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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Poder e Autoridade





                                          

Wilalba F. Souza                                                                         27/01/2.015

É muito difícil explicar sobre as duas palavrinhas do título: poder e autoridade. Meu amigo, isto é coisa para estudiosos da língua, juristas, e outros teóricos! Quem sou eu pra atender a quem quer que seja sobre um questionamento deste nível! Na realidade, esse pretenso contador de histórias simples – tanto o contador, quanto as suas histórias – leva a vida como a maior parte dos mortais que zanzam por aí, sem se preocupar com análises mais profundas sobre significação de vocábulos, palavras e andanças teóricas em torno da semântica. Bem, sem fugir do assunto, mas querendo fazê-lo, vamos arriscar, sob a nossa ótica crítica, mais por vivência que por motivo científico ou teórico, um “pitaco” a respeito, não esquecendo de observar que a legislação tem cuidado, ao longo dos tempos, do controle desses assuntos. O Código Penal Brasileiro já especificou enquadramento legal de pessoas por abuso de poder, muito comum, anos passados, em processos judiciais contra policiais e agentes públicos que ultrapassavam suas competências em relação ao cidadão, mesmo o infrator. Hoje isto evoluiu para abuso de autoridade, para coibir os mesmos excessos, que dependendo de seu grau, podem ser considerados tortura, delito onde não cabe o recurso da fiança. E é muito comum vermos citações sobre o abuso do poder econômico, etc, etc. Como se vê, mesmo superficialmente, a “discussão” pode se estender e se estender.

É muito fácil entrar nessa confusão de prerrogativas, inclusive quem, em certas circunstâncias, as detêm. E isto é grave. Costumam dizer que os ricos têm poder, pois podem comprar consciência, muitos bens, de maneira ética ou não. Não é que, dia desses, um portentoso senhor adquiriu a virgindade de uma mulher muito bonita que oferecera sua preciosidade pela imprensa! Aí me “bate” uma dúvida: tem muito homem que consegue o mesmo de graça...! Que poder é esse? Ou somente o seria se ele conseguisse comprar qualquer mulher, e não aquela que se oferece... É complicado sô! Assim, se o ricaço tem “bala na agulha” para comprar qualquer bem material que lhe agrade, como automóveis, aviões, mansões, etc, muita gente chamaria esse felizardo de poderoso, certamente por esse aspecto. Aí é que aparecem as questões subjetivas da linguagem, coisas da semântica, diriam os entendidos...

O problema é quando misturam o poder com a capacidade de, legalmente, dar ordens, influenciar comportamentos e transformar ambientes. Os presidentes e mandatários de grandes corporações e nações são citados como poderoso, nem sempre pelos bens materiais que acumularam. Mais pela influência que exercem na direção de suas empresas e países. Hoje é muito comum ouvirmos por aí que Barack Obama é o homem mais poderoso do mundo por presidir a maior e uma das mais ricas democracias do planeta. No fundo é isto mesmo. Pode, em certas circunstâncias, mobilizar recursos, fazer guerras, influenciar países, mesmo entre erros e acertos. Nessa circunstância é que observamos um homem deter poder, “abraçado” à autoridade lhe foi delegada, no caso daquele país democrático, pelo voto. É uma autoridade por delegação formal, temporária, carregada de poder...e autoridade. Uma legitima a outra!  E há tiranos em condições parecidas, conforme relatos históricos. Hitler mexeu com o mundo e tinha apoio do povo alemão, alavancado pela propaganda oficial, faca de dois gumes, que anda por aí até hoje e, muitas vezes, fazendo estragos! E como! Assim, é comum assistirmos governantes e aliados querendo controlar a imprensa, hoje chamado de quarto poder!!!

Quando interessantes, são bastante difundidos o poder e a autoridade de de políticos, filósofos, outros pensadores e religiosos que conseguem acesso e transformação em grandes massas. No início do século passado evidenciou-se Mahatma Ghandi. Homem de princípios humanitários, poderoso, o líder espiritual enfrentou verdadeiros brutamontes nesta terra de Deus. Sua lição de vida foi inquestionável ao propugnar pela paz, usando de sua sabedoria e capacidade de convencimento, contrapondo-se à idéia do domínio de um povo por outro. Exemplo do bom uso do poder e da autoridade.  Coisa parecida com o que representa hoje o Papa Francisco (indicado para o Prêmio Nobel da Paz). Emissário de princípios cristãos e humanos, atualizado e moderno, congrega poder e autoridade em quantidades imensuráveis, inclusive para reconhecer os erros atuais e passados cometidos pela igreja católica. E os tem enfrentado com firmeza, com destemor, por incrível que pareça, correndo graves riscos por conta disto. Não dispõe, para tanto, de dinheiro ou exércitos, senão um talento e uma capacidade impar de se fazer entender, convencer e catequizar mentes: sua missão neste mundo de Deus. Feliz exceção entre as exceções!













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