Wilalba F. Souza 06/out/2016
Nossa experiência explica que, mesmo em
tempos de “vacas gordas”, sempre vão ocorrer carências quaisquer. Hoje cedo, no
“Bom Dia Brasil”, da TV Globo, acompanhei uma reportagem sobre a Polícia
Rodoviária Federal, que teria desativado alguns de seus postos por uma das suas
estradas importantes. Falta de efetivo, teriam concluído!!! Um dos imóveis
desocupados fora cedido para um posto de saúde, ou coisa parecida. O outro
estava entregue “às baratas”. Em suma, nestes tempos de carência, nada evolui.
No caso da polícia, então, fica visível, além de involução, uma grande falta de investimentos. O
crescimento das tais lombadas eletrônicas, pardais e outros tipos de sensores,
em locais mal sinalizados, ou de
mudanças bruscas de limites de velocidades, em princípio criados para
educar os motoristas, se transformam em armadilhas que punem todo mundo. O
descarte do policial, do ser humano, como encarregado de patrulhar, encolheu
até quase sumir. Está sobrando apenas propaganda enganosa a respeito. Me faz
lembrar as bonitas viaturas de escolta da tocha olímpica este ano.
Hoje fui à solenidade comemorativa do
10º aniversário da Companhia de Meio Ambiente e Trânsito Rodoviário da 13ª
Região de Policiamento Militar, sediada em Barbacena. Bonita
festa, realizada nas instalações do Hotel Senac/Grogotó. Muitas e merecidas
homenagens foram prestadas aos seus integrantes, esforçados militares que dão tudo
de si e se esforçam para cumprir, a duras penas, suas missões institucionais.
Sua área de atuação integra o mesmo espaço geográfico da Região, composta pelos batalhões sediados em Barbacena,
Conselheiro Lafayete e São João Del Rei. Efetivo dessa importante companhia:
122 homens. Sinceramente, fico estarrecido! É muito pouca gente para cuidar das
rodovias e do meio ambiente desse enorme pedaço de Minas. E é por essa razão
que, ao viajarmos pelas rodovias federais e estaduais elas se apresentam
desertas, desprotegidas, inseguras. “Pardais” não inibem bandidos. A presença
dos policiais assegura a ordem e proporciona mais tranqüilidade.
Há exatos dois dias uma quadrilha
explodiu os cofres de duas agências bancárias na cidade de Carandaí, aqui do
lado de Barbacena. Sem resistência, pegaram o dinheiro e desapareceram. É a
carência de investimentos em nossos órgãos de segurança que não possuem
condições de combater, como merecem, esses marginais, tidos de alto grau de
periculosidade e, mais ainda, atrevimento. E pergunto, como assim, se eles
conhecem a fundo as nossas fraquezas e incapacidade operacionais? Pelas nossas
estradas, sejam federais ou estaduais, despoliciadas, passam todos os tipos de
criminosos, de traficantes, contrabandistas e assaltantes.. Considerando a
localização de Carandaí, seria quase inimaginável que o “aparato?” policial
instalado na região deixasse fugir esses quadrilheiros! Não foi o que aconteceu
e, analisando as circunstâncias, toda essa fragilidade favorece a bandidagem
que, enfim, nem pode ser considerada tão atrevida e destemida assim!
Nenhum comentário:
Postar um comentário