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terça-feira, 30 de junho de 2015

Agora quem está perdido sou eu!!!


Wilalba F. Souza                                                                             25/jun/15
1.018
O brasileiro precisa, literalmente, ficar mais ligado às suas coisas, embora eu confesse que isto seja motivo de muito sofrimento. Tem gente que, com base em tendência política de sua livre escolha, torce para líderes e dirigentes como se eles fossem clubes desportivos, independentemente do trabalho que eles, em campanha, se propuseram realizar e não o fazem. Boa parte da população é levada a dar seu voto com base em propaganda deslavadamente enganosa, onde só os adversários têm defeito e, até, parte com o capeta. Quando Lula foi eleito pela primeira vez disseram que ele ia dar calote em credores, nacionalizar tudo e, quem quisesse se defender, antes que isto acontecesse, comprasse dólares. E, a bem da verdade, em suas falas, o candidato dizia “estar convencido de que” nossas riquezas escoavam para países ditos capitalistas, sem retorno para o povo brasileiro. E, com esse discurso, depois de anos a fio tentando, conseguiu votos dos brasileiros, de todas as classes, pois suas atenções seriam totalmente dirigidas à parcela mais humilde da nossa gente. O Partido dos Trabalhadores conseguiria, enfim, moralizar o país. Adeus desvios e roubos no erário público e melhores condições de sobrevivência para todos.

Me lembro que Fernando Henrique, não apenas um representante da elite social   e política, mas um neo-liberal de peso, durante e pós governo Itamar Franco, já presidente, circundado por assessores de peso, conseguiu dominar a inflação, uma espécie de monstro com o qual os mais velhos conviveram por anos a fio. Para solidificar sua obra, inventou e, literalmente, comprou (com nossos dinheiro, claro) sua reeleição. Aliás, o mesmo que o PT/Dilma/Lula fez (fizeram) logo depois. Várias medidas econômicas foram adotadas e nossa moeda, a partir de uma tal de URV (Unidade de Real Valor), atrelada, inicialmente, ao dólar americano, manteve, de maneira artificial, o poder de compra de todos, até  vir o nosso Real de hoje assumir, de maneira independente, o protagonismo como nossa moeda sonante, aí sim, passando a sofrer os impactos das medidas econômicas internas e os efeitos da economia mundial. Um Real equivalia, na sua implantação, a um dólar. Lembro de ter comprado um quilo de frango por centavos de real. Os petistas e seus aliados não acreditaram que tais medidas estabilizariam nossa moeda e criariam condições do país alcançar mais progresso e crescimento. Mas foi isto que aconteceu, mesmo com alguns percalços que não chegaram a abalar  a estabilidade. Comose sabe, Lula e sua turma ganharam as eleições com propaganda maciça de demonização de quem estava no comando do país, fazendo alianças que incluiu o PMDB, o maior partido brasileiro. 

Com a economia equilibrada, sem inflação, bom cenário mundial e com uma equipe conservadora, Lula se comportou bem no seu primeiro mandato. A dívida estava sob controle mas o governo começou a abusar da sorte, distribuindo, através dos cofres públicos, mais benesses que podia.  Projetos para a Copa do Mundo prometeram muito, fizeram pouco e gastaram acima do previsto; expansão até irresponsável de programas sociais onerosos e insustentáveis, mas com importantes retornos eleitoreiros; bolsa família, minha casa, minha vida, Fies e outros achegos que fizeram a alegria de muitas empresas e faculdades particulares, e ainda financiamentos de obras no exterior, via BNDS e intromissão exagerada nas estatais, como a Petrobras e a Eletrobrás. Enfim, uma festança, onde o presidente Lula “deitou e rolou” por oito anos, inclusive, segundo ele propalava, emprestando dinheiro para o FMI.

Os resultados dessas quermesses começaram a submergir no governo de Dilma, apadrinhada de Lula que, encerrado seu primeiro governo, se viu enterrada pelas notícias de corrupção, excesso de gastos, pedaladas contábeis, mentiras pré-eleitorais, pro-reeleição, acrescido a esforço hercúleo de marqueteiros pagos a peso de ouro, tudo indica, com dinheiro desviado de estatais. Coisa iniciada, no governo Lula, via “Mensalão”, desde a época em que José Dirceu era Chefe da Casa Civil Lulista. Hoje ele está “ruim das pernas”, mas houve tempo em que ele foi  muito poderoso e, caso suas artimanhas passassem em branco, seria presidente, mesmo antes de Dilma. Hoje o governo, o PT e seus aliados tentam, com medidas amargas, corrigir seus graves erros, apresentando a conta ao povo. De forma alguma reconhecem o quanto foram incompetentes e lenientes com nossas coisas e, mais ainda, com nosso país, nossa pátria. Não se curvam, “nem que a vaca tussa”, à cruel realidade hoje existente. Pior é que jogam a culpa pra cima, pros lados e para baixo, se declarando, diariamente, construtores da democracia e da maior igualdade entre os brasileiros. Tiveram que tirar o pé do acelerador. Aumentam impostos, tarifas públicas e ainda devem às empresas que prestam serviços aos onerosos programas por eles montados. Só Deus sabe onde isto vai dar, ou desaguar!!!

Esses desvios não são de exclusividade dos petistas, dos peemedebistas e de seus aliados. Esse pessoal da oposição também anda na mesma balada. Em Minas, embora Pimentel esteja no foco das atenções por envolvimento dele e de sua mulher em investigação da Polícia Federal, coisas de gasto de campanha mal explicadas, Aécio Neves também aparece na mira da Procuradoria do Estado, “sobras” ainda de sua administração como governador. Renata Vilhena, toda poderosa de seu governo tem um irmão empresário de transporte de valores atolado até o pescoço em desvios de dinheiro de bancos pela sua empresa, minimizados por inquéritos mal dirigidos pela Polícia Civil, causa de desentendimentos entre grupos de poder “intra corporis” naquela importante corporação policial mineira. Aliás, exatamente por causa de eleições, Anastasia, do PSDB, hoje um apagado senador por Minas Gerais, permitiu um verdadeiro desmanche na capacidade operacional de suas forças policiais militar, civil e bombeiros, “autorizando” enorme efetivo de gente ainda jovem ir para a inatividade. Um absurdo encoberto pelo silêncio de políticos, analistas e por quem mais teria o dever de “colocar tais impropriedades sobre a mesa”.

Hoje assisto, por todos os lados, quem cobre do Partido dos Trabalhadores um “mea culpa”. Sinto que da parte de todos os políticos deveria haver tal, ou tais atos. Mas parece que isto está longe de acontecer. Basta acompanhar o que ocorre no Estado do Paraná e outras unidades da federação, pessimamente administradas por quem se diz focado no bem popular, mas que passa ao largo e trabalha com  objetivos somente na próxima eleição. É o que se vê, por todos os cantos, por todas as mídias.
Lula é candidato à presidência em 2.018, juntamente com Aécio Neves ou Alkmin, este contornando a falta d` água e os escândalos das obras do metrô de seu estado. Logo, nós pobres mortais ficamos assistindo tudo isto sem poder fazer muita coisa. É muito difícil encontrar pessoas equilibradas dispostas a se empenhar onde uma presidente, maior autoridade do país, coloca em evidência nacional a mandioca, como uma grande invenção brasileira, uma bola, como a maior prova da evolução do “homo sapien” e, também, da “mulher sapiens”!!!



terça-feira, 16 de junho de 2015

E o meio ambiente?



Wilalba F. Souza                                                                                             16/jun/15

Dia desses comentei, com base em noticiário nacional, mais sobre o que foi veiculado principalmente pelo jornal “O Tempo”, de Belo Horizonte, a respeito do envolvimento comercial da mulher do governador Pimentel com um empresário dono de uma gráfica e prestador de serviços ao PT. Haveria indicações que ele “lavaria” dinheiro dessas doações confusas ao Partido dos Trabalhadores e seus candidatos. Tudo está sendo apurado pelos órgãos responsáveis. Entretanto uma candidata teria apresentado recibo de muitos milhões de reais de gastos numa campanha a deputada estadual, na qual teve menos de trinta votos. Nessa história toda de altíssimos  números e, por fim, descobriu-se que uma das pessoas encarregadas da prestação de contas  equivocadamente digitara cifras a maior, induzindo muitos a erros. Por exemplo, aos 330 ou 400 reais gastos, pela candidata, com a gráfica, a dita senhora teria pago uns quase trinta milhões a mais. O “mal-feito” está sendo retificado. Mas debaixo desse angú tem muito filé a ser descoberto, pois o tal de Bené – alcunha do empresário - da gráfica, vai ser instado e se explicar... será?

E eu já perdi a noção com números! Pequenos ou grandes. Os políticos e a imprensa já não se assustam com os bilhões, trilhões e zilhões que se jogam no limbo por aí. A praga da corrupção é uma doença difícil de ser combatida e ela adora isto, os zilhões!!! Negócios da Petrobras, dos Correios, do Mensalão, do metrô paulista, do Instituto do Lula, do Benezão, da mulher do governador, do governador do Paraná, de um prefeito daqui, de acolá e de alhures, do vereador, do deputado e de mais um monte de ervas daninhas que que brotam e proliferam por aí. O negócio é tão comum que caiu na rotina. Faz parte da nossa cultura e ninguém vai acabar com isto... Tudo indica. Não tem polícia nem Juiz Moro que dê conta!!!

Há uns três anos reclamei com a MRS (empresa concessionária da antiga Rede Ferroviária Federal, no trecho que passa por Barbacena), via portal de acesso aberto por ela a qualquer cidadão, dos níveis assustadores de barulho que eles promoveram em seus trilhos, via comboios. Uma enorme máquina cheia de luzes passou por eles e, depois disto, as longas composições que vão em direção ao interior de Minas promovem um zunido infernal, de dia ou de noite, em cima de quem reside pelas cidades onde os trens passam. De uma hora para o outra, a zoeira aumentou de maneira estranha. O incômodo é assustador. E o meio ambiente foi jogado no vinagre. Nesse clima, lucro é o que importa. A MRS me informou que o desconforto seria passageiro, e duraria uns dez dias, se não me engano, após uma espécie de polimento nos trilhos para prevenir acidentes, etc, etc, etc. Pra início de conversa, depois disto, o tal barulho por mim foi observado e demorou uns três meses para ser assimilado, minimizado, se é esse o sentimento a ser expressado.

Há uma semana uma funcionária daquela empresa gentilmente me telefonou e, no outro dia, ainda mandou-me um e-mail, comunicando que os trilhos seriam polidos, ou seja, vinha por aí barulheira em desfavor dos humanos. No meu caso, o prejuízo é pequeno, mas quem mora perto da linha, se lasca, como dizem os baianos... e os mineiros também. Como o brasileiro aprendeu e  acostumou a não reclamar de nada, vai perdendo em qualidade de vida, em um município barulhento,  desorganizado, sem posturas municipais, esburacado e coisas mais. Também, não sei pra quê eu tenho de reclamar da MRS, se as igrejas católicas, em princípio guardiãs da religiosidade e da moral, promovem uma algazarra infernal em suas comemorações ditas religiosas; se motoristas tresloucados montam em seus veículos sons hiper “tungados” elevando o volume de músicas (?) a níveis intoleráveis; e se a Aeronáutica, reconhecidamente uma instituição que vem, ao longo dos anos, nos privando de grandes áreas urbanas, um entrave a sonhados projetos urbanos, passa um dia de domingo sobrevoando, com aviões e helicópteros barulhentos, nossas residências, sem qualquer preocupação que não seja saciar-lhes o excesso de necessidade por algo que eles devem considerar um direito inalienável, garantidos por suas importantes autoridades, mas que pra mim é uma  injusta quebra do sossego público, de desrespeito ao meio ambiente e às pessoas consideradas certamente, pelos seus comandantes, de menos valia... só pode!!!



quarta-feira, 10 de junho de 2015

O Túnel de Carlos Drummont de Andrade


Wilalba F. Souza                                                                         10/jun/2.015

O caderno explicativo das solenidades do Dia do Pessoal da Reserva e Reformado da Polícia Militar de Minas Gerais, deste ano, nos apresenta, como sempre, os históricos das medalhas comemorativas “Coronel Fulgêncio de Souza Santos” e “Dever Cumprido”. O patrono da primeira morreu em combate lá mesmo, no túnel famoso, contribuindo para a vitória das forças mineiras em 1.932, sobre os paulistas, na Revolução Constitucionalista, assim por eles batizada e comemorada, mesmo após a derrota. Eram tempos de vigorosas disputas pelo poder nacional. Eram tempos de Getúlio Vargas. Eram tempos de batalhas fratricidas. A segunda medalha, criada em 1.990, homenageia companheiros que depois de servirem por trinta anos na Corporação, completam mais trinta na reserva.

Com muita felicidade a União dos Militares de Minas Gerais transcreveu, no mesmo caderno, uma belíssima crônica de Drummont, intitulada “O soldado do Túnel”, com mais que interessante narrativa de sua inspiração, sob o prisma de quem esteve lá, bem pertinho. Na realidade, talvez por eu ter feito uma pesquisa rápida e superficial, não tenha logrado êxito em encontrar alguma indicação de que ele, uma das maiores figuras da literatura brasileira, tivesse comparecido fisicamente àquelas frentes de batalha, na divisa de Minas com São Paulo, na Serra da Mantiqueira, conforme a história designa. Assim, que tal darmos um passeio pela sensibilidade ímpar e pelo talento imbatível de um mineiro interiorano universal, lendo e apreciando seu rico texto, em homenagem ao soldado, retratando a figura do soldado mineiro, do soldado da Força Pública de Minas Gerais, do soldado da Polícia Militar de Minas Gerais, enfim?


                                            O soldado do túnel
                                                                        Carlos Drummond de Andrade

   “Não tendo o hábito nem o prazer dos discursos, transmitirei apenas, pelo microfone, uma imagem de trincheira, colhida nas linhas do sul. Quero oferecê-la à sensibilidade e meditação dos meus patrícios. Eu estive diante do Túnel e vi o soldado lutando.
     E o soldado não me viu, porque estava lutando. Estava integralm,ente lutando. Com o corpo dentro da terra, tal um bicho inferior, sua cabeça alçava-se à superfície e era como um acontecimento humano na paisagem da serra. Corpo, cabeça, e fuzil faziam um só indivíduo e acusavam uma só decisão.
     A princípio meus lhos não distinguiram bem, porque da luminosidade da serra havia passado para a escura e silenciosa trincheira. Percebia a terra cortada de fresco, os torrões ainda se esboroando, os degraus improvisados, os ramos secos e as vigas suspensas sobre nossas formas tateantes. Caminhávamos, tropeçávamos. E onde a luz não guiava, porque era ausente, guiou-nos o ruído seco, metálico, pontuado, das armas que detonavam. Foi então que eu vi o soldado – que eu senti o soldado, desenhando-se vagamente na estreita fita de luz coada pela abertura, onde havia a paisagem e havia o cano da arma.
      Aproximei-me daquela coisa grave e serena. Ele não percebeu. O olho na alça de mira, o pensamento no alvo, o mundo para ele era o morro fronteiro, mancha verde, onde devia haver uma trincheira espiando; a vida estava inteira naquele instante, e não havia nem marchas passadas nem caminhadas futuras. Havia um fuzil, um alvo, um homem e um morro. Tudo era extremamente simples, nenhuma estilização, nenhuma contingência e nenhum cálculo. O soldado estava lutando, estava sinceramente, profundamente lutando.
    Rocei-lhe com as mãos o caqui dos braços, inclinei o rosto sobre seu ombro esquerdo e vi o Túnel. A 500 metros de distância, a boca negra dormitava na base da colina, entre colinas que fechavam o horizonte e das quais saiam fogos. A presença humana denunciava-se naquelas alturas pelo zzz capcioso das balas, numa parábola instantânea. Mas na serra enorme eu via apenas um homem, feito de pau, de ferro, de substâncias indiferentes, um ser sem necessidades e sem desvios, agindo certo, visando reto, atirando firme. Eu via o soldado lutando.
      Cá embaixo, estavam as linhas menos batidas pela artilharia, estava o repouso nas barracas, alegrias noturnas do bar, vida multiforme dos dias comuns, dos dias que mesmo neste instante, são possíveis, quando se vide longe da trincheira e não se ouve o zzz de um besouro traiçoeiro, Cá em baixo, estava a rua cheia de músicas e vestidos, estavam também as imagens do amor, uma lâmpada acesa dentro de uma casa e um relógio que marca as horas, e um prato de sopa deixando subir a tranquila fumaça e os olhos ingênuos do filho e os olhos repousados da esposa. Estava a vida, para a qual só há um adjetivo, qualquer que ela seja: maravilhosa. Mas o soldado não via nada disso, porque estava lutando.


    Eu desci o morro, trazendo comigo o recorte daquela figura imensa, destacando-se como uma árvore ou uma torre. Eu trouxe para o meu trabalho miúdo e medíocre a admiração daquele soldado perfeito, anônimo e formidável, que lá está lutando na serra e são milhares, e cobrem uma linha que vai do sul ao triângulo e a linha do nosso absoluto dever trouxe-o para que ele enriquecesse o meu espírito e ensinasse o meu caminho. Vendo-o, pensando nele, procurando compreendê-lo, como é fácil viver este momento que o destino traçou a Minas Gerais. Todos os deveres são claros. As responsabilidades são nítidas. Mineiros estão lutando lá longe, nas alturas, aonde não chegam os boatos nem se insinuam as vacilações. E como poderíamos deixar que eles lutassem e fossemos ficando aqui, inertes, ridículos, pequeninos, fazendo o comentário malicioso dos telegramas, tecendo hinos desvirilizados à pacificação, dançando cinicamente o nosso tango ou distribuindo perversamente o nosso derrotismo?
    Vamos ser, como esse soldado, diretos e positivos. Se não suportamos todo o peso de seu fuzil nem temos todos a sua pontaria certeira, muita coisa há em nós que se eleva como um heroísmo e se abre como um devotamento. Vamos correr o mesmo risco. Há muitas maneiras de corrê-lo. Nos trabalhos subsidiários da campanha, nos serviços obscuros, na propaganda, na diligência, no fervor e na preocupação de servir nós também podemos lutar pela causa desse soldado. Seremos, é certo, mais humildes, porque do alto da Mantiqueira ele domina todo o Estado de Minas Gerais, e insere, na nossa “geografia cordial”, um ponto de infinita significação humana-mas seremos também soldados e lutaremos também”.

Mentira e Desonestidade


Wilalba F. Souza                                                                             09/mai/2.015

Taí um assunto em voga e que não é tão fácil”debulhar”. Tudo não passaria de encaminhamento sócio-educacional básico, diriam uns; outros garantiriam que é uma questão de berço, outros de... polícia. Nosso sentimento é de que a situação está “braba” e totalmente fora de controle. As consequências vão ser sentidas nas condições de vida do povo em geral, em forma de deteriorização das ações públicas que precisam de altos investimentos. Fica parecendo que todo mundo quer se locupletar. Está faltando, além de tudo, o cumprimento do que se promete nos discursos. A presidente Dilma, pra dar como exemplo a maior autoridade do país, mentiu muito, mas muito mesmo, quando de sua campanha eleitoral. Foi mais que desonesta com todos os brasileiros. E, ela mesmo, hoje, com o Brasil enfiado numa gama enorme de problemas, procede como se nada tivesse garantido em campanha eleitoral. Enquanto isto nossa democracia deturpada, deformada,  nos proíbe de fazer qualquer cobrança. Viraram, segundo a ótica da D. Dilma e seus seguidores, as reclamações, chororô de perdedores ou... discussão de um terceiro turno. Há alguns anos a mesma senhora presidiu um conselho decisório na Petrobras e, por sua autorização, foi adquirida uma refinaria de petróleo nos Estados Unidos que rendeu sérios prejuízos à empresa, acionistas e ao país. Por fim, sob seus olhos, já como presidente, ou presidenta, como queiram, a corrupção tomou conta da empresa e ela (a presidente) não pode ser investigada, mesmo estando escancaradas as denúncias de desvios espalhadas por todos os cantos. Parece que ela é inimputável, embora Fernando Collor de Melo tenha sido cassado por muitíssimo menos. Enfim, em política vale tudo...

Assim como eu, muitos chefes de família procuram incutir na mente de seus filhos a idéia da correção, da lealdade e da honestidade. Mas embora eu não arrede um centímetro das minhas convicções, em relação a isto, às vezes a “campainha” bate. Há alguns anos meu filho frequentou um cursinho com outros colegas de sua idade. De quando em vez os professores aplicavam testes de avaliação. Numa dessas oportunidades um dos alunos se gabou de ter tirado uma nota muito maior que o resto da turma e ainda saiu contando vantagem, mesmo revelando que havia colado. Coisa pequena que vai atingindo e se incrustando na mentalidade dos garotos. Aí, até depois de virarem adultos, vão exercitando desvios que se transformarão em atos desonestos e criminosos, para se conseguir seus objetivos. Comentei isto, à época, com minha mulher e chegamos a nos perguntar: será que estamos dando encaminhamento correto aos nossos filhos? Será que, assim procedendo, eles não serão prejudicados, pelo fato de não adquirirem “alguma maldade” para superar obstáculos e concorrências? E claro que nossa resposta foi uníssona: vamos manter os meninos na sua vida de retidão. Hoje, com todos eles independentes concluímos que tomamos a decisão acertada, pois são ótimas pessoas que gostam de fazer as coisas com correção  e honestidade.

Enquanto isto vamos assistindo vestibulares e concursos públicos fraudáveis e fraudados, deputados e vereadores usando notas fiscais frias para comprovar despesas, prefeitos se locupletando em negociatas com nomeações públicas, pouco ligando se vai faltar dinheiro para a merenda escolar, remédio para os postos médicos e investimento nas obras de saneamento, cruciais à vida da população. Agora, com esta crise econômico-financeira, vai faltar de tudo. Mais ainda! Menos para os políticos que já se instalaram e se “prepararam” para a crise. Representantes do congresso estão hoje viajando para as Arábias, Israel e Rússia. Ficam nos hotéis mais caros do mundo. Enquanto isto o “bicho pega” nos hospitais depredados, nas ruas esburacadas e inseguras. Nas escolas os professores protestam, também pelas universidades que tiveram enormes cortes orçamentários. Há muita confusão no setor de transportes urbano, grande negócio para empresários e agentes públicos em desvio de dinheiro. Virou uma festa! Estão até se esquecendo da Petrobras e sua destruição; o “mensalão” já é folha morta e, como tiriricas nas nossas hortas, sempre brotam fatos novos. Por exemplo: a mulher do governador Pimentel e ele mesmo, parecem estar envolvidos em negócios estranhos com um tal de Bené, dono de uma empresa laranja que movimentou milhões de reais de maneira suspeita. Até uma candidata a deputada pelo PT está metida nesse “imbroglio” pois, assalariada de uns R$2.000,00 mensais, teria apresentado ao TRE comprovação de despesa de campanha de mais de R$200.000.000,00. Isto mesmo, duzentos milhões de reais. Chego a pensar que seja mentira, embora tenha sido tudo veiculado pelo jornal “O Tempo” e pela revista “Veja”.




terça-feira, 2 de junho de 2015

Dia do pessoal da reserva e reformado da Polícia Militar do Estado de Minas Gerais


                               

Wilalba F. Souza                                                                               02/jun/2015

Anualmente a União dos Militares de Minas Gerais comemora o Dia do Pessoal da Reserva e Reformado, inspirada, principalmente, nos atos de coragem, brasilidade e heroísmo de muitos dos nossos antepassados, verdadeiros construtores da nossa Corporação e dos sentimentos patriótico mineiro e brasileiro. E a solenidade principal já se acha em andamento na nossa Academia da Polícia Militar, localizada no “Prado Mineiro”, lá mesmo em Belo Horizonte na rua Diábase, antiga Diabase, cujas grafia e  fonia foram corrigidas, oportunamente, pelo meu colega de turma, tenente coronel, pesquisador, escritor e poeta, João Bosco de Castro, reconhecidamente um dos avalizadores e importante alicerce da Academia de Letras João Guimarães Rosa, instalada no Clube dos Oficiais da PMMG. O João, como sempre o chamei, não é um daqueles Garrincha, nosso ídolo futebolístico, rudicularizava pelos gramados do mundo. Trata-se de um “craque cidadão” admirado pelas muitas pessoas que o cercam. Orgulho-me de conhecê-lo há exatos cinquenta e cinco anos, pois estudamos mesma turma do “ginasial” do Colégio Tiradentes em Belo Horizonte, quando a escola era capitaneada, literalmente, por Argentino Madeira, importante oficial que encaminhou centenas de estudantes para vitoriosas carreiras na PM e fora dela.

Bem, para coroar a importante comemoração, a União dos Militares agracia autoridades, companheiros, personalidades e instituições com a Medalha do Mérito “Coronel Fulgêncio de Souza Santos”, ela que foi instituída através do Decreto 24.973, de 26 set 85, que tenham prestado  serviços à UMMG . O nosso patrono foi morto em combate na Serra da Mantiqueira, no comando do 7º Batalhão, na Revolução Constitucionalista de 1.932, sob fogo incessante, mas concorrendo para a vitória mineira naquelas lutas fratricidas, debaixo de um clima mais que hostil e frio.
Em 1.985, via Decreto 31.773, de 30 ago 90, foi criada a “Medalha Dever Cumprido”, destinada a agraciar oficiais e praças sócios da União dos Militares de Minas Gerais que tenham prestado 30 anos de serviço e completado 30 anos na atividade. Esse é, por razões óbvias, um dos reconhecimentos mais buscados pelos milicianos. Em Barbacena estaremos comemorando importante evento dia 10 jun 15 no quartel do 9º BPM, em solenidade conjunta com o Comando da 13a RPM. Na oportunidade será agraciado o Coronel Orlando Antônio de Freitas, também meu colega de turma na Polícia Militar, com a "Medalha Coronel Fulgêncio de Souza Santos", e o Cabo Sebastião Arcenes Dias, com a "Medalha Dever Cumprido".

E, achando bastante interessante e oportuna as falas do Presidente da União dos Militares, Coronel César Braz ladeira, coincidentemente antigo colega dos bancos escolares do Colégio Estadual de Barbacena e da APM, transcrevo a nota assinado por  ele nesta importante data.

MENSAGEM DO PRESIDENTE UNIÃO DOS MILITARES DE MINAS GERAIS/2015

Mensagem do Presidente – 2015

Atingimos neste ano de 2015 a idade organizacional de 240 anos. Não é qualquer organização que consegue esta proeza, mormente no Brasil. Uma corporação como a Polícia Militar de Minas Gerais com quase dois séculos e meio de existência, há de ter algo a mostrar, e o tem! Possui acima de tudo, uma história! Sua história se confunde com a história da sociedade mineira e brasileira, e foi construída por homens que lhe deram vida e forma ao longo dos anos, dos séculos trazendo-a até os dias de hoje. Alguns destes se destacaram mais que os outros e cito o primeiro e maior deles, o Alferes Tiradentes. Outro, o presidente Juscelino Kubitcheck de Oliveira, acompanhados, de nomes com Fulgêncio de Souza Santos, Roberto Drexel, Otávio Campos do Amaral, Edmundo Lery Santos, José Vargas Silva,  Vicente Torres Junior, João Guedes Durães, Luis e Antônio de Oliveira Fonseca,  Pedro Jorge e Francisco Brandão, José Geraldo de Oliveira, Vicente Gomes da Mota,  nomes capazes como muitos outros de figurarem no panteão da corporação.

Quando concentramos nosso pensamento sobre figuras como estas deparamos com a riqueza moral, intelectual e profissional acima de tudo da vida da desta corporação. Descobrimos com relativa facilidade a razão da expressão “A MELHOR POLICIA DO BRASIL” que nos acompanha há muito tempo, e descobrimos que faz justiça a uma corporação que sempre buscou ao longo do tempo o profissionalismo, a lealdade aos seus superiores fossem eles os monarcas portugueses, os imperadores brasileiros, ou os presidentes e ou governadores provinciais, e atualmente a sociedade mineira nesta jovem e esperançosa democracia brasileira.

Ao focarmos o passado focamos as pessoas. Todos, desdes os destacáveis, até o mais anonimo dos integrantes da corporação e a maneira mais direta e óbvia de assim procedermos é a celebração desta data, “O DIA DO PESSOAL DA RESERVA E REFORMADOS DA POLICIA MILITAR”. Por isto nos reunimo-nos aqui! Para termos este fulgás momento de reminiscências  e reencontros, de lembranças  e de celebrações. Neste contexto fazemos a outorga das medalhas Cel Fulgêncio de Souza Santos e do Dever Cumprido. Aquela a autoridades militares e civis elencadas pela comissão de medalhas da UMMG reconhecendo os méritos e feitos dos agraciados, à luz da ótica da nossa entidade e a outra aos sócios com 30 anos de efetivo serviço na ativa e outros 30 anos na reserva e reformados. Nesta confraternização estribados no passado, miramos o futuro.

Cultuamos nossos interesses e avaliamos nossos compromissos para com a sociedade mineira no provimento da segurança pública e ousamos sugerir ao comando da Corporação na pessoa do Sr Cel Bianchini nosso Comandante Geral sua atenção para pontos delicados que se anunciam e se colocam para todos nós. Falo da regra da passagem para a reserva introduzida pela Lei 109 de 2010 que instalou, a nosso ver o desequilíbrio de efetivo na corporação e trouxe consigo medidas compensatórias de remuneração para estimular a permanência na ativa e ou a reconvocação de quem já se acha na reserva para retorno à ativa. Gratificações excepcionais que quebram a horizontalidade das remunerações desarmonizam o ambiente e criam inexoravelmente atritos entre iguais. Lembro do famigerado “terço” que permeou minha geração. Felizmente foi extinto no governo do Sr Itamar Franco. Não vemos com bons olhos tais medidas. Devemos evitar que sejam implantadas. Entendemos como paliativos, e reiteramos nossa proposta já apresentada neste ambiente,  em solenidade passada e reiterada ao então candidato ao Governo de Minas Sr. Fernando Pimentel em 2014, quando de encontro já na campanha eleitoral. Propomos:

·                   A volta dos 30 anos de efetivo serviço para todos os integrantes da corporação sem acréscimos de qualquer natureza estranhos à atividade;

·                   O fim da transferência compulsória para a reserva aos trinta anos;

·                   O direito ao militar de ir além desde tempo, a seu critério, de acordo com suas conveniências, protelando assim a transferência para a reserva e dando ao militar nesta situação, os direitos a promoção e ascensão hierárquica além da gratificação por tempo de serviço.

Saúdo, enfim, aos senhores agraciados com as medalhas “Cel Fulgêncio de Souza Santos” e “Dever Cumprido” e agradecemos a todos que contribuíram para a realização desta solenidade desejando enfim a todos os presentes nosso caloroso abraço.

Belo horizonte 02 de junho de 2015.

César Braz Ladeira Cel PM QOR
Presidente da UMMG