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sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Problemas no Transatlântico


Wilalba F. Souza                                                        05/01/17

Há algum tempo disse, ou escrevi, que esses políticos brasileiros são como barqueiros que se consideram aptos para comandar grandes navios, e mesmo transatlânticos. Simplificando, vamos aos exemplos mais recentes: Lula e Dilma. Com todo respeito a quem discorda, considero-os um desastre. Uma coisa é mobilizar pessoas para greves e guerrilhas em um país que passa por dificuldades; outra é reunir, com honestidade e responsabilidade, as inteligências que liderarão cidadãos, de todos os credos e matizes políticas, a um objetivo comum, para superar os problemas nacionais. Esses dois ex-presidentes, além de não conseguirem, plantaram, no transatlântico, verdadeiros petardos que o fazem afundar. Permitiram, satisfeitos em suas poltronas macias e nas mordomias sem fim, que saqueassem a economia do povo, que tem lá sua culpa, também!

Fiz uma excursão ao sul do país, dessas em que, de ônibus, se atravessa seis estados. Passeando pelas serras gaúchas conhecemos parte da grande diversidade cultural e econômica brasileiras. Gramado, Canela, e outras paragens que encantam com suas comemorações natalinas. E quem se propõe mexer um pouco fica boquiaberto com o esplendor de Santa Catarina, de Florianópolis, do Paraná e sua Curitiba dos meninos cantores, capazes de emocionar os mais durões e machistas, muitos ignorantes do que representa nossa “terra brasilis”. Aí, para complementar, ainda guardo vivas lembranças do norte e nordeste, de muitas belezas, riquezas e pobrezas. Já fui ao interior de Pernambuco e de  Sergipe, e realmente naqueles rincões a carência é latente, a falta d`água, dolorosa, mas não muito diferente do norte de Minas Gerais, pras bandas de Montes Claros e dos médio e baixo Vale do Jequetinhonha. Entretanto, nas zonas da mata desses estados do norte nordeste o clima é bastante agradável e as terras produtivas. Visitantes das maravilhosas cidades e capitais da costa costumam não acreditar que, ali perto, há bolsões de pobreza e abandono. A diversidade é grande, mas nosso país é uma potência, cheia de riquezas ainda a explorar.

Dona Dilma se segurou, enquanto pôde, no timão da nave. Apeada do poder, como dizem os nordestinos, em seu lugar entrou o vice, Doutor Michel Temer, pouco conhecido do povo brasileiro. Contemplado com uma formação cultural bem superior à de sua antecessora, tenta implementar medidas para a recuperação econômica brasileira, em queda vertiginosa, impondo medidas mais que amargas à população. Me faz lembrar de umas aplicações que o Exército fazia, há anos, prevenindo doenças em seus novos recrutas, das chamadas “injeções pra cavalo”!!! Enfim, as tais medidas implementadas, e sem fazer blague, nos fazem temer. Dão insegurança e medo! Nos projetos de reformulação da previdência, deixou de fora os militares das Forças Armadas. Claro que os militares estaduais – não menos militares que seus colegas federais – gritaram. Prudente, o presidente recuou em suas intenções. Aí foi pra votação, na Câmara, o PLP 257, que trata da renegociação das dívidas dos estados, principalmente do Rio, Rio Grande do Sul e de Minas Gerais, onde se previa alterações no ordenamento legal e jurídico, inclusive previdenciário
do funcionalismo, também das Polícias Militares, pois, no Senado, deram uma modificada geral no projeto, restringindo certas ações do governo estadual, em prejuízo de servidores do executivo, numa clara intervenção, mais que branca. Menos mal, já que isto deve ser resolvido caso a caso. Mas podemos esperar, mais à frente, algumas confusões, depois que ao projetos federais  foram derrotados na Câmara.

Enquanto isto, estados e municípios estão quebrados, novos mandatários municipais assumiram seus desejados postos, vereadores aqui e alhures  aumentam seus subsídios e o governador de Minas, Pimentel, que não tem dinheiro pra nada, atrasa salário de servidores, mas  usa helicópteros para transporte de filho e compra mais dois aparelhos por milhões de reais, mesmo estando atolado no limbo e pedindo socorro à federação. Não dá pra entender. Enfim, por todos os lados, dentro desse transatlântico, os políticos (tripulantes), pouco se lixam pelo futuro dos seus passageiros. Pegam para si as bóias, suprimentos e botes para sua própria salvação, mais que sabedores de que o “baita” navio vai mesmo a pique, enquanto eles se digladiam no convés!!!

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