Wilalba F. Souza
07/Dez/18
Chegando o fim
do ano, Natal, “Revellion”, confraternização, orações, balanços e preparação
para o futuro, às vezes não tão distante assim, como seria de se desejar, mas,
quem sabe, somente para o próximo 2019. E, nesta oportunidade de troca de
presidente, de congressistas, vemos que, mesmo assim, a maioria dos
“mandachuvas”, principalmente do judiciário – vide STF (Supremo Tribunal
Federal) - permanecerá por aí, atazanando a vida das pessoas, com suas
sentenças desconexas, mal explicadas, mal embasadas, o que tolhe a liberdade
moral de seus integrantes para sair às ruas, sem correr o risco de ser
abordado, tendo em vista sua conduta dúbia, politiqueira mais que
judicializada, como seria o caso. Torçamos para que a “lava-jato” mantenha suas
atividades, sem ser incomodada por esses ministros “meia pataca”, que perderam
o respeito do povo. Mas o importante é a preparação para o que vem aí, em todos
os níveis, com destaque para as reformas institucionais. E começo por não ver,
com bons olhos, a atuação preliminar do futuro governador de Minas, Romeu Zema,
que, diferentemente de outros governadores brasileiros eleitos, prefere apenas
destacar a situação ruim da economia do Estado e procurar culpados, quando o
importante é implementar ações, junto à sua
administração e se aproximar da Assembleia Legislativa que ele, até
agora, parece desdenhar. E diz isto, pra cima e pra baixo. Enfim, somente ontem
sua equipe (?), um vereador licenciado, disse ter um diagnóstico do Estado. É
muito pouco.
Lembro-me bem de uma de suas aparições (do Zema),
durante a campanha política, na qual ele centrou “fogo” no tempo de
aposentadoria dos coronéis da Polícia Militar. Embora concorde com ele, e que
realmente precisamos mudar esse patamar temporal, discordo e repudio sua
fixação, até estranha, nos policiais militares do último posto, no qual me
incluo, depois de servir por trinta anos, só na PM, não agregando tempo de
serviço de outras entidades civis para sair. Mas a evasão, prematura, das
fileiras da Corporação, não acontece só com oficiais, mas com todas as praças,
que têm os mesmos direitos, representados por soldados, até subtenente. Então,
num discurso populista, candidatos jogam falácias para cima, em agrado a parte
da população desinformada, hoje com milhões de desempregados, ou subempregados,
como que já justificando uma provável má administração. Por oportuno, e velados
receios, acho, omitem outros segmentos. Na PM temos 40 coronéis na ativa. Aí
dizem: é gente demais no posto. Mas não citam os 180 delegados gerais
(equivalentes) da Polícia Civil. Logo, têm 140 “coronéis” a mais, e a
legislação é semelhante, quanto ao tempo de serviço. Nada contra a instituição
coirmã, mas é a realidade dos fatos.
O que não entendem, e não lembram, é que, o governo
Anastasia, numa orquestração política partidária danosa ao Estado, misturou
alhos e bugalhos, distribuindo, isto mesmo, à classe dos militares (Polícia
Militar e Bombeiros) critérios tipicamente civis, deturpando normatização
estatutária consagrada, na qual, para conseguir ir para a reserva com todos os
direitos, inclusive promoção ao posto/graduação imediatos, o militar teria que
cumprir trinta anos líquidos, de serviço, à Polícia Militar, ou Bombeiros, sem
poder contar período trabalhado fora, por exemplo, numa loja, fábrica, oficina
mecânica, etc. O senhor Anastasia então sancionou a tal lei 109, um absurdo que
fragilizou as instituições encarregadas da segurança, do policiamento, e do
socorro emergencial. E pior, com tanta gente indo para a inatividade,
aumentaram as despesas com folha de reformados/aposentados e ficaram sem
recursos para repor os efetivos. Isto na PM e nos Bombeiros. Noutras
atividades, não meto a colher. Daí o “miserê” de tropa para lançamento nas
ruas, nas estradas e em outras operações.
O que me ocorre, neste momento preocupante a todos
funcionários civis e militares das Minas Gerais, é que o governo quer
“descontar”, ou desfazer seus erros passados, apenas em cima desses setores,
esquecendo-se do legislativo e do judiciário, que parecem ter a chave de ouro,
do cofre da cornucópia. Recentemente a Assembleia Legislativa, também
irresponsavelmente, aprovou auxílio saúde para os membros do Ministério Público
Estadual: R$3.000,00 para pagar plano de saúde!!! O orçamento deles é liberado
e… “imexível”, quando se trata de cortar despesas. Aumentar, pode. O pessoal do
judiciário já está aquinhoado, e vem mais “cala boca” por aí, proveniente do
efeito cascata dos 16 % de aumento aprovados por Michel Temer, para o magnânimo
STF. Ele futuro presidente… aposentado, cheio de assessores, cotas de gasolina,
motoristas, etc, etc, colega de Lula, Dilma, FHC, Collor e Sarney. Assim, a tal
badalada reforma previdenciária não vai atingi-los, mas deveria fazê-lo, com
força. Senão não vale. É golpe baixo, através do qual e, certamente, nos
enfiarão as contas e dívidas, contraídas por eles, “goela abaixo!!!”
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