Wilalba
F. Souza 12/03/2018
O PTB (Partido Trabalhista Brasileiro),
em tese uma entidade política de esquerda, conseguiu, em troca de apoio ao governo
Temer, “invadir” o Ministério do Trabalho. Indicada pelo pai, Roberto Jéferson,
uma deputada do Rio de Janeiro, Cristiane Brasil, foi rejeitada pelo mundo
afora, inclusive pela justiça brasileira. Desistiu por cansaço, inconformada,
mesmo sendo processada pelo descumprimento de leis trabalhistas. O adjunto do
ministro anterior, Helton Yomura, então, fica por lá “sine die”. E ele já deu o
tom de sua administração: nomeou o afilhado de um político forte para gerir
quase 500 milhões de reais, numa certa área daquele “empreendimento” que
deveria ser da maior seriedade, mas não é! Mikael Tavares de Medeiros, além de,
certamente, não ter predicados para assumir tal responsabilidade, tem só 19
anos. Como pode o deputado Jovair Arantes, figura forte do partido, tramar isto,
para agradar um aliado?
Não se trata de alienação ou
irresponsabilidade desses dirigentes, é desonestidade, acima de tudo, pois não medem
as consequências de seus atos. O rapaz foi afastado, e não fará falta alguma,
pois, com toda certeza, alguém estava por trás, numa prática ignóbil, mas acatada
por esse tipo de gente, com total naturalidade. Lamentável.
Outra “pancada” na cabeça dos
brasileiros é a greve deflagrada hoje, pelos nossos serviços de correios,
debilitados pela ingerência, mais que fraudulenta, da classe política. E suas
lideranças também devem ter perdido massa encefálica ao decidirem, dessa
maneira, a questão, principalmente por não concordarem com mudanças no plano de
saúde da empresa, para o qual não contribuem. A família toda tem acesso
gratuito à assistência, inclusive pai e mãe. Logo, vemos, que em tempos de
reforma de previdência, isto, pra eles, é algo irrelevante, mesmo em tempos de
vacas magras. País moderno não pode esbanjar via estatais, saneadas, ou não. Deficitárias,
então...
Pra arrematar, e reforçar o que ocorre
pelo Brasil, recebo uma mensagem, por whatsApp, de uma amigo: - Estou na CEMIG
e testemunho um verdadeiro “saqueamento” da empresa e do Estado. Uma infinidade
de cargos com salários que passam dos quinze, indo até uns vinte e cinco mil
reais, todos por indicação política, sem concurso e sem função. Esta estatal só
está servindo de moeda de troca politiqueira dos dirigentes... E veja que ela,
a CEMIG, foi criada para promover o crescimento de Minas Gerais, mas o que se
vê hoje é sua exploração ilegal, sucateamento e inviabilidade. Ela que já foi
considerada uma empresa padrão, modelo, quando tinha 19 mil funcionários e dava
lucro. Hoje tem uns 6 mil funcionários e não dá conta do recado. Deve 16 e só vale 10 bilhões. E mais: além das
tarifas serem bem caras, vão nos mandar mais 26 por cento de reajuste.
Esse pessoal que nos
dirige, e se estudou, foi formado na mesma escola. Vide Petrobras, com os
exorbitantes preços de combustíveis, anunciando, por aí, que pretende aumentar
o índice de mistura do etanol, na gasolina, para 40 por cento. O pior de tudo
isto é que a economia não tem permitido a renovação dos quadros de atividades
importantes à comunidade, à população, senão vejamos o esvaziamento dos
efetivos das nossas corporações policiais militares e bombeiros. Não existe
reposição da mão de obra, logo, a tendência, é torcer para que não aconteça o
pior, enquanto os políticos só têm uma preocupação em mente: eleições, seus
cargos, suas mordomias e sua empresa aérea preferida: Força Aérea Brasileira!!!
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