Wilalba F. Souza 16/jun/15
Dia desses comentei, com base em noticiário nacional, mais sobre o que foi veiculado principalmente pelo jornal “O Tempo”, de Belo Horizonte, a respeito do envolvimento comercial da mulher do governador Pimentel com um empresário dono de uma gráfica e prestador de serviços ao PT. Haveria indicações que ele “lavaria” dinheiro dessas doações confusas ao Partido dos Trabalhadores e seus candidatos. Tudo está sendo apurado pelos órgãos responsáveis. Entretanto uma candidata teria apresentado recibo de muitos milhões de reais de gastos numa campanha a deputada estadual, na qual teve menos de trinta votos. Nessa história toda de altíssimos números e, por fim, descobriu-se que uma das pessoas encarregadas da prestação de contas equivocadamente digitara cifras a maior, induzindo muitos a erros. Por exemplo, aos 330 ou 400 reais gastos, pela candidata, com a gráfica, a dita senhora teria pago uns quase trinta milhões a mais. O “mal-feito” está sendo retificado. Mas debaixo desse angú tem muito filé a ser descoberto, pois o tal de Bené – alcunha do empresário - da gráfica, vai ser instado e se explicar... será?
E eu já perdi a noção com números! Pequenos ou grandes. Os políticos e a imprensa já não se assustam com os bilhões, trilhões e zilhões que se jogam no limbo por aí. A praga da corrupção é uma doença difícil de ser combatida e ela adora isto, os zilhões!!! Negócios da Petrobras, dos Correios, do Mensalão, do metrô paulista, do Instituto do Lula, do Benezão, da mulher do governador, do governador do Paraná, de um prefeito daqui, de acolá e de alhures, do vereador, do deputado e de mais um monte de ervas daninhas que que brotam e proliferam por aí. O negócio é tão comum que caiu na rotina. Faz parte da nossa cultura e ninguém vai acabar com isto... Tudo indica. Não tem polícia nem Juiz Moro que dê conta!!!
Há uns três anos reclamei com a MRS (empresa concessionária da antiga Rede Ferroviária Federal, no trecho que passa por Barbacena), via portal de acesso aberto por ela a qualquer cidadão, dos níveis assustadores de barulho que eles promoveram em seus trilhos, via comboios. Uma enorme máquina cheia de luzes passou por eles e, depois disto, as longas composições que vão em direção ao interior de Minas promovem um zunido infernal, de dia ou de noite, em cima de quem reside pelas cidades onde os trens passam. De uma hora para o outra, a zoeira aumentou de maneira estranha. O incômodo é assustador. E o meio ambiente foi jogado no vinagre. Nesse clima, lucro é o que importa. A MRS me informou que o desconforto seria passageiro, e duraria uns dez dias, se não me engano, após uma espécie de polimento nos trilhos para prevenir acidentes, etc, etc, etc. Pra início de conversa, depois disto, o tal barulho por mim foi observado e demorou uns três meses para ser assimilado, minimizado, se é esse o sentimento a ser expressado.
Há uma semana uma funcionária daquela empresa gentilmente me telefonou e, no outro dia, ainda mandou-me um e-mail, comunicando que os trilhos seriam polidos, ou seja, vinha por aí barulheira em desfavor dos humanos. No meu caso, o prejuízo é pequeno, mas quem mora perto da linha, se lasca, como dizem os baianos... e os mineiros também. Como o brasileiro aprendeu e acostumou a não reclamar de nada, vai perdendo em qualidade de vida, em um município barulhento, desorganizado, sem posturas municipais, esburacado e coisas mais. Também, não sei pra quê eu tenho de reclamar da MRS, se as igrejas católicas, em princípio guardiãs da religiosidade e da moral, promovem uma algazarra infernal em suas comemorações ditas religiosas; se motoristas tresloucados montam em seus veículos sons hiper “tungados” elevando o volume de músicas (?) a níveis intoleráveis; e se a Aeronáutica, reconhecidamente uma instituição que vem, ao longo dos anos, nos privando de grandes áreas urbanas, um entrave a sonhados projetos urbanos, passa um dia de domingo sobrevoando, com aviões e helicópteros barulhentos, nossas residências, sem qualquer preocupação que não seja saciar-lhes o excesso de necessidade por algo que eles devem considerar um direito inalienável, garantidos por suas importantes autoridades, mas que pra mim é uma injusta quebra do sossego público, de desrespeito ao meio ambiente e às pessoas consideradas certamente, pelos seus comandantes, de menos valia... só pode!!!
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