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sábado, 24 de janeiro de 2015

Self Service

                                          

Wilalba F Souza                                                                          16jan2.015


Há alguns anos, quando eu servia no Gabinete Militar do Governador, era comum oficiais serem designados para ciceronear delegações estrangeiras que aportavam em Belo Horizonte. Muitas vezes, gentilmente, acompanhávamos gente de muitas partes do globo em visitas a autoridades e mesmo a pontos turísticos diversos. Não poucas vezes íamos, todos, almoçar ou jantar em algum bom restaurante. A “febre” dos estabelecimentos ”self service” se iniciava e as opções eram muitas. Assim, não posso me esquecer de um grupo de alemães que, à frente dos balcões, ou das estações de serviço, ficou indeciso sobre o que servir, à vista da enormidade de pratos, inclusive carnes, ofertadas. Após, sempre vinha o comentário sobre a fartura brasileira, coisa exagerada para aqueles senhores europeus, certamente oriundos de uma cultura alimentar mais comedida que a nossa.

Hoje, considerando o que nossa imprensa nos coloca à disposição, podemos comparar tais ofertas em notícias e crônicas, ao self service daqueles bem “farturosos”, como poderiam dizer alguns. Assim, na condição de veterano policial militar, vislumbro, em uma página inteira de um de nossos diários, que a Guarda Municipal de Belo Horizonte não quer mais receber instruções da Polícia Militar. Quando de sua criação, há tempos, designaram oficiais e praças da PM para organizá-la, mais ou menos nos moldes básicos da Milícia de Tiradentes. De lá para cá muitas coisas mudaram, seus componentes evoluíram e, de certa forma, estão certos em querer a construção de uma identidade própria, embora, tendo em vista outros exemplos de GM pelo Brasil, haja real necessidade na elaboração de uma legislação que padronize, ao menos, uma linguagem nesse sentido, eis que essas corporações já são uma realidade. São importantes fatores de inserção na segurança pública, aliás, hoje capenga. É deixar cada instituição cuidando do que é seu e somando esforços para amainar essas agruras pelas quais passamos hoje. Se isto é apenas um começo, que ele seja consistente.

Competindo, e à nossa frente, um nome se destaca: José Dirceu. O presidiário, segundo o noticiário, tem feito reuniões políticas em sua casa para retomar suas atividades partidárias no PT. Quer  recuperar o espaço perdido!!! Dizem que ele anda magoado com Lula e Dilma, pois  não lhes  deram apoio durante seu processo por corrupção, enquanto chefe da Casa Civil no Governo, etc, etc. Interessante, e sinceramente não sei se isto importa muito, é que o escritório do ¨Zé”, e de seu irmão, teria recebido de empresas citadas no processo “Lava jato”, a quantia de quase quatro milhões de reais. Valores mais que suspeitos, e que teriam sido pagamento em contra-partida de assessoria àquelas empreiteiras ligadas à Petrobras. A Polícia Federal e aquele juiz do Paraná estão “na cola”. Me lembrou vasta divulgação, há anos, de coisa parecida, ocorrida com o atual governador mineiro, que também recebera, de empresas similares, uma “nota preta” por assessorias e palestras. O assunto rodou, rodou, e caiu de tonto.Foi ser ministro pertinho de Dilma, e olha o homem aí, mandando e recomendando que em todas as repartições públicas seja colocado seu retrato. As fotos, pagas pelo erário, serão encaminhadas em tubos protetores para não deturpar a imagem, vejam só!  – E vamos fiscalizar o cumprimento,  ameaçou o encarregado da importante tarefa, como se isto tivesse tamanha importância assim!

E, na mídia, continuam reclamando: Lula sumiu, cadê o homem, gente? A presidente também escafedeu-se. Há um mês que não aparece e nada fala.
Deixou o encontro em Davos para ir à posse de Evo. O ministro Joaquim Levy tem sido o anteparo, o encarregado de dar as notícias ruins que omitidas na campanha, dia desses E aí, posso afiançar, querer colocar nela, na presidente, a culpa pela falta de chuva também já é demais, embora, para agradar a Deus e o capeta, em 2.013 tenha reduzido, a muque, como dizem os nordestinos, as taxas de energia elétrica e o preço da gasolina, confiando no poder divino! Ih, acho que fui mal, ela não acredita muito nessas coisas, e, por isto acaba sendo castigada, pois faltaram chuvas para as geradoras e o preço internacional do petróleo despencou, indo tudo, como dizia meu primo Natalino, pras cucuias. Acrescentando a isto as petroladroeiras, realmente a coisa fica preta. Para o povão, claro. IOF mais caro, gasolina mais cara, energia mais cara e o resto se degringolando de vez. Já “tô” sentindo o bafo do dragão!!!


Depois dessa fartura toda, vamos à sobremesa. Variedades mil: Haverá atraso na transposição do São Francisco; Brasil não tem dinheiro para pagar as contas de suas representações estrangeiras; Prestação de contas da campanha de Pimentel apresentam irregularidades e ele pode ser cassado (é ruim, sô!!!); Dilma demite João Vaccari Neto, tesoureiro do PT do conselho da Petrobras! Fico com esta preciosidade, com sabor das coisas da terra. Prova maior do aparelhamento político, irresponsável e criminoso de uma grande empresa brasileira pela insignificante mentalidade da maior autoridade brasileira! É insano! Como pode um tesoureiro de campanha, ou de partido, ser  “empregado” de estatal. Vai lá de quando em vez, pra resolver nada e receber “uma grana”! Tudo muito suspeito. É que ele está nominalmente citado como intermediário e recebedor de dinheiro superfaturado às empresas prestadoras de serviço da Petrobras para alimentar, também, os caixas partidários. No mínimo isto encaminha as investigações para campanha irregular e ilegal do partido do governo e seus aliados. Isto implica deduzirmos que, caso se comprove dinheiro sujo nessa campanha, poderá haver anulações cassações, outros processos, chiadeiras,  etc, etc...   Será ????????????? 

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Coronel Bratiliere retorna a Barbacena

                     

Wilalba F. Souza                                                                           16/01/2015

Ao apagar das luzes do governo do PSDB, ano passado, foram publicadas promoções a coronel na Polícia Militar de Minas Gerais.  Não sei se por algum acordo entre quem saiu e quem entrou, esta semana uma nova “remessa” para o último posto foi destacada pelo comando da instituição, evidentemente  dentro das previsões do quadro de efetivo e sob a égide do novo governador, Fernando Pimentel. De Barbacena foram promovidos os tenente-coronéis Jesús Milagres, que comanda o 9º BPM e Carlos Bratiliere, também ex-comandante da mesma unidade, que, há uns quatro anos, passou pelo batalhão de Ubá e depois foi para Belo Horizonte, designado assessor de uma alta autoridade civil.

Dois excelentes oficiais, de currículos expressivas, filhos de antigos policiais que por aqui serviram. Bratiliere, bastante conhecido por sua competência e seriedade, teria sido sacrificado com uma remoção do comando da unidade barbacenense, por influência política do partido que dirigia o Estado, após as eleição de 2.010, vencida por Anastásia. Foi mais “caçado” ainda, pelo que se sabe, por interferência desse mesmo grupo, em prejuízo da evolução de sua carreira. Uma reação a meu ver radical de políticos locais, que teriam perdido as eleições municipais dois anos antes, já desconfiados de que ele nutria simpatia pelo candidato oposicionista. Só que comandante não sobe em palanque. Apenas vota. E, se a mania pega, políticos vão cada vez mais querer usar seu “poder” para afastar quem eles acham ser seus adversários. Na PM, na Aeronáutica, nas instituições públicas, enfim. O pior é político querer destruir, por motivos doutrinários, pessoas, suas carreiras e, se possível, suas histórias E isto não é saudável. É uma deturpação da democracia. É o desejo de mandar a qualquer custo. Verdadeira ditadura pelo alto grau de autoritarismo que essa turma, dita libertária pratica no dia a dia.

Sendo assim, passados quatro anos, nosso comandante Bratiliere, que nunca ficou na berlinda por esses fatos, pois foi proativo e muito bem recebido por onde esteve, está de retorno. Fez por merecer e retoma agora sua caminhada nesta terra, e em todo seu esplendor. Na condição de coronel vai coordenar e dirigir a  Polícia Militar na Região. E não para dar resposta a algozes ou antipatizantes. Mais para encarar seus amigos e sorrir, certo de que sempre trilhou o caminho do bem; para olhar  nos olhos de seus familiares, de sua esposa e filhas orgulhoso por ter superado essas arrogâncias que, um dia, chegaram a semear tristeza e certo amargor nos que o cercam. Que ele seja muito feliz nesta sua volta a Barbacena, completando mais um ciclo de sua existência! E é o mesmo que desejamos ao coronel Jesús Milagres na cidade de Lavras!



quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Je suis Charlie


                                       

Wilalba  F. Souza                                                                        12/jan/2.015

Desde que o homem é homem a questão do controle social, tal qual vislumbramos o problema hoje, é um desafio para manutenção de um certo nível de convivência entre as pessoas, grupos e nações. As desavenças, por tudo quanto é motivo, geram desde pequenos conflitos a funestas guerras que envolvem, há milhares de anos, a nós seres humanos. Com o fenômeno da globalização, diria eu, galopante, chagas têm sido abertas com muita freqüência, e difusão imediata, ao vivo, em tempos de alta tecnologia da informação. Senão vejamos a dimensão tomada pelos atos de terrorismo de radicais islâmicos na França e que, lá em 2.001, assombrou o mundo, pela destruição das torres gêmeas e de centenas de vidas, na cidade de Nova Iorque, um dos símbolos da pujança econômica da maior democracia do mundo. Assim, conflitos de origem econômica, política e religiosa estouram aqui e ali, parece que para manter acesa uma chama de interesses sempre pronta a alimentar um pavio num ponto qualquer. Tudo isto, mesmo com as medidas adotados pelos setores que cuidam das informações e da segurança.

E, assim, vamos levando a vida, rodeados de incertezas, onde quer que estejamos, muitas vezes relembrando citações ouvidas em tempos de adolescência, repetidos por nossos pais e professores, de que “o homem é o lobo do homem”, sempre o responsável absoluto pelas agruras sofridas por ele mesmo. A impressão que tenho, sobre os fatos bastante divulgados, em relação ao parágrafo acima, é que o clamor decorrente das mortes promovidas por terroristas pouco nos atinge. Nós, brasileiros, que não nos integramos ao “je suis Charlie”, parecendo que vivemos em outro planeta, blindados contra esses incidentes. Esse comportamento, mais que caolho, talvez possa ser explicado pela incapacidade de reação popular à nossa cultura do “cada um que cuide de sua vida”! Porque incontáveis cidadãos são mortos diariamente,  sem piedade, por uma corja impune de meliantes que atira por qualquer motivo, e o máximo que uma testemunha e outra fazem é se esquivar, escondendo o rosto! – Não me comprometam, diriam elas! O crime contra a vida está, há muito, banalizado por aqui. Menores de idade, ou não, super-protegidos pela lei, são incitados e, muitas vezes, doutrinados em suas comunidades, por marginais, ajudados por uma onda de Mc(s) – uns tais mestres de cerimônias, que, com seus “pancadões” funk, levam jovens à prática liberada de orgias, regadas a bebidas alcoólicas, sexo e violência. Sem querer generalizar, arriscamos dizer que, se não todos, um bom percentual desses “artistas” atuam financiados por bandidos e acabam explorando pessoas carente, “garimpando” o dinheiro que alimenta sua ostentação. Se julgam astros, e de certa forma o são, de uma prática esquisita, barulhenta, muitas vezes desrespeitosa e ilegal. E isto não é privilégio deles...


Um amigo meu foi a Tiradentes, neste final de semana que se passou. Havia, por lá, um encontro de motoqueiros. Evento em princípio comum, se transformou, com muita cachaça, cerveja e outras “bombas”, num show  de ilegalidades! ¨Tendo como principais atores proprietários de potentes máquinas, misturados em “tribos” barulhentas que, levadas pela psicologia daquela “multidão”, ocuparam mais espaço que deveriam, para depois sair pelas ruas e estradas  acelerando suas motos, sob efeito de muitas doses de estimulantes e outros alucinógenos similares. É comum vermos, nos noticiários, o registro de ruas fechadas por esse tipo de evento que promove “de um tudo”, a noite inteira. E que se danem os moradores, pois a polícia não tem dado conta. Freqüentadas pelas elites, são muito badaladas as festas “heavy”, de taxa ou preços únicos, com tudo liberado,  em sítios e casas alugados temporariamente. A “molecada” consome  drogas e garrafas de vodka, a tal “aguinha” russa, com especial motivação. Às vezes tri-destilada, essa bebida tem um poder de ação muito alto. Uma dose já deixa o indivíduo “ligadão”, como dizem por aí. Os resultados disso, fossem eles somente a ressaca do dia seguinte, ainda seria aceitável. Só que ultrapassam limites do “muito exagerado”. E é comum se seguirem acidentes automobilísticos, estupros, brigas violentas, não raro, lesões, mortes e homicídios. Considerando que as estatísticas criminais indicam ser, nosso país, um dos mais violentos do mundo, com um número de mortes por homicídio estarrecedor, temos que perguntar: há espaço pra gente se integrar ao “je suis Charlie”?

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Conversa Sobre Polícia

POR WILALBA.F                           
                                     08/01/2.015

Há muitos anos fui transferido para a reserva da Polícia Militar, ainda jovem e em condições de prestar serviços. Os aspectos constantes da legislação me instaram, e a muitos outros companheiros e colegas, a “pendurar as chuteiras”. Sempre achei que “mandar para casa” gente tão jovem, e eu me incluo neste rol dos precocemente encostados, um desperdício.  Herança de uma legislação que não acompanhou o fenômeno do aumento da idade média de vida do brasileiro, hoje por volta de setenta e poucos anos e muito menos do crescimento da demanda por policiamento.

Os estudiosos de “polícia” costumam calcular as necessidades de efetivo pelo índice populacional, conjugando fórmulas que acabam nos deixando meio atordoados. Nessas químicas eu nunca acreditei, devido à mutação constante dos conglomerados, com todas suas nuances, incluídas aí a estratificação social, as mazelas urbanas e periféricas, as comunidades rurais, as rodovias, as minorias, todos os movimentos sociais, as atividades econômicas, etc, etc.

Em suma, os cenários mudam de uma hora para outra e, mesmo os ditos previsíveis, não o são tanto assim. As viradas de ano, os grandes eventos, os períodos de férias, o carnaval e outros acontecimentos do calendário representam verdadeiras armadilhas para a atividade policial e de bombeiros, pra ficar nessas duas vertentes. E os meios sempre estão aquém das necessidades. Desde o findo ano de 2.014, a região sudeste, e os estados de São Paulo, principalmente, além de Minas Gerais, que tem geradoras de energia, sofrem com a devastadora seca. Só que, mesmo assim, as tormentas e chuvas pontuais provocaram embaraços acima do esperado. Gente debaixo d`água, deslizamentos, carros destruídos, árvores arrancadas pela raiz, falta de energia elétrica,  problemas em hospitais e outras sequelas. E isto, neste verão, ainda não acabou!

Assim, vislumbro que as dificuldades tendem a aumentar. Dia desses, nossa PM divulgou uma nota dizendo que 3.500 homens teriam sido empenhados nas estradas mineiras nas festas de final de ano. Não sei de onde tiraram esses números. Por informações que me chegaram, há tempos, todas as Companhias de Meio Ambiente e Transito Rodoviário de nossa PM têm um efetivo total de dois mil e quinhentos homens, se tanto, para as duas atividades. O PM do meio ambiente com o seu “chapelão” conhecido e o pessoal da rodovia com os característicos bonés brancos. Considerando nossa malha rodoviária e a extensão territorial mineira, verifica-se que esse “açúcar” não adoça nosso café! E o resultado é amargo, em vista da liberdade que o motorista tem para infringir as normas, cercado da quase certeza que não encontrará fiscalização pelas estradas, aumentando as possibilidades de acidentes. Sobre o meio ambiente, então, nem sabemos o que dizer!

O mesmo acontece com as outras atividades da PMMG. O cobertor está curto. Os governantes mineiros facilitaram a saída de gente em excelentes condições de trabalho que foi transferida para reserva ainda jovem, com todos os direitos. Um “presentão” para o homem, um castigo para as atividades policiais. Então, se os claros já eram consideráveis, agora são quase irrecuperáveis. Não se formam soldados de um dia para outro! Tenho lido sobre estouro, a dinamite, de caixas eletrônicos pelo interior. Frações com dois ou três policiais militares não têm o que fazer quando quadrilhas numerosas e bem armadas, preparadas para a guerra, arrebentam tudo e fogem, sem reação do Estado. Além de colocar em risco o cidadão transeunte, deixa nossos homens à mercê da própria sorte. Assim, é imperativa a necessidade da Policia Militar aumentar seus efetivos e mobiliar suas unidades, adotando medidas minimamente viáveis, pois o crime dito organizado e violento está “tomando conta” e precisamos dar respostas. Sem estratégias e condições efetivas, oportunas e inteligentes de ação operacional constante, a gente sempre teme pelo pior. Baita desafio para o novo governo e os nossos Comandantes!  Aliás, os governadores de Minas, São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo, se reuniram ontem com o governo federal, para discutir o assunto e juntar esforços. Felicidades pra eles, e que tudo não passe apenas por um jogo de cenas e boas intenções!



segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Muitos Brasís e Muitas Minas Gerais




                    

Wilalba F. Souza                                                                           22dez2.014

Governador Valadares, Belo Horizonte, Juiz de \Fora e Barbacena são as cidades por onde já residi e aprendi a gostar. A primeira, por exemplo, vi crescer e ser bem trabalhada pelos seus prefeitos e administradores, isto desde a década de cinqüenta, quando ainda criança. Tem lá seus problemas, mas, sem dúvida, é um belo exemplo a ser seguido por outras localidades. Belo Horizonte, nossa capital, se expandiu enormemente depois da década de sessenta, quando iniciou-se a derrocada dos saudosos bondes que eu pegava no centro para ir até o bairro do Prado, onde estudava no Colégio Tiradentes, entrada pela rua Platina. A cidade expandiu rapidamente, saindo dos limites da Avenida Contorno. Coisas boas e outras nem tanto, apareceram, tendo em vista o enorme crescimento econômico na segunda metade do século, pós Juscelino. Só pra lembrar: em sessenta, se não me engano, a população em BH era de uns 700 mil habitantes, se tanto.

Juiz de Fora, a antiga “Manchester Mineira”, e foi assim que aprendi, no grupo escolar, a reconhecer a, naquele tempo, segunda cidade do Estado de Minas. Visitei-a, rapidamente, e pela primeira vez, quando fui me apresentar no 4º Esquadrão de Reconhecimento Mecanizado, onde deveria servir. Não deu porque fui para a Polícia Militar, aprovado em concurso. Fiquei admirado com a sua movimentação de cidade grande, clima muito bom e de gente receptiva,  admirado de sua extensa Avenida Rio Branco, muito organizada. E voltei lá, por mais duas vezes, numa delas com minha família, morando no Bairro Bairú e na melhor cidade que residi. Continua bela, embora tenha crescido demais. Seus políticos se revezam na missão de dar a ela o trato mais cuidadoso possível.

Por fim, Barbacena, o lugar que escolhi para criar meus filhos. Na década de sessenta nossa “Cidade das Rosas”, se não era um primor, nos dava boas condições de moradia e conforto. Organizada e limpa, ainda mantendo o ar de comunidade conservadora e suas  construções mais antigas bem cuidadas, algo que não se faz mais. De trinta ou quarenta anos para cá seus políticos pouco, ou nada, fizeram. Sitiada, literalmente, pelos avanços territoriais da Escola Preparatória do Ar, “proprietária” de enorme área central da cidade, seu trânsito é um caos, sem meios de melhoria tendo em vista esta “ilha” federal que deixaram instalar por aqui, em pleno centro urbano. Quem percorre os bairros periféricos, mais antigos ou não, percebe, claramente, o quão omissos são os administradores politiqueiros desta terrinha, que se consideram seus legítimos proprietários. Barbacena hoje é um favelão, com poucas ilhas de excelência. Não existem planejamento urbano, posturas municipais e o desconforto gerado com isto é total. Radicalizando: a terra de grandes políticos, como o foram os patriarcas Bonifácio Andrada e Bias Fortes, está no limbo: suas heranças políticas não foram as melhores, apenas suas histórias pontuais. É lamentável!!!

Pra finalizar: passei o Natal deste ano em uma cidade de 70 mil habitantes lá no sudoeste de Minas, perto da divisa com São Paulo, de nome São Sebastião do Paraíso. É de dar inveja, como diz o mineirinho dos grotões, “ni nóis”! Lugar antigo, bem cuidado, limpo, organizado, asseado, ruas pavimentadas, ou calçadas, mesmo nos bairros mais afastados, passeios transitáveis, praças limpas, que nos dão prazer em fazer uma caminhada sem tropeçar nas armadilhas dos descuidos públicos vistos por aqui! Aí vão dizer que a região é rica, que o município arrecada muito, e outras desculpas esfarrapadas. Nada disso! Nem a cidade é rica e nem isto demonstram seus moradores. São é cuidadosos mesmo e primam por uma visão mais organizada de onde moram e criam seus filhos. E estaríamos sendo hipócritas se não enxergássemos, lá, problemas. Claro que eles existem, mas muito pequenos em relação às mazelas administrativas, somadas à incompetência e à insensibilidade de nós eleitores, e de quem promete, há anos, coisas que nunca cumpriram e não vão cumprir, pela insistente e insolúvel inanição cerebral desse pessoal! Só pode! Minha conclusão: Barbacena é uma das cidades mais descuidadas de Minas. O dia que forem por aqueles lados de Passos, Ribeirão Preto, Franca, etc, visitem São Sebastião do Paraíso. Aliás, recomendo aos nossos políticos que dêem uma chegada lá e façam um pequeno estágio...estão precisando! E olhem que não falei das estradas, do policiamento, do trânsito, da Guarda Municipal, dos eventos, da congada...etc, etc.






                                                                       

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Mesmo Dando Bode, Festejemos a Democracia!



Wilalba F. Souza                                     02jan2015ho 

Acompanhando, pelos meios de comunicação, notícias sobre as medidas que a presidente, e mesmo os governadores empossados, planejam adotar. E assim, de imediato, todos deixam claro que farão um arrocho nas finanças públicas para tentar diminuir o tal déficit e evitar um mal maior, parecido, certamente, com situações pelas quais o país já passou há anos atrás. E não sei se esses políticos o conseguirão, mesmo porque, penso eu, haverá reações por todos os lados, de setores que serão penalizados, principalmente dos segmentos ditos “do povão”. Já estão mexendo em direitos sociais conquistados há muito pelos trabalhadores. A Previdência é o mote: seguro desemprego, pensões e outros benefícios serão “detonados”, segundo os dirigentes, sem prejuízo pra ninguém! Ora, se há cortes, há prejuízos. Esse negócio de ter dois “modelos” de pensionistas é outra insanidade, pois quem já é viúva de trabalhador, continua com a pensão integral, quem vai ser pensionista, receberá a metade! Então amigo, você que é trabalhador, ou aposentado, morre não! É problema! E “vai dar bode”!  Não é justo!

Aí não tem jeito! Mais uma vez tenho que retroagir ao governo do rei das falácias desta nação, o “estadista” (tem muita gente que o reconhece como) que, há uns oito anos, mais ou menos, “arrotou” que o Brasil nada devia ao FMI, e mais, que estava emprestando dinheiro para o tal fundo, etc, etc. Quem é mais velho sabe que, por muitos anos, ficamos sob a égide econômica desse órgão internacional. A economia era descontrolada, em todos os sentidos e, depois de “planos e planos econômicos”, apareceram Itamar Franco e Fernando Henrique que” adormeceram”, profundamente, o monstro da inflação. E ele, se não for mantido nessa letargia, pode acordar. E às vezes muito bravo e com fome. Então o metalúrgico Lula “deitou e rolou”. Tendo a economia sobre controle e bons assessores, expandiu, além das contas, programas sociais eleitoreiros que mantém gente carente em dependência, sem poder se libertar, tal qual os antigos currais eleitorais, usando toda a “gordura” acumulada pela inteligência de seus antecessores, aumentando a dívida interna, hoje enorme. Foram até bons anos, útilíssimos à re-eleição, alegria e festas!!!  Só!!!

Lula inventou Dilma, segundo ele uma boa gestora, e “a elegeu” presidente de um dos maiores países do mundo. E nem quero discutir seu currículo, mesmo considerando que nele foi descoberto um diploma por curso que ela não fez! Também, Lula não tem nenhum e chegou lá! Mas a pergunta é se ele passou o país pra ela com “tudo nos eixos”. Chego a desconfiar que não, pois um mandato dá pouco tempo para se destruir um Brasil. E o ex-presidente, parece que de má vontade, colocou-lhe “sua” faixa, mantendo no governo, e em postos muito importantes, até ao lado da nova“comandante”,“olheiros”. Bom, mas nesse primeiro mandato, a “presidenta” trabalhou, e muito, segundo percebo, para conseguir sua reeleição. Coisa do Partido dos Trabalhadores, objetivando somente se manter no topo. E dá-lhe escândalos, desvios propositalmente relegados a segundo plano ou “jogados pra debaixo do tapete” nesses anos todos. Desmandos pelas estatais, os Correios invadidos por “mãos leves”, a Eletrobrás “claudicante”, a Petrobrás “dilapidada”, os “mensaleiros” cheios de regalias, mesmo condenados. E, em campanha, D. Dilma jurava que estava tudo sob controle, a oposição rezava com o “capeta”, jogava sujo, e, de forma alguma, haveria perdas de direitos sociais em seu governo futuro, bla, bla, bla, bla, bla, bla...

É! O país está numa situação dificílima! Esses governantes que aí estão conseguiram complicar “o meio de campo”, focados somente em reeleição. Conseguido isto, o povo vai pagar a conta, como sempre, aliás! E, depois das pomposas festas montadas pelos “eleitos”, com dinheiro público, já curto, para suas posses, vem o “remédio”, ih! Amargo! Foram 4.000 seguranças para D. Dilma, que se cercou de claques petistas para aclamar seu novo mandato, com a presença de sem número de políticos e autoridades convoc... digo, convidadas, para o “beija mão”, igualzinho as festas das antigas “coroas” na idade média. Agora esses mandatários nos expõem a um verdadeiro terrorismo: em Minas o governo anuncia que não tem dinheiro para pagar o salário, em janeiro, aos funcionários; no Rio Grande do Sul o novo governador afirma que não vai quitar contas de fornecedores deixadas pelo seu antecessor; no Distrito Federal professores ficaram sem o décimo terceiro salário, mas o circo foi montado para a festança pública do final de ano, regada a Shows de artistas caríssimos. E, já que é assim, fomos para Copacabana assistir ao maior espetáculo da terra, custeado também pelo “Pezão”, re-empossado Governador do Estado, que declarou sua disposição de cortar gastos a ”torto e a direito” em sua administração. Enquanto isto sua Polícia Militar, de serviço naqueles festejos, recebeu lanche com pão mofado para sua alimentação (deu no Uol – com foto). Esses caras, todos eles, são dose pra leão!!! E não tem outro jeito: festejemos a democracia!!!