Wilalba F. Souza 19/set/16
Após o tal processo de cassação, da ex-presidente Dilma, temos observado que
grupos descontentes com a decisão do Congresso, continuam promovendo
manifestações, bastante inconformados com o novo (?) governo, agora encabeçado
por Michel Temer, antes vice-presidente. A maioria desses movimentos sociais,
controlados pelos mandatários “destronados”, via sindicatos, é claro, está em
“pé de guerra”, usando o que aprenderam em um passado não muito recente, como a
paralisação de ruas dos grandes centros, ateando fogo em pneus e outros
materiais incandescentes. Uma lástima!
Aliás, as palavras de ordem foram simplificadas. Viraram
o mantra “fora Temer”, embora, pelo menos que eu tenha visto, não haja apelos
pela volta de Dilma. A certeza que nos ocorre é que esse batido de lata deva
continuar até quando, não sabemos, alimentado por políticos que lutam por novas
eleições. Aliás, como gosta de eleições esse pessoal do legislativo. Mas, até
aí, tudo certo, não fossem os desdobramentos que incomodam a população ordeira
que quer ter uma vida normal, sem a violência que essas manifestações promovem,
infiltradas por radicais, e por “black blocks”.
Qualquer observador – e não precisa ser
dos mais atentos - consegue delinear,
entre os manifestantes, pessoal “treinado” para provocar o policiamento. É como
aquele indivíduo que, numa festa de fogos de artifício, acende o pavio. Daí,
qualquer ação da polícia provoca reação, em cadeia, dos manifestantes que, via
de regra, transformam-se numa turba. Pescar esses indivíduos no meio do “povão”
é muito, mas muito difícil mesmo. Estão sempre bem protegidos e sabem, sob
disfarce desaparecer,
logo após desencadeamento do tumulto.
Não devia acontecer, mas acontece. É
impossível qualquer instituição ter às mãos uma tropa perfeita para fazer esse
tipo de policiamento. Além do mais, esses manifestantes, a cada dia, se tornam
mais atrevidos e não temem mesmo as armas especiais usada pelos agentes da lei.
Balas de borracha, choques, bombas de efeito moral e de gás nem sempre surtem
efeito. Logo, são comuns entrechoques pessoais e prejuízos físicos de lado a
lado. Ao final, lógico, o contingente policial é condenado por ter se excedido,
etc, etc. Na delegacia, recebem quem depredou bens públicos e particulares, lavrando-se
o “incompetente” BO. Após, esses arruaceiros são liberados, recebidos pela
imprensa e por familiares como uns quase heróis, sorridentes e felizes, prontos
e motivados a repetirem seus descalabros!
Essa é a cultura no Brasil. Tudo muito
parecido com as torcidas, ditas organizadas, que “botam terror” nos estádios,
invadem centros de treinamento, agridem atletas e dirigentes, desrespeitam as autoridades,
partem pra cima do policiamento, se agridem e matam pessoas, sujando a história
do esporte e, em nada acontecendo com eles, voltam ao campo de batalha para bagunçar
a vida do cidadão pacífico. O pior é que tudo isto vira rotina, desde que você e
seus familiares não sejam atingidos por esses marginais de alto grau de
periculosidade. Nesse caso, também, só lhe restará pagar a conta!!!
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