores de serviço de saúde estão sendo atrasadas e muitos profissionais deixam de atender. E a família militar já começa a sentir os efeitos negativos dessa omissão. Considerando que a PM é uma das últimas reservas garantidoras   da paz pública, impõe-se, ao governo, a manutenção de suas totais condições de atuação. O efetivo é outro problema a ser solucionado, mesmo que a médio e longo prazos. E, observem com atenção, o  total do pessoal que cuida do meio ambiente na Grande BH é de 130 homens. São mais de quarenta municípios. É uma dose insuficiente de remédio que nada resolve em um organismo doente. Ainda mais que a seca – estão chamando de crise hídrica – não perdoa. E, o uso desses recursos naturais sem qualquer fiscalização, é devassador. Estamos falando de meio ambiente! E o resto?

Sinceramente, em se tratando de festa, estou mesmo curioso é para ver a lista de parlamentares, chefes de executivos e outros menos votados, a serem apresentados pelo juiz Sérgio Moro ao procurador Rodrigo Janot. E olha que tem jurista por aí “caindo de pau” nesses dois, alegando inconstitucionalidade nos processos em andamento. O Supremo que se prepare. Segundo alguns, juiz julga, cabendo aos promotores e à polícia a apuração das bandalheiras. É dose, mas tudo indica que a  “festa”  vai  ser  bonita. Pior é que esse negócio da Petrobras é como um buraco que não tem fundo. Não bastasse a corrosão nela instalada por essa elite dirigente, ainda a estão usando para, literalmente, “chupar o sangue” dos brasileiros. Olhem só o preço dos combustíveis! Logo via a empresa que tem a exclusividade da exploração e distribuição do petróleo e derivados no país. Nos esfolam e ainda têm disposição para fazer festas... com o dinheiro contribuinte. E, dessas confusões todas, ninguém fala mais que essas eleições passadas foram contaminadas pelo uso dos “petrorreais! Pior, estão noticiando que Lula quer indicar o sucessor da ex-competente Graça Foster...enquanto o ex-senador Suplicy, derrotado nas ultimas eleições, conseguiu uma “boquinha”  no governo de São Paulo, pra fazer não se sabe o quê,  já desanca a Polícia Militar, acusando-a de usar métodos impróprios na sua missão. Aí eu choro...








Poder e Autoridade





                                          

Wilalba F. Souza                                                                         27/01/2.015

É muito difícil explicar sobre as duas palavrinhas do título: poder e autoridade. Meu amigo, isto é coisa para estudiosos da língua, juristas, e outros teóricos! Quem sou eu pra atender a quem quer que seja sobre um questionamento deste nível! Na realidade, esse pretenso contador de histórias simples – tanto o contador, quanto as suas histórias – leva a vida como a maior parte dos mortais que zanzam por aí, sem se preocupar com análises mais profundas sobre significação de vocábulos, palavras e andanças teóricas em torno da semântica. Bem, sem fugir do assunto, mas querendo fazê-lo, vamos arriscar, sob a nossa ótica crítica, mais por vivência que por motivo científico ou teórico, um “pitaco” a respeito, não esquecendo de observar que a legislação tem cuidado, ao longo dos tempos, do controle desses assuntos. O Código Penal Brasileiro já especificou enquadramento legal de pessoas por abuso de poder, muito comum, anos passados, em processos judiciais contra policiais e agentes públicos que ultrapassavam suas competências em relação ao cidadão, mesmo o infrator. Hoje isto evoluiu para abuso de autoridade, para coibir os mesmos excessos, que dependendo de seu grau, podem ser considerados tortura, delito onde não cabe o recurso da fiança. E é muito comum vermos citações sobre o abuso do poder econômico, etc, etc. Como se vê, mesmo superficialmente, a “discussão” pode se estender e se estender.

É muito fácil entrar nessa confusão de prerrogativas, inclusive quem, em certas circunstâncias, as detêm. E isto é grave. Costumam dizer que os ricos têm poder, pois podem comprar consciência, muitos bens, de maneira ética ou não. Não é que, dia desses, um portentoso senhor adquiriu a virgindade de uma mulher muito bonita que oferecera sua preciosidade pela imprensa! Aí me “bate” uma dúvida: tem muito homem que consegue o mesmo de graça...! Que poder é esse? Ou somente o seria se ele conseguisse comprar qualquer mulher, e não aquela que se oferece... É complicado sô! Assim, se o ricaço tem “bala na agulha” para comprar qualquer bem material que lhe agrade, como automóveis, aviões, mansões, etc, muita gente chamaria esse felizardo de poderoso, certamente por esse aspecto. Aí é que aparecem as questões subjetivas da linguagem, coisas da semântica, diriam os entendidos...

O problema é quando misturam o poder com a capacidade de, legalmente, dar ordens, influenciar comportamentos e transformar ambientes. Os presidentes e mandatários de grandes corporações e nações são citados como poderoso, nem sempre pelos bens materiais que acumularam. Mais pela influência que exercem na direção de suas empresas e países. Hoje é muito comum ouvirmos por aí que Barack Obama é o homem mais poderoso do mundo por presidir a maior e uma das mais ricas democracias do planeta. No fundo é isto mesmo. Pode, em certas circunstâncias, mobilizar recursos, fazer guerras, influenciar países, mesmo entre erros e acertos. Nessa circunstância é que observamos um homem deter poder, “abraçado” à autoridade lhe foi delegada, no caso daquele país democrático, pelo voto. É uma autoridade por delegação formal, temporária, carregada de poder...e autoridade. Uma legitima a outra!  E há tiranos em condições parecidas, conforme relatos históricos. Hitler mexeu com o mundo e tinha apoio do povo alemão, alavancado pela propaganda oficial, faca de dois gumes, que anda por aí até hoje e, muitas vezes, fazendo estragos! E como! Assim, é comum assistirmos governantes e aliados querendo controlar a imprensa, hoje chamado de quarto poder!!!

Quando interessantes, são bastante difundidos o poder e a autoridade de de políticos, filósofos, outros pensadores e religiosos que conseguem acesso e transformação em grandes massas. No início do século passado evidenciou-se Mahatma Ghandi. Homem de princípios humanitários, poderoso, o líder espiritual enfrentou verdadeiros brutamontes nesta terra de Deus. Sua lição de vida foi inquestionável ao propugnar pela paz, usando de sua sabedoria e capacidade de convencimento, contrapondo-se à idéia do domínio de um povo por outro. Exemplo do bom uso do poder e da autoridade.  Coisa parecida com o que representa hoje o Papa Francisco (indicado para o Prêmio Nobel da Paz). Emissário de princípios cristãos e humanos, atualizado e moderno, congrega poder e autoridade em quantidades imensuráveis, inclusive para reconhecer os erros atuais e passados cometidos pela igreja católica. E os tem enfrentado com firmeza, com destemor, por incrível que pareça, correndo graves riscos por conta disto. Não dispõe, para tanto, de dinheiro ou exércitos, senão um talento e uma capacidade impar de se fazer entender, convencer e catequizar mentes: sua missão neste mundo de Deus. Feliz exceção entre as exceções!