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segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Cidade Administrativa, Helicópteros, Psicólogos e Psiquiatras!


Wilalba F. Souza                                                   07/Jan/17

O senador Aécio Neves governou Minas Gerais, como quis, por oito anos. Escolheu seu vice, Antônio Anastasia, um técnico competente, que o substituiu e, na esteira do mentor, ficou, no Palácio da Liberdade, por mais um tempão, até por mérito eleitoral. Aécio, do PSDB, enquanto governador, contraiu uma dívida gigantesca para construir o suntuoso Centro Administrativo, logo depois da Pampulha. Quis concentrar secretarias, e outros órgãos, segundo ele, numa mesma área, o que facilitaria a governabilidade, eis que todo o comando estadual estaria por perto. E economizaria bom dinheiro com o não pagamento de aluguéis. Eram tempos de Lula, dono do PT – outro sonhador, desinformado – que jogou muito dinheiro público pela janela, roubalheira e corrupção à parte! Essa conta de bilhões de dinheiros, do Aécio, deve durar mais de trinta anos para ser paga, se isto for feito. Pior, segundo informações repassadas pela imprensa, é que as despesas do governo mineiro com aluguéis aumentaram em percentuais muito altos, mesmo assim, a despeito da tal centralização física.

Anastasia, de quem se esperava mais “temperança” na administração, até que começou bem, dando a entender que agiria com parcimônia e “economicidade”, no trato com dinheiro público. Que nada! Daí a pouco, nos troca-trocas políticos partidários, abriu as comportas. Uma delas? A possibilidade de transferência para a inatividade de gente muito jovem, dentre servidores públicos, com todos os direitos. Promoveu, ele e seus aliados, um “desmanche” nos efetivos policiais, militares e civis, reduzindo e muito, a capacidade operacional dessas corporações, prejudicando a população, pouco informada nesse campo. Isto provocou aumento das despesas previdenciárias, irresponsavelmente, cujos reflexos estão desaguando, como diriam os mais velhos, no nosso lombo! Claro que não se trata de assunto novo, mas nosso senador Anastasia, com seu jeitinho quase angelical, agravou, com um grande empurrão, esses desarranjos. Considerando que, dependendo das tratativas de renegociação da dívida do Estado de Minas Gerais, com a União, poderão surgir restrições ao recrutamento de policiais, por dois ou três anos, tememos por maior enfraquecimento, ainda, das ações de segurança pública, eis que a evasão de pessoal ainda é galopante. E olha que não abordamos sobre outras áreas, como ensino e saúde e, menos ainda, sobre as necessidades do setor penitenciário, depois das trágicas e horrendas ocorrências do Amazonas e de Roraima e que podem ecoar por aqui!

O atual governador de Minas, Fernando Pimentel, foi legitimamente eleito para o cargo que hoje ocupa. Está sendo processado, tendo em vista fortes indícios da existência de caixa dois, e outros desvios, nas eleições por ele vencidas, fora imputações extras, algumas dos tempos em que foi super-ministro de Dilma Roussef. O homem tem, “na sua cola”, muitas implicações de caráter ilegal que, fossem elas imputadas um cidadão comum, já estaria, “o criminoso”, na cadeia, ou na porta dela. Mas esse pessoal tem foro privilegiado, em tribunais onde juizes não dão conta do recado e vão empurrando a “papelada” pros arquivos. É só ver o que acontece na mais alta corte, o Supremo Tribunal Federal. É um trem, sô, danado de grande, caríssimo, que foi feito pra ficar parado e nunca andar. É um refúgio seguro a abrigar nomes de gente poderosa como Renan, líder de  uma“troupe” de poderosos processados, mas intangíveis.

Bem, depois de um ano, Pimentel só conseguiu “rolar” e enrolar os problemas. Já recebeu Minas Gerais (a bem da verdade porque quis, e lutou por isto) do imaculado Anastasia (via Antônio Pinto Coelho, seu vice), em situação de penúria. Seu esforço tem sido o de como pagar o funcionalismo. Sem dinheiro, tem que fatiar os salários de boa parte dele! O décimo terceiro saiu pelas metades, lá pelo fim de dezembro passado. E o restante nem, ou melhor, só Deus sabe informar como será quitado! Outros estados perdulários, como Rio de Janeiro, de Sérgio Cabral, e Rio Grande do Sul, também estão na maior “pitimba”, mas, nem assim, os “urubus” largam a carniça. E como entender a lógica desses políticos? Pimentel, cheio de problemas de governo, pessoais, processos e questionamentos, não liga seu “desconfiômetro”! Usou uma aeronave estatal e buscou o filho que passara os dias de festas em Capitólio, badalado balneário de Furnas. Levou “pancadas” por todos os lados e  não explicou, ainda, sobre  a aquisição, em tempos de vacas magérrimas, de dois helicópteros para a frota governamental, pela bagatela de uns quarenta milhões de reais!!!  Como entender isto? Será que os psicólogos, ou os psiquiatras, conseguiriam?

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