Wilalba F. Souza 01/Abr/19
Neste final de semana, dia 31 de março, muita gente
comemorou a “Revolução de 64” e, também, muitas outras pessoas “detonaram” o
“Golpe Militar”. Ambas as “facções”, assim o fizeram, mais para demonstrar
tendências/preferências político-partidárias radicais, que suas convicções. O
extremismo político se instalou, de vez, no Brasil, que necessita, com
urgência, reinventar toda sua estrutura de governo e trabalhar por medidas
legais que recoloquem o país nos trilhos. Mas, pelo que estamos vendo por aí, o
“bate boca” continuará, para nos afundar cada vez mais.
Em entrevista numa emissora, hoje, um senador famoso,
aliás muito bem informado, por sinal, declarou que a reforma da previdência não
passa no Congresso. Segundo ele garante, o projeto nem chegará ao Senado. Em
suma, está tudo emperrado, com o presidente da República se negando a articular
– e ele quem diz -, nos termos do “toma lá, dá cá”, e o presidente da Câmara
querendo assumir, em sua vaidade, o protagonismo dessas questões, diretamente
ligadas às competências legislativas. Claro que existem muitas arestas, com
erros, lá e cá. Pior: no Senado só dá Cajurú, contra o complicado Gilmar
Mendes, do STF. O presidente daquela casa, esse nem sabemos que é!
Enquanto isto assistimos omissões estanques e falta de
ações públicas por todos os lados. É preciso que os ânimos sejam desarmados,
mas, considerando a verdadeira “guerra midiática” na qual estamos metidos,
esses horizontes nebulosos se transformam em pobres sonhos da pobre maioria
populacional. Prova disto é a falta de debates importantes em outras áreas que
não sejam ligadas à política dos extremos, e só ela.
E, ainda no fim de semana, um grave acidente aéreo,
durante encontro de pilotos de ultra-leves, em Guapé, agradável cidade às
margens de Furnas, Minas Gerais, vitimou o piloto, de nome Tony e o
tenente-coronel Jean, da aeronáutica, muito conhecido, pois era lotado no
Cindacta I (Centro Integrado de Defesa e Controle de Tráfego Aéreo).
Coincidentemente, falhas graves no controle e fiscalização de aeronaves, por
aí, dão a entender que isto conduz a um desproporcional número de casos fatais,
pelo imenso Brasil.
Mais calamitosa, ainda, é a situação das estradas,
veículos e motoristas que por elas circulam. Perto de Congonhas do Campo, na
rodovia 040, sábado, um caminhão de minérios colheu um veículo que ia em
sentido contrário, vitimando quatro pessoas de uma mesma família barbacenense,
num acidente lamentável. Falta, também, de policiais e mais policiamento em
nossas vias. Lombadas eletrônicas são meras fontes de arrecadação, como diz
Bolsonaro. Ajudam muito pouco. O
motorista do cargueiro informou que “perdeu” os freios. Pois é! Será que
voltamos ao século passado?
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