Wilalba
F. Souza
27/01/2.015
É muito difícil explicar sobre as duas
palavrinhas do título: poder e autoridade. Meu amigo, isto é coisa para
estudiosos da língua, juristas, e outros teóricos! Quem sou eu pra atender a
quem quer que seja sobre um questionamento deste nível! Na realidade, esse
pretenso contador de histórias simples – tanto o contador, quanto as suas
histórias – leva a vida como a maior parte dos mortais que zanzam por aí, sem
se preocupar com análises mais profundas sobre significação de vocábulos,
palavras e andanças teóricas em torno da semântica. Bem, sem fugir do assunto,
mas querendo fazê-lo, vamos arriscar, sob a nossa ótica crítica, mais por vivência
que por motivo científico ou teórico, um “pitaco” a respeito, não esquecendo de
observar que a legislação tem cuidado, ao longo dos tempos, do controle desses
assuntos. O Código Penal Brasileiro já especificou enquadramento legal de
pessoas por abuso de poder, muito comum, anos passados, em processos judiciais contra
policiais e agentes públicos que ultrapassavam suas competências em relação ao
cidadão, mesmo o infrator. Hoje isto evoluiu para abuso de autoridade, para
coibir os mesmos excessos, que dependendo de seu grau, podem ser considerados
tortura, delito onde não cabe o recurso da fiança. E é muito comum vermos
citações sobre o abuso do poder econômico, etc, etc. Como se vê, mesmo
superficialmente, a “discussão” pode se estender e se estender.
É muito fácil entrar nessa confusão de
prerrogativas, inclusive quem, em certas circunstâncias, as detêm. E isto é
grave. Costumam dizer que os ricos têm poder, pois podem comprar consciência, muitos
bens, de maneira ética ou não. Não é que, dia desses, um portentoso senhor
adquiriu a virgindade de uma mulher muito bonita que oferecera sua preciosidade
pela imprensa! Aí me “bate” uma dúvida: tem muito homem que consegue o mesmo de
graça...! Que poder é esse? Ou somente o seria se ele conseguisse comprar
qualquer mulher, e não aquela que se oferece... É complicado sô! Assim, se o
ricaço tem “bala na agulha” para comprar qualquer bem material que lhe agrade,
como automóveis, aviões, mansões, etc, muita gente chamaria esse felizardo de
poderoso, certamente por esse aspecto. Aí é que aparecem as questões subjetivas
da linguagem, coisas da semântica, diriam os entendidos...
O problema é quando misturam o poder com
a capacidade de, legalmente, dar ordens, influenciar comportamentos e
transformar ambientes. Os presidentes e mandatários de grandes corporações e nações
são citados como poderoso, nem sempre pelos bens materiais que acumularam. Mais
pela influência que exercem na direção de suas empresas e países. Hoje é muito
comum ouvirmos por aí que Barack Obama é o homem mais poderoso do mundo por
presidir a maior e uma das mais ricas democracias do planeta. No fundo é isto
mesmo. Pode, em certas circunstâncias, mobilizar recursos, fazer guerras,
influenciar países, mesmo entre erros e acertos. Nessa circunstância é que observamos
um homem deter poder, “abraçado” à autoridade lhe foi delegada, no caso daquele
país democrático, pelo voto. É uma autoridade por delegação formal, temporária,
carregada de poder...e autoridade. Uma legitima a outra! E há tiranos em condições parecidas, conforme
relatos históricos. Hitler mexeu com o mundo e tinha apoio do povo alemão, alavancado
pela propaganda oficial, faca de dois gumes, que anda por aí até hoje e, muitas
vezes, fazendo estragos! E como! Assim, é comum assistirmos governantes e
aliados querendo controlar a imprensa, hoje chamado de quarto poder!!!
Quando interessantes, são bastante
difundidos o poder e a autoridade de de políticos, filósofos, outros pensadores
e religiosos que conseguem acesso e transformação em grandes massas. No início
do século passado evidenciou-se Mahatma Ghandi. Homem de princípios
humanitários, poderoso, o líder espiritual enfrentou verdadeiros brutamontes
nesta terra de Deus. Sua lição de vida foi inquestionável ao propugnar pela paz,
usando de sua sabedoria e capacidade de convencimento, contrapondo-se à idéia
do domínio de um povo por outro. Exemplo do bom uso do poder e da autoridade. Coisa parecida com o que representa hoje o
Papa Francisco (indicado para o Prêmio Nobel da Paz). Emissário de princípios
cristãos e humanos, atualizado e moderno, congrega poder e autoridade em
quantidades imensuráveis, inclusive para reconhecer os erros atuais e passados
cometidos pela igreja católica. E os tem enfrentado com firmeza, com destemor,
por incrível que pareça, correndo graves riscos por conta disto. Não dispõe,
para tanto, de dinheiro ou exércitos, senão um talento e uma capacidade impar
de se fazer entender, convencer e catequizar mentes: sua missão neste mundo de
Deus. Feliz exceção entre as exceções!
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