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sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Políticos e Polícia

Wilalba F. Souza                                                                        29/01/2016

Ano passado, mais ou menos nesta época, o governador Fernando Pimentel assumia o Governo, na esperança de fazer uma administração de muitos resultados positivos. E, pra quem venceu eleições com as promessas comuns a qualquer político, não se podia esperar outro tipo de discurso. Agora, e sinceramente, não posso eu acreditar que ele, na condição de assessor muito próximo da presidente Dilma, não soubesse para onde estava indo nossa economia, coisa do conhecimento de quem, com um mínimo de discernimento, já  sabia que iria acontecer.

Bem, o novo governante reestruturou o comando da Polícia Militar e recomendou as mudanças decorrentes. Pra Barbacena – sede do 13ª Região da Polícia Militar – foi designado o, à época, recém promovido, coronel Carlos José Bratiliere, oficial de alto nível, que teria sido removido do 9º BPM, e de Barbacena, por influência da política peessedebista, sabe-se lá porquê. Alguém teria dito que ele era simpatizante do PT. Pessoalmente acho isto muito “rasteiro” e pobre. Interessante é que o comandante do 9º BPM no início de 2.015, tenente coronel Jesus Milagres, também promovido a coronel, foi removido para Lavras, designado para o comando da Região de lá.

Enquanto isto o deputado “cabo” Júlio assumia a vice-liderança do governo de Pimentel e, todo orgulhoso, prometeu eufórico, em entrevistas, e pela mídia, que “seu” governo, sim, ia realizar muito, principalmente para a Polícia Militar e Bombeiros. Acompanhou, claro, o discurso otimista de seu chefe. E todos sabemos como os exercícios administrativo, econômico e financeiro do ano passado foram nulos, retrógrados até, conseqüência dos desacertos dos governos federais e estaduais, sejam eles de quais siglas partidárias forem. Claudicante, o Estado conseguiu pagar aos funcionários públicos mineiros, todos os salários/vencimentos do ano, inclusive o 13º.

Os salários/vencimentos de janeiro deste ano foram depositados dia 13, quando normalmente isto seria feito cinco dias antes. Claro que foi início de crise, insatisfação e insegurança: Pimentel vai escalonar as datas de pagamento, em tese pelo valor dos salários, diluindo as despesas pelo mês. A medida provocou reunião de associações, com promessas de retaliação, caso o problema não seja resolvido. É muita dificuldade para, no nosso caso da PM e BM, os comandantes, eis que há muita influência externa, nem sempre direcionada a soluções com o equilíbrio, harmonia e responsabilidades necessários. O deputado Júlio, depois de se vangloriar, hoje é conciliador situacionista; o deputado “sargento” Rodrigues, agora opositor, e pior, inimigo visceral do ex-colega, virou feroz ativista, político radical, preocupado em se mostrar para “seu eleitorado”, ele que tem grandes pretensões futuras. Como, em Barbacena, a passagem do comando será dia 3 de fevereiro, com a presença de altas autoridades regionais e da Polícia Militar, mesmo estando previstas manifestações de militares estaduais um dia antes, na Praça da Assembléia, no dia anterior, temos que torcer para que isto seja realizado dentro de padrões ordeiros e democráticos, inclusive para não “melar” o evento de cá!

Por fim, antes que a gente se esqueça, o coronel Jesus Milagres, barbacenense que estava comandando a 6ª RPM de Lavra, receberá, do coronel Bratiliere, que está sendo transferido para a reserva, o comando da 13ª RPM. A gente que é mais velho sempre torce para que nossos colegas mais jovens sejam felizes e vitoriosos em suas empreitadas. Empreitadas sim, porque hoje não se consegue comandar e realizar nada sem muita paciência, criatividade e responsabilidade, acima de tudo!

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

O Prefeito e o Padre

Wilalba F. Souza                                                                       30/01/2010


Conheço o carnaval de Barbacena desde os antigos desfiles das simplórias escolas de samba e blocos que se mostravam, com muita alegria, pela rua XV. Não havia bagunça, a Praça dos Andradas servia de enorme salão para o povo onde não se registrava um mínimo de problema ou bagunça, a não ser por um ou outro folião meio descalibrado pela felicidade e... por umas doses a mais. Depois da meia noite, quem podia participava dos bailes do Olimpic, Andaraí ou Automóvel, clubes que organizavam excelentes folias.

O tempo foi passando e, só mais tarde, percebemos o quanto as coisas e nossa cultura mudam, como dizem os pernambucanos, muitas vezes a muque, quer dizer, à força! Os ajuntamentos no centro da cidade começaram a perturbar não se sabe a quem. Mesmo entendendo que com aumento populacional fica cada vez mais difícil manter o conforto e o controle das pessoas, ao longo dos anos não constatei esforço das autoridades na qualificação dos carnavalescos. Preferiram a comodidade, isolando aquela área.

Depois o evento foi levado para a Praça da Estação, continuando os desfiles de carros alegóricos e blocos pela Rua Olegário Maciel, conhecida pela existência de casas comerciais específicas, com poucas moradias residenciais. Tudo indica que a medida foi o início do fim do carnaval para quem gostava de levar seus filhos. Transformou-se, o local, em um reduto de quadrilheiros da periferia que iam lá para brigar. E a própria polícia se preparava mais para esse “combate”. O nível caiu demais e o noticiário das páginas policiais aumentou.

Anos após, transferiram a festa para a entrada mais movimentada de Barbacena, que é a Avenida Governador Bias Fortes. Sem estrutura para atendimento ao público, há algum tempo é base do acontecimento momesco, como se dizia nos “antigamentes”. E claro que nada parecido com as bonitas festas do centro, da antiga Rua XV, melhor frequentada por quem queria “brincar”. Além das brigas, muitos baderneiros subiam em terrenos baldios e lançavam pedras em cima do público. E os embates de quadrilhas continuaram. Pra piorar, era comum o trânsito de veículos pelo bairro Pontilhão se complicar, tendo em vista a parafernália que lá se instalava.

Este ano deverá haver, se os moradores de lá deixarem, nova mudança. Desta vez para a frente da Igreja de Santo Antônio, no bairro do mesmo nome. O pessoal está se revoltando contra o prefeito e o padre. Toninho Andrada e o pároco Eudes, parece, não estão sensíveis ao problema. Batem o pé para que “o povo” não seja prejudicado e sem carnaval! Reuniões daqui e dali, e quem lá reside está prometendo represálias, até contra a estátua de Eudes, homenageado, vejam só, em vida! Aí, já viram: quem vai pagar “o pato” é a polícia. E a gente pergunta: prejudicado que povo? Aquele pessoal que vai a esses eventos só pra brigar? Os moleques que já estão se programando para “tomar conta do pedaço”? Sinceramente, não acho justo!!!

É preciso que alguém sensibilize essas autoridades para o fato, e que as conscientizem de que festas naquele local só fazem barulho, e de montão, segundo reclamações de cidadãos que têm de conviver com o excesso de decibéis de  lá emanados, junto com os “batidões”, regados a bebida alcoólica e participação de menores desacompanhados, onde o que menos se procura são as bênçãos do santo mais popular da fé católica! Enfim, não podem transformar um pacato bairro em depósito de rejeitos do barulho dessas festividades pagãs, garantidos por quem devia cuidar do bem estar geral. Afinal, autoridades, o que os barbacenenses querem é que Vossas Excelências mantenham abertas suas mentes! Ah!!! E as portas do templo também!





quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Fossas e imprevisibilidade

Wilalba F. Souza                                                                        27/jan/2016

Já tive oportunidade de contar, para pessoas mais jovens, sobre as dificuldades que os funcionários públicos, há anos passados, tinham para receber seus salários e... em dia. Além de ganhar pouco, principalmente os policiais militares encontravam muitas dificuldades para criar os filhos, num tempo em que ser professor compensava  mais, pelo valor que lhe era dado pela comunidade. Os mestres possuíam “status” elevado e se destacavam por sua importante missão de educadores, num tempo em que as crianças respeitavam os mais velhos e as escolas. Ocorre que o Brasil cresceu desordenadamente e abandonou metas importantes que deveriam ter sido fortalecidas há décadas.

Lá pelos anos cinqüenta, até onde alcança minha memória, e no governo de Juscelino, as escolas públicas eram muito boas, maiores  preocupações dos dirigentes de modo geral. Professores, “recrutados”  e formados cuidadosamente, eram bem remunerados. Verdadeiros exemplos a serem seguidos. As famílias se orgulhavam de matricular as filhas nas “Escolas Normais”. Ter uma professora em casa constituía uma meta dos pais. Duas das minhas irmãs que fizeram isto já se aposentaram, mas pegaram um duro e decadente momento da educação. A atividade iniciou grave desvalorização a partir de seus salários que acabaram encolhidos de um meio século pra cá. O país se industrializou, as cidades cresceram desordenadamente, e as gritantes diferenças sociais fomentaram o surgimento dos bolsões urbanos de desigualdades, advindo a eclosão da  pobreza, de favelas e incremento da criminalidade.

Os integrantes da Polícia Militar mineira, experimentaram situação inversa, agravada a situação de segurança pública, de modo geral, após anos e anos, meio que desvalorizados pela sociedade que protegiam. A partir de 1.964, foram instados, por lei, a interferir com mais meios, técnicas e propriedade. Conquistaram, paulatinamente, suportes e vencimentos mais justos. E como foi rápido e desordenado o crescimento urbano que inverteu a lógica anterior, de índices criminais diminutos, embora a violência grassasse, pelo interior, via crimes contra a pessoa,  decorrente de intrigas, disputa de terras, de modo geral exercida por “pistoleiros”, a mando de fazendeiros e poderosos. No Vale do Rio Doce os policiais que se destacavam compunham os quadros de contingentes de captura, normalmente liderados por oficial. Quem, dos mais velhos, não se lembra do famoso “capitão Pedro Ferreira”, caçador de bandidos lá da região de Governador Valadares?
O abandono político da educação e do  saneamento básico, para citarmos apenas dois aspectos de nossa história, obrigou  mais investimentos em polícia que em escolas, professores e medicas básicas com a saúde, a começar pelo saneamento. Inverteram a equação de uma maneira complicada e  não sabemos aonde vai desaguar isto. Infelizmente! Nossos esgotos não são tratados até hoje, as escolas, salvo raras exceções, funcionam mal! Cada vez mais gastamos com o tratamento das doenças. Os hospitais estão entupidos, atendem mal e não dão conta, até nos grandes centros. Um absurdo  de desleixo. O nosso Brasil, por isto mesmo, está sendo abatido por males só observados nos países mais pobres do planeta, bastando, para isto, ver como o” Aedes Egypti” anda detonando o povão por aí! E o pior, já vão investigar o pernilongo! Será que ele também está distribuindo Chicungunha?

Para agravar a situação, nossa economia vai de mal a pior. Uma recessão perigosa nos atinge a todos. Então, aquele governo federal que há poucos anos se gabava de ter dinheiro à vontade e desperdiçou o quanto pôde e não pôde, está claudicante e afetado pela integral falta de apoio no Congresso. Os governos estaduais e municipais também falidos,  a ponto de parar, literalmente, inclusive com atrasos no pagamento de salários dos servidores. E ninguém percebe que a fossa esgotou, definitivamente, e está “derramando pelo ladrão”, tal qual a lama da Samarco, que vai virar história, sem solução; como o drama da boate “Kiss”, que pegou fogo e vitimou mais de duzentas pessoas; como a dengue e a tal de Zika Vírus que estão ganhando a guerra pelos altos índices de casos relatados. Assim, mesmo que o ano ainda não tenha começado, depois do carnaval a gente não deve ter muita esperança. Há uns três anos o Brasil só anda de marcha-ré! E nem precisa lembrar da lava-jato, do mensalão, das pedaladas e de outras mazelas que pipocam e pipocarão por aí! 

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Baratas tontas e as greves



Wilalba F. Souza                                                                           08/01/16


É lamentável, mas funciona assim. Nas campanhas eleitorais os políticos brasileiros – e deve ser a mesma coisa por outros cantos, mas aqui é demais – prometem mundos e fundos, sabedores que não vão poder cumprir com sua palavra. Assim, depois de assumirem seus cargos, vêm com desculpas mais deslavadas, enfiando pela goela dos eleitores aquilo que ele, o próprio eleitor brasileiro, sabia que não ia ser cumprido. Em suma, o político mente, o eleitor sabe que ele está mentindo, finge que acredita e vota. E fica difícil a gente dizer se alguém foi enganado. Mais grave: vota no que é mais bonito, no torneiro mecânico pobre e honesto, na mulher lutadora, gerentona,  mãe de família, ex-guerrilheira, no pastor da igreja e até no colega de profissão mais falastrão, como que respondendo a algum desaforo dos mandantes da hora. Não pode dar certo!!!

A presidente Dilma, candidata a um segundo mandato, depois de gastar mundos e fundos com desonerações e medidas assistencialistas fora das medidas, mesmo vendo que o barco adernava, pra não perder o poder, junto com seus aliados, contou deslavadas mentiras para o eleitorado, pintando em cores fortes e negativas seus concorrentes, que também não estavam com essa “bola toda”. E ganhou, por pequena margem, mesmo que embalada pelo dinheiro sujo da Petrobras. Só que, na hora de pagar a conta e as promessas, o barco afundou, o que não a impediu de perder uns quilinhos e utilizar botox para manter uma boa aparência. E, indo ao fundo o barco, vieram à tona os problemas. E todo o brasileiro de cultura mediana sabia que isto iria acontecer. Mas votou, acompanhando os milhões de beneficiados pelos programas assistenciais descontrolados, ameaçados de perder a bolsa. A administração (Dilma) represou os preços antes das eleições pra não se desgastar e, após, não teve jeito: como a lama samarquence, o dique arrebentou e o resultado está aí. Não bastasse uma carga tributária gigantesca, já houve aumentos e aumentos de alíquotas de produtos alimentícios, bebidas, combustíveis, e outros, vindo mais por aí, como a CPMF. O dragão está esfomeado!

Em suma, vamos ter mesmo que dar milho pra bode. Quanto mais dinheiro tiver esse pessoal, mais ele vai gastar, distribuindo benesses para amealhar votos e simpatias, às custas da classe média, que é odiada pelos movimentos sociais vermelhos, como o comandado pelo milionário Stédile, comandante do exército de plantão do Lula.

Bem, a exemplo do Rio Grande do Sul, que ano passado teve, e ainda terá, dificuldades para pagar seu funcionalismo, Minas Gerais, outra potência brasileira, vai atrasar pagamentos. E é confusão certa, por culpa desses políticos que vendem a alma pra sentar na cadeira de veludo. E o governador recém eleito já avisou: vamos ter que escalonar os pagamentos do funcionalismo, tendo em vista a queda na arrecadação estadual. Ele sempre quis o poder e já sabia disso, eu também, e não tem outra saída. Temos que enfrentar a dureza amarga de medidas destinadas a corrigir erros do passado. E não é só problema causado pelo PT. O PSDB de Aécio e Anastásia deixaram herança nada agradável, também, e não pode dar uma de santo. Reduziram, com medidas eleitoreiras, a capacidade operacional da Polícia Militar e dos Bombeiros, quando liberaram geral a transferência de gente nova para a inatividade. Enfim, é tudo gato num mesmo balaio. As práticas são idênticas. Conclusão: a corda arrebentou.


Agora “bombam” nas redes sociais sérias ameaças de paralisação de serviços públicos. Isto acontecendo em setores da segurança gera transtornos inimagináveis, ainda mais que Pimentel comete o erro de pagar em dia alguns setores, como os procuradores do Estado. Porquê será?  Vi esse filme na Bahia, há poucos meses. Já tem sido divulgado nas redes sociais – certamente por políticos adversários – vídeo-clip do deputado (não cabo) Júlio, hoje vice-lider do governo, se gabando, após eleição de Pimentel, que as coisas, com novo mando, iam melhorar para a Polícia Militar e Bombeiros. Não melhorou para PM, nem para o BM e piorou tudo para a classe dos servidores públicos estaduais. Enfim, o governo e seus assessores estão perdidos, como baratas tontas, sem dinheiro e sujeitos a enfrentar movimentos grevistas por todos os lados, ainda mais discriminando setores. Estão dando munição para oportunistas e agitadores! Fiquemos atentos!!!

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Ano Novo, de problemas velhos...e novos!!!


                             

Wilalba F. Souza                                                                05jan2016

A maioria de nós até torceu pra chegar, e logo, o 2.016,  e assistir  essa “zica” indo pra longe, de vez! As más notícias, ano passado, vieram em efeito dominó. Saudades, só da d. Zica do Cartola, compositor simplório de grandes inspirações. A sua homônima, que aí está, é coisa de doido, e tem múltiplas “armas” de ataque com real perigo, E seu transporte, um simples mosquito de nome esquisito, lembrando-me matérias que andei estudando nos tempos dos colégios de padre e do capelão Tafuri: aedes aegipti. Uma verdadeira mistura fina de línguas antigas: aedes (odioso), do grego e aegipti, do latim que indica de onde, em tese, surgiu o intrigante e perigoso inseto.

O bichinho veio chegando, chegando, meio que como não quer nada, há alguns anos e, sem ser combatido, assustou muita gente quando surgiram os surtos de dengue, uma doença irritante, que incomoda e, se não for tratada a tempo, leva à morte. Mas, enfim, todo mundo sabe disso, pois  é comum um amigo ou outro dizer que ficou hospitalizado ou doente em casa por cauda da tal... dengue. Os meios de comunicação, noticiando a enorme incidência desse mal, devido ao fraco combate ao inseto, cobrava do governo a morte do odiento e uma vacina. Já pensaram ? Com  remédio preventivo, que se lasque o tal aedes!!!

Tudo bem! Mas aí vem a tal “zica”. E do jeitinho que relatamos, chegou arrazando. Ela pega as pessoas e faz um arraso: nas grávidas provoca uma tal de microcefalia nos fetos. Muitos bebês morrem e os que se salvam ficam dependentes “ad eternum”. É triste. Muito triste! E agora, moço? Pergunta o rapaz de Pernambuco, onde a incidência é escandalosa. Coisa de país subdesenvolvido, como dizia o personagem de Paulo Gracindo, prefeito de Sicupira, “terceiro mundista militante”. E pra acabar com o perigo, só dizimando essa praga irritante. Exterminando seus focos. E o pior é que uma cientista já disse que isto é impossível: - Podemos diminuir a incidência, acabar com esse zumbidor, tem jeito não, concluiu ela!.

Há anos o nosso senador Cristovam Buarque vem pregando no deserto que nossa salvação está na educação. Ninguém ouviu, ninguém ouve. Então, o povo continua analfabeto funcional, deixando lotes vagos sujos e com lixo pelos centros urbanos, estocando água em caixas sem tampa, mantendo água em vasos de plantas e descartando pneus em todo lugar, poluindo cursos d`água, aumentando as chances dos voadores. Mais incrível que isto é que, na natureza, o inseto poderoso não carrega o perigo e serve apenas para comida de sapos. Então, senador, tem jeito não! E pior, o governo está sem dinheiro! Deve muito e pagta juros. Os hospitais, na sua grande maioria, pena por falta de material. A cidade do Rio de Janeiro, o cartão de visitas (dizem) do Brasil, não tem dinheiro para prover os seus nosocômios. O povão está na penúria, sofrendo essa barbárie. Os não doentes, ainda, já estão focados no carnaval e ... na olimpíada!

Há pouco mais de dois anos um amigo meu contraiu uma doença, em princípio rara, que vai paralisando os músculos. Síndrome de Guillain Barré. Embora desenganado, sobreviveu com pequenas seqüelas. Estão chegando à conclusão que esse odioso trás a “zica”, a chicungunha  e esse mal de conseqüências gravíssimas.

E por falar em falta de dinheiro e retrocesso, igual ao que vem acontecendo no Rio Grande do Sul, também o Estado de Minas vai atrasar os salários dos funcionários estaduais neste primeiro mês do ano. O pagamento vai ser depositado dia 13, ao invés do quinto dia útil. Já sabedor que este sistema centralizador de governo tem, segundo se ouve da imprensa, pendências mil e queda vertiginosa de receita, esses incômodos devem continuar. Torcemos para que não ocorram greves em setores essenciais da vida do cidadão. Nas polícias, então, deve haver bastante equilíbrio e que elas não sejam afetadas, em suas atividades, por paralisações incentivadas via políticos e oportunistas de plantão. A história dessas instituições está muito acima dessas intercorrências! Entretanto não há certeza se os salários de fevereiro serão pagos e... quando!