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terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Ano Novo, de problemas velhos...e novos!!!


                             

Wilalba F. Souza                                                                05jan2016

A maioria de nós até torceu pra chegar, e logo, o 2.016,  e assistir  essa “zica” indo pra longe, de vez! As más notícias, ano passado, vieram em efeito dominó. Saudades, só da d. Zica do Cartola, compositor simplório de grandes inspirações. A sua homônima, que aí está, é coisa de doido, e tem múltiplas “armas” de ataque com real perigo, E seu transporte, um simples mosquito de nome esquisito, lembrando-me matérias que andei estudando nos tempos dos colégios de padre e do capelão Tafuri: aedes aegipti. Uma verdadeira mistura fina de línguas antigas: aedes (odioso), do grego e aegipti, do latim que indica de onde, em tese, surgiu o intrigante e perigoso inseto.

O bichinho veio chegando, chegando, meio que como não quer nada, há alguns anos e, sem ser combatido, assustou muita gente quando surgiram os surtos de dengue, uma doença irritante, que incomoda e, se não for tratada a tempo, leva à morte. Mas, enfim, todo mundo sabe disso, pois  é comum um amigo ou outro dizer que ficou hospitalizado ou doente em casa por cauda da tal... dengue. Os meios de comunicação, noticiando a enorme incidência desse mal, devido ao fraco combate ao inseto, cobrava do governo a morte do odiento e uma vacina. Já pensaram ? Com  remédio preventivo, que se lasque o tal aedes!!!

Tudo bem! Mas aí vem a tal “zica”. E do jeitinho que relatamos, chegou arrazando. Ela pega as pessoas e faz um arraso: nas grávidas provoca uma tal de microcefalia nos fetos. Muitos bebês morrem e os que se salvam ficam dependentes “ad eternum”. É triste. Muito triste! E agora, moço? Pergunta o rapaz de Pernambuco, onde a incidência é escandalosa. Coisa de país subdesenvolvido, como dizia o personagem de Paulo Gracindo, prefeito de Sicupira, “terceiro mundista militante”. E pra acabar com o perigo, só dizimando essa praga irritante. Exterminando seus focos. E o pior é que uma cientista já disse que isto é impossível: - Podemos diminuir a incidência, acabar com esse zumbidor, tem jeito não, concluiu ela!.

Há anos o nosso senador Cristovam Buarque vem pregando no deserto que nossa salvação está na educação. Ninguém ouviu, ninguém ouve. Então, o povo continua analfabeto funcional, deixando lotes vagos sujos e com lixo pelos centros urbanos, estocando água em caixas sem tampa, mantendo água em vasos de plantas e descartando pneus em todo lugar, poluindo cursos d`água, aumentando as chances dos voadores. Mais incrível que isto é que, na natureza, o inseto poderoso não carrega o perigo e serve apenas para comida de sapos. Então, senador, tem jeito não! E pior, o governo está sem dinheiro! Deve muito e pagta juros. Os hospitais, na sua grande maioria, pena por falta de material. A cidade do Rio de Janeiro, o cartão de visitas (dizem) do Brasil, não tem dinheiro para prover os seus nosocômios. O povão está na penúria, sofrendo essa barbárie. Os não doentes, ainda, já estão focados no carnaval e ... na olimpíada!

Há pouco mais de dois anos um amigo meu contraiu uma doença, em princípio rara, que vai paralisando os músculos. Síndrome de Guillain Barré. Embora desenganado, sobreviveu com pequenas seqüelas. Estão chegando à conclusão que esse odioso trás a “zica”, a chicungunha  e esse mal de conseqüências gravíssimas.

E por falar em falta de dinheiro e retrocesso, igual ao que vem acontecendo no Rio Grande do Sul, também o Estado de Minas vai atrasar os salários dos funcionários estaduais neste primeiro mês do ano. O pagamento vai ser depositado dia 13, ao invés do quinto dia útil. Já sabedor que este sistema centralizador de governo tem, segundo se ouve da imprensa, pendências mil e queda vertiginosa de receita, esses incômodos devem continuar. Torcemos para que não ocorram greves em setores essenciais da vida do cidadão. Nas polícias, então, deve haver bastante equilíbrio e que elas não sejam afetadas, em suas atividades, por paralisações incentivadas via políticos e oportunistas de plantão. A história dessas instituições está muito acima dessas intercorrências! Entretanto não há certeza se os salários de fevereiro serão pagos e... quando!






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