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terça-feira, 28 de julho de 2015

Cuide da sua empresa

 Cuide da sua empresa

Wilalba F. Souza                                                                            27/jul/2.015

Sei que, de maneira geral, o trabalhador brasileiro nem se lixa pela empresa onde trabalha. E também que há uma rotatividade muito grande por diversos setores. Em tempos de vacas gordas, então, ocorrem os abusos de maus funcionários que forçam dispensas médicas e acumulam faltas. Os cofres do seguro desemprego “pagam o pato” nos casos de dispensas médicas e indisponibilidade por motivos vários. Nas crises econômicas, como a que enfrentamos hoje, há uma certa inversão, pois o desemprego assola a massa de dependentes do trabalho remunerado e o trabalhador se cuida um pouco mais, mas o tal de FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) é mais exigido com tanta gente inativa.

Se fossem tempos de crise nos governos que não o do PT, de certo as greves assolariam o país, mais em razão da sede dos seus partidários em assumir o poder. Em suma, haveria paralisações/movimentos políticos. Dessa forma, e com muitas apelações de cunho social e cheias de radicalismo, Lula foi eleito presidente. Depois de aparelhar as estruturas públicas e as estatais, e por mais de doze anos, os petistas dão as cartas e, mesmo assim, suas derrotas administrativas são visíveis, com sérios prejuízos à estrutura econômica brasileira e ao povo em geral. Mas não se vêm greves. Dominados, via sindicatos “chapa-oficial”, empregados de grandes empresas aceitam a redução salarial, numa tentativa de minimizar as dispensas. Se certo ou errado, não sei, mas claro que são dois pesos e duas medidas, facetas da atuação medíocre de mandatários despreparados para “remar” este barco, e que, agora, apelam para ajuda das oposições, antes por eles “desancadas”.

Sobre “cuidar de sua empresa” chamou-se atenção a entrevista de um delegado de polícia do Detran-MG que, preocupado com a falta de fiscalização de motoristas beberrões com o tal “bafômetro”, estava disposto a colocar “seu pessoal” na rua para fazer as tais “blitzens”. Não me parece ser, essa atividade, da alçada da nossa Polícia Civil, mas... seria interessante um esforço maior daquela Corporação em mobiliar as delegacias do interior, até de cidades importantes, para apuração dos milhares de crimes pendentes sem solução. Aliás, o pessoal da Polícia Militar, encarregado do policiamento ostensivo perde muito tempo na lavratura de ocorrências, exatamente pela precariedade de funcionamento das delegacias de polícia. 

Enquanto isto, jornais de São Paulo noticiam que o Governo daquele estado está pleiteando assumir as rodovias ditas federais, usando sua Polícia Militar, tendo em vista o aumento da criminalidade pelas cidades por onde essa vias passam. Evidentemente que tais medidas vão exigir maior esforço e investimento naquela Corporação, pois há de se dispor de efetivo e viaturas e outros equipamentos destinados e necessários ao cumprimento da missão. Enfim, não sei se isto vai acontecer, mesmo porque há um jogo de interesses do estadual versus federal nisto tudo, se não estou enganado. Aliás, entendo ser importantíssimo, a médio/longo prazo, as Polícias Militares investirem pesado no policiamento de trânsito rodoviário e meio ambiente, já que, me parece justo, terem as prefeituras maior responsabilidade política e operacional com policiamento ostensivo e bombeiros. Elas que se preparem!

E, no mais, cada um tomar conta de “sua” empresa, é uma das maneiras de ajudar o Brasil a se superar e melhorar seu pífio desempenho. Aliás, é nas crises que aprendemos a avançar e transpor obstáculos, não se esquecendo que ficar em “zona de conforto” só traz retrocesso. E ainda que, na condição de  funcionários públicos, civis ou militares, nossas responsabilidades aumentam, ainda mais que todos seremos atingidos, mais cedo ou mais tarde, pelos descaminhos e desencontros desse gigante ainda promissor!





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