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segunda-feira, 25 de abril de 2016

Irresponsabilidades Institucionais

                          
Wilalba F. Souza                                                             22/04/16


Quando negligenciamos, mesmo que inadvertidamente, situações que poderão nos legar reação negativa em cadeia, para reverter o quadro, se isto ainda for possível, o esforço despendido poderá nos levar à impotência ou à saturação. Basta ter acompanhado a seção da Câmara dos Deputados para decidir a admissibilidade de a presidente Dilma ser “impitimada”, e depois, no senado, ser, ou não, confirmado seu impedimento via processo complexo, demorado, que implica interesses de todos os tipos, dando tempo  ao agravamento da doença.

Definitivamente, está tudo muito, muito complicado. O país experimenta uma convulsão política que puxa sua economia para o buraco. Os números dos índices de desemprego são altíssimos e, a bem da verdade a, nau está sem timoneiro. E já faz tempo. Estados e municípios sofrem com a baixa arrecadação e omissão de repasses federais, provocando falta de recursos destinados à saúde e a tudo mais. Não é uma crisezinha, uma “marolinha” qualquer. É um assunto que deverá ser muito bem cuidado depois de passado esse tsunami, que deixará vítimas aos montões.

Como já disse, isto leva tempo e exige paciência de Jô! Enquanto isto, o barco vai adernando. A presidente, acuada, sem apoio popular ou mesmo político, não desembarca. Foi eleita pelo voto, a alto preço, faz péssima administração e se julga no direito de, ela mesmo, acabar de por o navio a pique. Agora ela está no exterior, fazendo um discurso na Sede das Nações Unidas, pra uma finalidade só. Não iria, mas resolveu faze-lo pra denunciar o “ golpe”.

Em Minas, ontem, 21 de abril, e nas solenidades do Dia da Inconfidência, em Ouro Preto, uns 80 policiais militares – me parece que a maioria da reserva – e liderados pelo deputado Rodrigues, um ex-sargento, queriam adentrar a uma área não delimitada para a platéia e foram reprimidos pelos próprios colegas. A alegação é que iriam fazer uma manifestação, ora, ora, contra o parcelamento de salários. Esse senhor Rodrigues não tem jeito. Criar um problema desses, que constrange os PM que ainda se ruborizam com esse tipo de comportamento, simplesmente para usar o espaço como palanque, é, realmente, um impropério...

Além de não concordarmos com tal tipo de manifestação, seja o governador de qualquer partido, insisto em dizer que esse não é o papel de uma Corporação que detém uma das mais belas histórias de nosso país. Não é função razoável pra quem, constitucionalmente, tem, sim, o dever de, mesmo com sacrifício, levar a cabo sua missão de proteger a população. Esse deputado está querendo transformar – e consegue – nossos companheiros, reformados, reservistas e mesmo da ativa, em grupos parecidos com os movimentos mantidos pelo governo de esquerda que, se por um lado, têm seus objetivos de cunho social, por outro são liderados por pessoas aquinhoadas, tipo Stédile, que autoriza, com os “Rainha” da vida, invasões e destruição de patrimônios particular e público.


Como sempre, conclamamos os nossos colegas da reserva que não entrem na conversa desse deputado que, parece, nunca teve responsabilidade com o futuro da Polícia Militar e tão somente pretende preservar seus ternos bem cortados e seus cabelos engomados. Mesmo porque, pergunto, o que ele fez pelo pessoal que o acompanha? Seus objetivos estão centrados nos homens e mulheres da ativa! Senão nos lembremos do tal abono de resultados.  Cadê ele? No mais, agilizou legislação para que milhares de PM fossem para a reserva ainda muito novos e com todos os direitos, prejudicando a Polícia Militar que não tem efetivo para melhor atender à população, agravando nossa situação previdenciária, em total discrepância com o mundo de hoje. Nome disto: irresponsável institucional e sanha populista.

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