Wilalba F.
Souza 25/Jul/2017
Meu pai sempre disse para seus filhos
que quando o homem perde a vergonha na cara, é o fim. Um amigo de grupo no
WhatsApp me chamou de direitista, porque faço críticas ao governo do PT. E até
parece que voltei à instrução de ordem unida, com os tais de “direita, esquerda
volver”. O que, de fato sei, é que os políticos e quem os acompanha, perderam todo o pudor e o
restinho de ética que poderiam respeitar!
Baseado, sei lá, em suas convicções, o
meu dileto amigo disse que eu era de direita, tendo em vista os comentários
negativos a respeito dos governos de Lula e Dilma. Interessante que, nem por
isto, pensei ser ele de esquerda, muito menos admirador dessa turma barulhenta.
Aliás, esse conceito político, pelo visto no Brasil, é completamente
equivocado, eis que as práticas dos nossos políticos são semelhantes, senão
iguais.
O presidente Temer, depois de se
encrencar todo naquela conversa, em sua residência oficial, gravada pelo seu
interlocutor, o poderosíssimo empresário Joesley Batista, tem dado tudo de si,
e de aliados também, tentando barrar a autorização para ser processado pelo
STF, a cargo da Câmara Federal. E tem se saído muito bem, numa prática já
banalizada pelos governos: liberação de emendas orçamentárias para os deputados.
A imprensa, toda focada na balbúrdia de
Brasília, que vem desde a cassação de Dilma e da atuação da Lava-jato, só quer
faturar em cima disso. Do Sai Temer, fica Temer. Então, com as benesses
palacianas aos deputados, as indicações são de que a Câmara não dará provimento
do pedido do Procurador-mor, doutor Janot, que quer, de qualquer maneira,
mandar a alma do presidente para o inferno. O pessoal opositor já ingressou, sem sucesso, com recursos na
justiça, contra Temer, mas tudo deu em nada. Para a “patuléia”, dita vermelha, esse presidente
direitista, ex parceiro, está agindo
ilegalmente, etc, etc.
Em Minas, Fernando Pimentel, todinho
enrolado na Justiça, anda em alta com a Assembléia Legislativa. Dizem que ganha
todas, apoiado por quem é da direita, da esquerda, do centro, de cima e de baixo, aprovando, em
massa, todos seus projetos. É o que mostra a imprensa mineira. Aí pergunto:
como? Via emendas orçamentárias, em atitude similar à de Temer. O governador
mineiro se livrou de processo, ligado a desvio de recursos, caixa dois
eleitoral, mais outras “embrulheiras” parecidas, porque a Assembleia se
posicionou contra isso. Concluo que tais práticas desmoralizam os extremos doutrinários.
Ao contrário, os casam, os juntam, os associam, para infelicidade de todos,
pois jogam pra debaixo do tapete toda a sujeira, todas as mazelas, e com elas
as esperanças de um país mais transparente, mais progressista, igual e justo.
Esses políticos são deveras audaciosos.
Para angariar votos eles interferem nas coisas mais caras das nossas organizações,
com o propósito de conquistar simpatia e... votos. E não é que estão
centralizando influência, via poder lhes concedido pelo povo, em procedimentos espúrios, dentro
da própria Polícia Militar, de maneira a apodrecer os conceitos mais comezinhos
da sua estrutura institucional, saltando por cima de normas, regulamentos,
princípios éticos e credibilidade, valores
imprescindíveis à assimilação de
justiça e disciplina!
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