Wilalba F. Souza 07/Jan/17
O senador Aécio Neves governou Minas
Gerais, como quis, por oito anos. Escolheu seu vice, Antônio Anastasia, um
técnico competente, que o substituiu e, na esteira do mentor, ficou, no Palácio
da Liberdade, por mais um tempão, até por mérito eleitoral. Aécio, do PSDB, enquanto
governador, contraiu uma dívida gigantesca para construir o suntuoso Centro
Administrativo, logo depois da Pampulha. Quis concentrar secretarias, e outros
órgãos, segundo ele, numa mesma área, o que facilitaria a governabilidade, eis
que todo o comando estadual estaria por perto. E economizaria bom dinheiro com
o não pagamento de aluguéis. Eram tempos de Lula, dono do PT – outro sonhador, desinformado
– que jogou muito dinheiro público pela janela, roubalheira e corrupção à
parte! Essa conta de bilhões de dinheiros, do Aécio, deve durar mais de trinta
anos para ser paga, se isto for feito. Pior, segundo informações repassadas
pela imprensa, é que as despesas do governo mineiro com aluguéis aumentaram em
percentuais muito altos, mesmo assim, a despeito da tal centralização física.
Anastasia, de quem se esperava mais “temperança”
na administração, até que começou bem, dando a entender que agiria com
parcimônia e “economicidade”, no trato com dinheiro público. Que nada! Daí a
pouco, nos troca-trocas políticos partidários, abriu as comportas. Uma delas? A
possibilidade de transferência para a inatividade de gente muito jovem, dentre
servidores públicos, com todos os direitos. Promoveu, ele e seus aliados, um
“desmanche” nos efetivos policiais, militares e civis, reduzindo e muito, a
capacidade operacional dessas corporações, prejudicando a população, pouco
informada nesse campo. Isto provocou aumento das despesas previdenciárias,
irresponsavelmente, cujos reflexos estão desaguando, como diriam os mais
velhos, no nosso lombo! Claro que não se trata de assunto novo, mas nosso senador
Anastasia, com seu jeitinho quase angelical, agravou, com um grande empurrão, esses
desarranjos. Considerando que, dependendo das tratativas de renegociação da
dívida do Estado de Minas Gerais, com a União, poderão surgir restrições ao
recrutamento de policiais, por dois ou três anos, tememos por maior
enfraquecimento, ainda, das ações de segurança pública, eis que a evasão de
pessoal ainda é galopante. E olha que não abordamos sobre outras áreas, como
ensino e saúde e, menos ainda, sobre as necessidades do setor penitenciário,
depois das trágicas e horrendas ocorrências do Amazonas e de Roraima e que
podem ecoar por aqui!
O atual governador de Minas, Fernando
Pimentel, foi legitimamente eleito para o cargo que hoje ocupa. Está sendo
processado, tendo em vista fortes indícios da existência de caixa dois, e
outros desvios, nas eleições por ele vencidas, fora imputações extras, algumas dos
tempos em que foi super-ministro de Dilma Roussef. O homem tem, “na sua cola”,
muitas implicações de caráter ilegal que, fossem elas imputadas um cidadão comum,
já estaria, “o criminoso”, na cadeia, ou na porta dela. Mas esse pessoal tem
foro privilegiado, em tribunais onde juizes não dão conta do recado e vão
empurrando a “papelada” pros arquivos. É só ver o que acontece na mais alta
corte, o Supremo Tribunal Federal. É um trem, sô, danado de grande, caríssimo, que
foi feito pra ficar parado e nunca andar. É um refúgio seguro a abrigar nomes
de gente poderosa como Renan, líder de uma“troupe” de poderosos processados, mas intangíveis.
Bem, depois de um ano, Pimentel só
conseguiu “rolar” e enrolar os problemas. Já recebeu Minas Gerais (a bem da
verdade porque quis, e lutou por isto) do imaculado Anastasia (via Antônio
Pinto Coelho, seu vice), em situação de penúria. Seu esforço tem sido o de como
pagar o funcionalismo. Sem dinheiro, tem que fatiar os salários de boa parte
dele! O décimo terceiro saiu pelas metades, lá pelo fim de dezembro passado. E
o restante nem, ou melhor, só Deus sabe informar como será quitado! Outros estados
perdulários, como Rio de Janeiro, de Sérgio Cabral, e Rio Grande do Sul, também
estão na maior “pitimba”, mas, nem assim, os “urubus” largam a carniça. E como
entender a lógica desses políticos? Pimentel, cheio de problemas de governo,
pessoais, processos e questionamentos, não liga seu “desconfiômetro”! Usou uma
aeronave estatal e buscou o filho que passara os dias de festas em Capitólio,
badalado balneário de Furnas. Levou “pancadas” por todos os lados e não explicou, ainda, sobre a aquisição, em tempos de vacas magérrimas, de
dois helicópteros para a frota governamental, pela bagatela de uns quarenta
milhões de reais!!! Como entender isto?
Será que os psicólogos, ou os psiquiatras, conseguiriam?
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