Pesquisar este blog

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Baratas tontas e as greves



Wilalba F. Souza                                                                           08/01/16


É lamentável, mas funciona assim. Nas campanhas eleitorais os políticos brasileiros – e deve ser a mesma coisa por outros cantos, mas aqui é demais – prometem mundos e fundos, sabedores que não vão poder cumprir com sua palavra. Assim, depois de assumirem seus cargos, vêm com desculpas mais deslavadas, enfiando pela goela dos eleitores aquilo que ele, o próprio eleitor brasileiro, sabia que não ia ser cumprido. Em suma, o político mente, o eleitor sabe que ele está mentindo, finge que acredita e vota. E fica difícil a gente dizer se alguém foi enganado. Mais grave: vota no que é mais bonito, no torneiro mecânico pobre e honesto, na mulher lutadora, gerentona,  mãe de família, ex-guerrilheira, no pastor da igreja e até no colega de profissão mais falastrão, como que respondendo a algum desaforo dos mandantes da hora. Não pode dar certo!!!

A presidente Dilma, candidata a um segundo mandato, depois de gastar mundos e fundos com desonerações e medidas assistencialistas fora das medidas, mesmo vendo que o barco adernava, pra não perder o poder, junto com seus aliados, contou deslavadas mentiras para o eleitorado, pintando em cores fortes e negativas seus concorrentes, que também não estavam com essa “bola toda”. E ganhou, por pequena margem, mesmo que embalada pelo dinheiro sujo da Petrobras. Só que, na hora de pagar a conta e as promessas, o barco afundou, o que não a impediu de perder uns quilinhos e utilizar botox para manter uma boa aparência. E, indo ao fundo o barco, vieram à tona os problemas. E todo o brasileiro de cultura mediana sabia que isto iria acontecer. Mas votou, acompanhando os milhões de beneficiados pelos programas assistenciais descontrolados, ameaçados de perder a bolsa. A administração (Dilma) represou os preços antes das eleições pra não se desgastar e, após, não teve jeito: como a lama samarquence, o dique arrebentou e o resultado está aí. Não bastasse uma carga tributária gigantesca, já houve aumentos e aumentos de alíquotas de produtos alimentícios, bebidas, combustíveis, e outros, vindo mais por aí, como a CPMF. O dragão está esfomeado!

Em suma, vamos ter mesmo que dar milho pra bode. Quanto mais dinheiro tiver esse pessoal, mais ele vai gastar, distribuindo benesses para amealhar votos e simpatias, às custas da classe média, que é odiada pelos movimentos sociais vermelhos, como o comandado pelo milionário Stédile, comandante do exército de plantão do Lula.

Bem, a exemplo do Rio Grande do Sul, que ano passado teve, e ainda terá, dificuldades para pagar seu funcionalismo, Minas Gerais, outra potência brasileira, vai atrasar pagamentos. E é confusão certa, por culpa desses políticos que vendem a alma pra sentar na cadeira de veludo. E o governador recém eleito já avisou: vamos ter que escalonar os pagamentos do funcionalismo, tendo em vista a queda na arrecadação estadual. Ele sempre quis o poder e já sabia disso, eu também, e não tem outra saída. Temos que enfrentar a dureza amarga de medidas destinadas a corrigir erros do passado. E não é só problema causado pelo PT. O PSDB de Aécio e Anastásia deixaram herança nada agradável, também, e não pode dar uma de santo. Reduziram, com medidas eleitoreiras, a capacidade operacional da Polícia Militar e dos Bombeiros, quando liberaram geral a transferência de gente nova para a inatividade. Enfim, é tudo gato num mesmo balaio. As práticas são idênticas. Conclusão: a corda arrebentou.


Agora “bombam” nas redes sociais sérias ameaças de paralisação de serviços públicos. Isto acontecendo em setores da segurança gera transtornos inimagináveis, ainda mais que Pimentel comete o erro de pagar em dia alguns setores, como os procuradores do Estado. Porquê será?  Vi esse filme na Bahia, há poucos meses. Já tem sido divulgado nas redes sociais – certamente por políticos adversários – vídeo-clip do deputado (não cabo) Júlio, hoje vice-lider do governo, se gabando, após eleição de Pimentel, que as coisas, com novo mando, iam melhorar para a Polícia Militar e Bombeiros. Não melhorou para PM, nem para o BM e piorou tudo para a classe dos servidores públicos estaduais. Enfim, o governo e seus assessores estão perdidos, como baratas tontas, sem dinheiro e sujeitos a enfrentar movimentos grevistas por todos os lados, ainda mais discriminando setores. Estão dando munição para oportunistas e agitadores! Fiquemos atentos!!!

Nenhum comentário:

Postar um comentário