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terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Rifa-se... e na moita!



Wilalba F. Souza                                   27/02/2018


Em letras garrafais, um jornal mineiro publicou hoje a manchete: “Governo divide a Codemig (Companhia de Desenvolvimento do Estado de Minas Gerais) para vender só o lucrativo nióbio”. Bem, confirmando observações feitas pelos mineiros, vê-se que o governo, dito de esquerda, entra num processo denominado, por eles, quando oposição – e destrutiva – de privataria. Tudo pra arrumar recursos destinados, em princípio, ao pagamento de contas, mas principalmente visando as eleições do fim de ano e uma possível reeleição, com certeza. A bem da verdade estão dividindo e empresa em duas, surgindo, disso, a Codemge (?) administradora da parte deficitária da empresa estatal. A Codemig se encarregaria de explorar o nióbio, metal nobre destinado à industria e à exportação. Me parece que Minas tem uma das maiores, senão a maior jazida do mundo.

Haja dinheiro para manter as máquinas administrativas em todos os níveis, no nosso país, numa estrutura viciada em criar cargos  comissionados para alimentar o esquema de votos a favor, senão perdem o emprego, como sempre vemos por aí. O esquema é assustador. E claro, não é só coisa do PT e outros partidos, ditos de esquerda. Ontem mesmo um velho amigo me confidenciou que um seu conhecido, que detém um cargo em comissão no governo estadual, mesmo sendo favorecido, fica boquiaberto com a coragem do sistema. A administração atual mais que teria dobrado o número  de  cargos, sem que exista trabalho pra todos ou, pelo menos, um controle de presença. Um absurdo sem tamanho, num estado muito rico, mas, definitivamente, falido. Em princípio achei que o colega estava, por um motivo qualquer, exagerando nas informações. E não é que, no mesmo jornal noticiam: “TJMG obriga o Tribunal de Contas do Estado e entregar lista de contratados pela MGS (Minas Gerais Administração e Serviços), em atenção a denúncia do Ministério Público de Contas que investiga fraudes na contratação pela empresa pública.

Suspeita-se de contratações realizadas sem concurso público. Uns são admitidos para uma atividade e encaminhados pra outras. E mais, não existe controle do cumprimento de carga horária. O pessoal do governo, e a própria MGS, tentam, de todas as formas, desconhecer a competência do MPC para requerer tais informações, mas a  decisão de um desembargador desmontou essa tese escapista. Enfim, desesperado, nosso governo, em busca de dinheiro, além de pagar o funcionalismo concursado, em todos os níveis, não pode abrir mão dos nomeados, forte mão de obra eleitoreira. É prioridade, diz a matéria, acabar com o parcelamento. Entretanto, o que mais preocupa o pessoal da Codemig, instituição de alicerces mais que firmes, há muitos anos, é que isto tudo está sendo encaminhado na surdina, ou “a boca pequena”, na “moita”.  Bem, agora que essas armações estão sendo escancaradas pela imprensa, o que se espera é que as autoridades assumam, de fato, suas responsabilidades, em benefício da população. E não está fácil!

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