Wilalba F. Souza 16/07/2015
E cortes nas despesas significam tudo a mesma coisa. Em se tratando de ações de governo para execução de orçamento, nada tem mudado ao longo dos anos. Em tempos passados, mas não tão passados assim, além do aumento das demandas da população, havia uma inflação galopante. Muito parecida com a que assola hoje a Venezuela, na base de dois dígitos, ou muito mais, ao mês. E os Venezuelanos que se cuidem, com a queda vertiginosa dos preços do petróleo – o Irã vai poder exportar também, depois do acordo sobre seu arsenal e pesquisa atômicos. Lá as coisas vão piorar e, certamente, os ânimos políticos restarão aquecidos!.
Mas não dá pra entender como nosso governo, em todos os níveis, parece não ter aprendido com exemplos do passado e, no mínimo, ter feito uma política econômica mais conservadora depois de controlada a desgraça da inflação. Infelizmente constatamos que esse pessoal que manda e desmanda não passa de amadores arriscando manobras pouco confiáveis com o dinheiro alheio. No meu tempo de criança eu diria que jogaram notas de cem “de grila”. Quem as pegou fez festa e hoje está todo mundo de ressaca e sem anti-ácido para tomar... principalmente as camadas mais pobres e que dependem dos baixos salários e aposentadorias para sobreviver.
E neste nosso país – dito abençoado por Deus, e deve sê-lo mesmo – vemos de tudo. Deu no jornal hoje, além de outros “furos”, que a nossa Polícia Militar vai fazer economia de munição nos treinamentos. Recomendação do governo. Considerando que a manutenção dos nossos quartéis deixa a desejar e que grande número de viaturas estão baixadas, salve-se quem puder. E lembrar que um companheiro da PM recomendou à população, a propósito da soltura de pipas com linhas de cerol, que quem visse deveria ligar para 190, ou 193!!! Brincadeira, só pode! Nossos céus estão, neste mês de férias, “qualhados” de pipas. Maioria com linhas cortantes. Marmanjões, crianças e até mulheres se juntam a essa prática que faz vítimas constantemente. Sei, sim, que ninguém vai preso por isto, embora seja crime... É problema de cultura, educação e formação familiar.
Aliás, mudando o foco, mas dentro do tema, esta semana me ligou um amigo “injuriado” com a insistência de motoristas estacionarem seus veículos em locais proibidos e sinalizados fora do centro da cidade de Barbacena. Eu o aconselhei a fazer a sua parte porque, há muito, esse tal de contingenciamento encerrou as atividades de fiscalização mais efetiva do trânsito urbano na nossa terrinha. E é simples: não existe efetivo. Sabe como é, o governo dito neoliberal do senhor Anastasia liberou geral e permitiu, com novas regras de aposentadoria no serviço público, que gente muito jovem, em plenas condições de trabalho, fosse pra casa, isto mesmo, se “aposentasse”. Pois é, perderam a eleição pra governador, mas o “benfeitor” hoje é senador da República!
Para esse meu amigo, que demonstrava irritação com motoristas, contei que, na rua onde moro, é comum o pessoal “guardar” carros no passeio, colado às casas e ainda depositar material de construção no mesmo espaço público, levando os pedestres a se deslocarem pela rua, competindo com automóveis. Como a polícia não coibe e a fiscalização da prefeitura inexiste, fica assim mesmo. Seria bem mais fácil que cada cidadão obedecesse os preceitos da boa educação e convivência comuns. Mas isto não acontece...
Voltando ao problema cerol, ou linha chilena – esta mais perigosa ainda – dia destes, outro amigo, motociclista, pelo Whats App, desancou a falta de ação do poder público contra quem solta pipa, contra o cerol, contra os pais, contra esses adultos que sobem nas lajes, colorem o céu, e às vezes com sangue, inocentes transeuntes, ciclistas e motociclistas. E ele tem toda a razão. Há uma omissão geral e irrestrita de todo mundo. E esses crimes vão continuar. Só que, em conversa com motociclistas que fazem parte de grupo desse meu amigo, fiquei sabendo que, em seus passeios na região, ele e os demais membros chegam a desenvolver 180/200 quilômetros por hora em suas possantes máquinas... impunemente! Dá pra entender?
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