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segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Muitos Brasís e Muitas Minas Gerais




                    

Wilalba F. Souza                                                                           22dez2.014

Governador Valadares, Belo Horizonte, Juiz de \Fora e Barbacena são as cidades por onde já residi e aprendi a gostar. A primeira, por exemplo, vi crescer e ser bem trabalhada pelos seus prefeitos e administradores, isto desde a década de cinqüenta, quando ainda criança. Tem lá seus problemas, mas, sem dúvida, é um belo exemplo a ser seguido por outras localidades. Belo Horizonte, nossa capital, se expandiu enormemente depois da década de sessenta, quando iniciou-se a derrocada dos saudosos bondes que eu pegava no centro para ir até o bairro do Prado, onde estudava no Colégio Tiradentes, entrada pela rua Platina. A cidade expandiu rapidamente, saindo dos limites da Avenida Contorno. Coisas boas e outras nem tanto, apareceram, tendo em vista o enorme crescimento econômico na segunda metade do século, pós Juscelino. Só pra lembrar: em sessenta, se não me engano, a população em BH era de uns 700 mil habitantes, se tanto.

Juiz de Fora, a antiga “Manchester Mineira”, e foi assim que aprendi, no grupo escolar, a reconhecer a, naquele tempo, segunda cidade do Estado de Minas. Visitei-a, rapidamente, e pela primeira vez, quando fui me apresentar no 4º Esquadrão de Reconhecimento Mecanizado, onde deveria servir. Não deu porque fui para a Polícia Militar, aprovado em concurso. Fiquei admirado com a sua movimentação de cidade grande, clima muito bom e de gente receptiva,  admirado de sua extensa Avenida Rio Branco, muito organizada. E voltei lá, por mais duas vezes, numa delas com minha família, morando no Bairro Bairú e na melhor cidade que residi. Continua bela, embora tenha crescido demais. Seus políticos se revezam na missão de dar a ela o trato mais cuidadoso possível.

Por fim, Barbacena, o lugar que escolhi para criar meus filhos. Na década de sessenta nossa “Cidade das Rosas”, se não era um primor, nos dava boas condições de moradia e conforto. Organizada e limpa, ainda mantendo o ar de comunidade conservadora e suas  construções mais antigas bem cuidadas, algo que não se faz mais. De trinta ou quarenta anos para cá seus políticos pouco, ou nada, fizeram. Sitiada, literalmente, pelos avanços territoriais da Escola Preparatória do Ar, “proprietária” de enorme área central da cidade, seu trânsito é um caos, sem meios de melhoria tendo em vista esta “ilha” federal que deixaram instalar por aqui, em pleno centro urbano. Quem percorre os bairros periféricos, mais antigos ou não, percebe, claramente, o quão omissos são os administradores politiqueiros desta terrinha, que se consideram seus legítimos proprietários. Barbacena hoje é um favelão, com poucas ilhas de excelência. Não existem planejamento urbano, posturas municipais e o desconforto gerado com isto é total. Radicalizando: a terra de grandes políticos, como o foram os patriarcas Bonifácio Andrada e Bias Fortes, está no limbo: suas heranças políticas não foram as melhores, apenas suas histórias pontuais. É lamentável!!!

Pra finalizar: passei o Natal deste ano em uma cidade de 70 mil habitantes lá no sudoeste de Minas, perto da divisa com São Paulo, de nome São Sebastião do Paraíso. É de dar inveja, como diz o mineirinho dos grotões, “ni nóis”! Lugar antigo, bem cuidado, limpo, organizado, asseado, ruas pavimentadas, ou calçadas, mesmo nos bairros mais afastados, passeios transitáveis, praças limpas, que nos dão prazer em fazer uma caminhada sem tropeçar nas armadilhas dos descuidos públicos vistos por aqui! Aí vão dizer que a região é rica, que o município arrecada muito, e outras desculpas esfarrapadas. Nada disso! Nem a cidade é rica e nem isto demonstram seus moradores. São é cuidadosos mesmo e primam por uma visão mais organizada de onde moram e criam seus filhos. E estaríamos sendo hipócritas se não enxergássemos, lá, problemas. Claro que eles existem, mas muito pequenos em relação às mazelas administrativas, somadas à incompetência e à insensibilidade de nós eleitores, e de quem promete, há anos, coisas que nunca cumpriram e não vão cumprir, pela insistente e insolúvel inanição cerebral desse pessoal! Só pode! Minha conclusão: Barbacena é uma das cidades mais descuidadas de Minas. O dia que forem por aqueles lados de Passos, Ribeirão Preto, Franca, etc, visitem São Sebastião do Paraíso. Aliás, recomendo aos nossos políticos que dêem uma chegada lá e façam um pequeno estágio...estão precisando! E olhem que não falei das estradas, do policiamento, do trânsito, da Guarda Municipal, dos eventos, da congada...etc, etc.






                                                                       

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